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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O Sistema Financeiro que Precisamos


Relatório do Pnuma mostra como melhorar a eficácia do sistema financeiro no apoio ao desenvolvimento sustentável.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgou, nesta quinta-feira (8), durante o encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, o novo relatório “O Sistema Financeiro que Precisamos”. Resultado de uma investigação de dois anos, o documento mostra como aproveitar os ativos do sistema financeiro mundial para a sustentabilidade.
Entre as principais conclusões, o relatório afirma que uma ‘revolução silenciosa’ está em andamento conforme os formuladores de políticas e reguladores financeiros tomam medidas para integrar as questões sobre desenvolvimento sustentável aos sistemas financeiros e torná-los aptos para o século 21.
O ‘momentum’ está ganhando força e é, em grande parte, impulsionado por países emergentes e em desenvolvimento, incluindo Bangladesh, Brasil, China, Quênia e Peru, com campeões de países desenvolvidos como a França e o Reino Unido.
Achim Steiner. Foto: Divulgação
Achim Steiner. Foto: Divulgação
Ampliar essas experiências através de ações nacionais e internacionais poderia direcionar o capital privado para financiar a transição para uma economia inclusiva, verde e apoiar a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Para Achim Steiner, Subsecretário-Geral da ONU e Diretor Executivo do Pnuma, a pesquisa pela primeira vez compilou e analisou iniciativas inspiradoras de todo o mundo que buscam alinhar melhor o sistema financeiro com o desenvolvimento sustentável, mostrando que há muito a ser aprendido com o mundo em desenvolvimento. “Precisamos agora elevar o nível de ambição e de cooperação para garantir que as zonas centrais da economia global e o sistema financeiro possam evoluir para servir o seu propósito central de crescimento e sustentação da economia real”, analisa. Steiner acredita que o relatório abre um novo capítulo, estabelecendo como tal evolução pode ser alcançada.
Sobre o relatório
A pesquisa relativa ao Plano de um Sistema Financeiro Sustentável teve início em janeiro de 2014 com um mandato para desenvolver opções políticas que melhorassem a eficácia do sistema financeiro no apoio ao desenvolvimento sustentável. Apoiado por um Conselho Consultivo de líderes financeiros de alto nível, o Inquérito examinou com profundidade a prática em mais de 15 países, bem como entre os segmentos-chave do sistema financeiro, como mercados bancários, de obrigações e de ações, investimento institucional, seguro e política monetária. Para chegar a suas conclusões, o Inquérito tem trabalhado com os bancos centrais, ministérios do meio ambiente, instituições financeiras internacionais, grandes bancos, bolsas de valores, fundos de pensão e companhias de seguros.
Capa do relatório. Foto: Reprodução
Capa do relatório. Foto: Reprodução
Foram identificadas cinco tipos de medidas que estão sendo introduzidas pelos formuladores de regras financeiras:
– Melhorar as práticas de mercado através de uma melhor divulgação, responsabilidades claras e critérios de produtos melhorados;
– Aproveitar o balanço público, através de incentivos fiscais, instituições financeiras públicas e ação do banco central;
– Direcionar as finanças através de medidas políticas, tais como empréstimos ao setor prioritário, requisitos legais e os regimes de responsabilidade;
– Transformar a cultura financeira, através da capacitação, revisão dos incentivos e da estrutura de mercado;
– Governar o sistema de atualização através de princípios orientadores, exigências regulatórias e medição de desempenho.
No total, a pesquisa descobriu mais de 100 medidas que já estão em prática, incluindo:
– China: um portfólio com 14 recomendações distintas para promover o sistema financeiro verde da China, cobrindo informações, medidas legais, institucionais e fiscais;
– França: novos requisitos de divulgação sobre a mudança do clima têm sido introduzidos para os investidores institucionais, como parte da legislação sobre a transição energética do país;
– Quênia: possui inclusão financeira avançada através do dimensionamento de serviços de pagamento móveis, que agora também estão apoiando o financiamento verde;
– Peru: novos requisitos de vigilância foram introduzidos para os bancos para ajudar a reduzir as externalidades sociais e ambientais;
– EUA: enfatizam medidas fiscais que aceleram o financiamento verde e têm dado avanços significativos na publicação e na ação de investidores.
O relatório apresenta um Quadro de Ação que inclui uma caixa de ferramentas com cerca de 40 medidas diferentes, um conjunto de cinco pacotes de políticas em toda a operação bancária, títulos e mercados de ações, investidores institucionais e seguros, e um conjunto dos 10 próximos passos prioritários para promover a cooperação financeira internacional.
(Pnuma/ #Envolverde/Utopia Sustentável)

quarta-feira, 8 de julho de 2015

1 bilhão de pessoas na extrema pobreza


Twitt
Crianças haitianas participam de ação para reflorestar o Haiti. Foto: PNUD Haiti/Logan Abassi. Photo Logan Abassi UN/MINUSTAH
Crianças haitianas participam de ação para reflorestar o Haiti. Foto: PNUD Haiti/Logan Abassi. Photo Logan Abassi UN/MINUSTAH
Relatório do Pnuma destaca que a prosperidade sustentável para as gerações atuais e futuras requer a manutenção e restauração da saúde do ecossistema.

“O principal desafio para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) será tirar mais de um bilhão de pessoas da extrema pobreza e abordar as desigualdades ao mesmo tempo em que utilizamos os recursos necessários para uma população estimada em 8 bilhões de pessoas em 2030 – em termos de energia, terra, água, comida e abastecimento de matérias”, disse o diretor-executivo do PNUMA e subsecretário-geral da ONU, Achim Steiner.
A declaração do representante se soma as preocupações do Painel Internacional de Recursos do PNUMA (IRP, na sigla em inglês) que alertou, nesta segunda-feira (06), que sem uma gestão sensata dos recursos naturais como parte integral das medidas políticas, os ODS não cumprirão seu propósito fundamental: acabar com a extrema pobreza até 2030 e abordar todos os aspectos do desenvolvimento sustentável.
Em seu novo relatório intitulado “Coerência das Políticas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: Uma Perspectiva dos Recursos Naturais”, o IRP enfatiza que a prosperidade sustentável para as gerações atuais e futuras requer a manutenção e restauração da saúde do ecossistema. Com a prospecção de que a população mundial chegará a 9 bilhões de pessoas em 2050 e o rápido crescimento econômico nas economias emergentes e em desenvolvimento, a demanda por recursos naturais, especialmente a matéria-prima, deve continuar crescendo significativamente. Nesse contexto, aumentar a eficiência de recursos é um fator importante para assegurar a proteção ambiental e climática, o emprego, os benefícios sociais e o crescimento verde sustentável.
Os estudos do IRP mostram que a extração anual de matéria em todo o mundo aumentou oito vezes durante o século 20. Até 2009, por exemplo, extraíam-se 68 bilhões de toneladas de recursos comparados aos 7 bilhões em 1900. Devido ao declínio nos níveis de minério, dependendo do material em questão, hoje precisam ser movidas cerca de três vezes mais matéria para a mesma extração de minério do que um século atrás, com mais degradação do solo, implicação das águas subterrâneas e uso de energia.
Números alarmantes
A pressão sobre os recursos bióticos também tem aumentado. Mais de 20% das terras cultivadas, 30% das florestas e 10% das pastagens estão sendo degradadas a uma taxa que debilita a capacidade de ecossistemas críticos se renovarem. Até 25% da produção mundial de alimentos pode ser perdida até 2050 devido às alterações climáticas, a degradação dos solos, escassez de água e outras questões e, mesmo assim, continuamos desperdiçando um terço dos alimentos produzidos a cada ano.
Todos os 17 ODS propostos implicam numa competição por recursos, apesar do progresso de 12 deles estar diretamente relacionado ao uso sustentável da terra, alimentos, água, energia e matéria. O novo relatório do IRP avalia as interligações, sinergias e contrapartidas entre os ODS relacionados aos recursos naturais que os tomadores de decisão devem levar em conta no momento da formulação de políticas para sua implementação.
O modelo do relatório demonstra que se os ODS em energia, segurança alimentar e mudança do clima forem abordados por políticas setoriais, haverá possíveis contrapartidas entre os sistemas de alimento, biodiversidade, mitigação climática, poluição por nutrientes e uso de água doce. Sendo assim, o progresso deveria ser feito em todos os ODS juntos, como um pacote coordenado e integrado, entendendo os diferentes objetivos e seus requisitos de recursos, gerenciando as sinergias e moderando as contrapartidas. Além disso, se políticas forem combinadas com as medidas de produção e consumo sustentáveis em um sistema de garantias ambientais e sociais, a conquista dos objetivos é mais realista.
“Conquistar o progresso econômico e social previsto em alguns ODS requer investimentos simultâneos naturais de capital em outros”, disse o copresidente e o antigo comissário responsável pelo Meio Ambiente Europeu, Janez Potocnik. “Buscar essa primeira meta e atrasar ação nesta segunda não funcionará. Isso implica uma transformação radical na forma como os políticos priorizam os problemas relacionados ao uso dos recursos naturais e do meio ambiente”.
O progresso dos ODS relacionados à segurança alimentar, produção de energia e água e saneamento, por exemplo, depende dos mesmos sistemas fundiários a que estão sujeitas as estratégias de conservação que procuram manter a biodiversidade e ecossistema.
Mudanças nos sistemas de produção que abordam as ineficiências estruturais, produtividade de recursos e as estratégias de conservação vão reduzir apenas de forma limitada a pressão sobre o uso da terra, água e energia para alcançar as metas de segurança alimentar, acesso à energia, abastecimento de água e a resistência às mudanças climáticas. Políticas que abordem o lado das demandas, tais como os padrões de consumo, também serão necessárias.
Sobre o Painel Internacional de Recursos

O Painel Internacional de Recursos é um grupo de mais de 30 especialistas e cientistas renomados internacionalmente e mais de 30 governos nacionais. Sediado na divisão de tecnologia, indústria e economia do PNUMA, foi estabelecido em 2007 como um órgão científico para fornecer avaliações relevantes e independentes aos governos e outras partes interessadas quanto ao uso efetivo e eficientes dos recursos naturais ao longo de todo o ciclo de vida. Os relatórios do Painel têm sido usados e indicados por organizações internacionais, governos nacionais, grupos de reflexão e organizações de pesquisa, academia, indústrias e sociedade civil, nas discussões e planejamento de novas políticas que levem em consideração a produção e consumo sustentáveis e eficientes de recursos. (ONU Brasil/ #Envolverde/Utopia Sustentável)

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Terra: o Planeta azul no vermelho. A longa e agonizante caminhada rumo ao fim



Recentemente, a convite da Companhia de Desenvolvimento do Estado do Rio, CODIN, estive presente ao bom seminário promovido pelo Sebrae RJ, na BMF e BOVESPA, que teve como tema central a “Sustentabilidade nas relações entre pequenos negócios e as grandes empresas”.  Com dados conhecidos mas estarrecedores do ponto de vista do perigo que nosso Planeta corre, Sonia Favaretto, diretora de Sustentabilidade da Bolsa, iniciou sua apresentação com a informação de que no dia 19 de agosto a Terra esgotou os recursos naturais disponíveis para todo o ano de 2014.  Pergunto ao leitor: você sabia disso?  Se sabia, lembra-se de em quantos jornais ou telejornais leu ou ouviu esta informação? 

Pois é, tal qual um assalariado que ganha mil e esbanja dois mil, entramos no “Cheque Especial” dos recursos naturais da Terra, dispendendo mais que sua capacidade de regeneração.  E se hoje gastamos 1,5 planeta para produzir os recursos ecológicos necessários para suportar a atual pegada ecológica mundial, a continuar nessa toada, bem antes de 2050 precisaremos de três planetas.  No Brasil, o número atual é de que consumimos 1,6 planeta.  Esse, um dos principais desafios do século XXI.  Pergunto mais uma vez: o que a governança global está fazendo para impedir isso?



Segundo Haroldo Matos de Lemos, presidente do Instituto Brasil Pnuma, em 1802 o Planeta tinha 1 bilhão de habitantes, hoje, pouco mais de dois séculos depois, sete vezes mais.  Cerca de 85% da população mundial vive em países que extraem da natureza mais do que seus ecossistemas suportam, o que tornará viver aqui humanamente impossível.  Países com tradição na pesca como Espanha, Japão e Canadá subsidiam com US$27 bilhões anualmente a atividade fazendo com que seus pesqueiros possam ir ao fim do mundo à procura de pescado.  Quem interromperá tal insanidade?  A Amazônia, e seus controversos números anuais sobre o desmatamento, continua ardendo.  E os mais variados governos do período pós redemocratização não conseguiram tornar o tema, ainda, uma prioridade nacional.  Um crime de lesa-humanidade. Temos uma única alternativa para evitar que a Terra entre em colapso: repensar nossos hábitos de consumo e nos conscientizarmos que a era da abundância, acabou.  E que entramos na era da escassez.

Renato Regazzi, gerente de Grandes Empreendimentos do Sebrae RJ, fez interessante explanação sobre encadeamento produtivo, demonstrando, na prática, como grandes empresas podem incorporar dentro de suas cadeias produtivas o trabalho de pequenas empresas, um belo exemplo de Responsabilidade Social Empresarial.

A complementar sua fala, o consultor Luiz Claúdio Ferreira de Castro, afirmou que hoje, economia e ecologia caminham juntas pois nos dois casos suas tarefas nada mais são do que administrar a escassez.  Corretíssimo.

Por último, Isabel de Araujo Sbragia, gerente de certificação da ABNT, demonstrou a importância de pequenas e grandes empresas terem seus números inventariados, uma exigência do mundo atual.  E que isso, ao contrário do que possa parecer, não é uma tarefa impossível, mas necessária, e que as empresas só têm a ganhar.



Mas alguns sinais positivos são emitidos mundo afora.  Um grupo de 767 investidores globais, detentores de US$92 trilhões em fundos de investimentos, em parceria com a Ong internacional CDP, que atua para prevenir mudanças climáticas e recursos naturais, vem monitorando periodicamente as empresas e seus gestores sobre a gestão desses recursos dentro delas.  O PRI, Princípios para o Investimento Responsável, é outro grupo que reúne 1.273 investidores institucionais de 53 países com mais de U$45 trilhões sob gestão, e também monitora a mudança do clima.  As duas são iniciativas globais saudáveis que visam adiar pelo maior tempo possível essa tragédia anunciada.

Perguntei a palestrante Sonia Favaretto se diante de tantas evidências e números, o que estaria faltando para avançarmos no "Salvamento do Planeta", e o que seria necessário para a Sustentabilidade entrar definitivamente na agenda Brasil de desenvolvimento.  E provoquei: mais conscientização, mais marketing? Finalizei lembrando que estamos em plena campanha eleitoral e o tema sequer é prioridade entre os principais candidatos.  Objetivamente, ela me disse: Marcos legais e, principalmente, vontade política.   Acrescentaria que em função da gravidade da situação a inclusão da disciplina "educação da sustentabilidade" no currículo escolar do ensino  básico, é questão fundamental para a conscientização da sociedade brasileira. A pauta global nos fez revisar e incluir o ensino da computação e educação financeira nos currículos.  Temos que estar cônscios dessa nova necessidade.

A Global Footprint Network, organização internacional pela sustentabilidade, parceira da Rede WWF, que mede global e anualmente as atrocidades que Terráqueos cometem contra seu habitat original, o Planeta Terra, nos dá dois dados interessantes e, ao mesmo tempo, preocupantes.  Desde 2000 a data que nos informa que os recursos naturais consumidos no Planeta esgotaram-se para aquele ano de referência, chega mais cedo.  Ali, naquele início de milênio foi o dia 1º de outubro.  Este ano, ela recuou para 19 de agosto.  Pelo jeito, estão brincando com fogo.  E também com água.  E a Mãe Natureza parece que não está gostando nada disso.

Abraços Sustentáveis

Odilon de Barros




     
    








quinta-feira, 26 de junho de 2014

Aplicativo Passaporte Verde traz roteiros mais responsáveis nas 12 cidades-sede




São mais de 60 roteiros que convidam turistas e moradores a viverem experiências mais autênticas em viagens de lazer ou negócio. A campanha Passaporte Verde é uma das ações de sustentabilidade do governo federal para a Copa do Mundo.

Por meio do aplicativo, os usuários terão acesso a mais de sessenta opções de roteiros nos arredores das 12 cidades-sede da Copa do Mundo. Subir no Corcovado, no Rio de Janeiro, por meio de uma trilha pela Mata Atlântica com saída do Parque Lage; visitar comunidades ribeirinhas nas margens do Rio Negro, em Manaus; ou ainda conhecer o Morro da Conceição, importante ponto cultural de Recife, são alguns dos Roteiros Passaporte Verde. No geral, os itinerários convidam os viajantes a explorarem as cidades de uma maneira mais autêntica, com sugestões que incentivam a maior proximidade da natureza, a degustação da culinária local, o contato com culturas tradicionais, entre outros.
Com versões em português e inglês, o aplicativo também traz dicas para tornar viagens de lazer ou negócio menos impactantes para o meio ambiente e para o destino escolhido. Do planejamento da viagem a como desligar corretamente aparelhos que serão deixados em casa, as dicas estimulam práticas mais responsáveis com ações simples que podem fazer uma grande diferença, como evitar conexões aéreas e se informar sobre frutas e legumes da estação do seu destino.
Apple Store – Aplicativo Passaporte Verde: 
http://itunes.apple.com/pt/app/passaporte-verde/id888927319?mt=8

Sobre o Passaporte Verde
Criada em 2008, a campanha Passaporte Verde surgiu como uma parceria do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), os Ministérios do Meio Ambiente e do Turismo do Brasil, o Ministério Francês do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e outros parceiros. Atualmente, com disseminação em diversos países como Brasil, Costa Rica, Equador, África do Sul e Coréia do Sul, a campanha já é referência internacional em disseminação de informações sobre turismo sustentável.
A edição de 2014, no Brasil, conta com apoio do Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Turismo, Ministério do Esporte e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a campanha também conta com a parceria de UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), OIT (Organização Internacional do Trabalho),  UNAIDS - Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime) e a FAS (Fundação Amazonas Sustentável). Os workshops Jornadas da Sustentabilidade, parte integrante da campanha, são realizados com patrocínio do Itaú Unibanco e apoio da BRAZTOA (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo).

Sobre o PNUMA
O PNUMA é a principal autoridade global em meio ambiente e a agência do sistema das Nações Unidas responsável por promover a conservação do meio ambiente, o desenvolvimento sustentável e o uso eficiente de recursos. Criado em 1972, o PNUMA tem entre seus objetivos fomentar o desenvolvimento sustentável; manter o meio ambiente global sob constante monitoramento; alertar sobre ameaças ao meio ambiente; e disseminar práticas que promovam a qualidade de vida sem comprometer os recursos e serviços ambientais para as gerações futuras. Para saber mais, acesse www.pnuma.org.br ou www.unep.org. 

Mais informações
João Gonçalves – 55 61 3038.9241 – passaporte.rp@pnuma.org
Marcelo Tavela – 55 61 3038.9237 – comunicacao@pnuma.org

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Relatório do PNUMA alerta para vulnerabilidade climática e novas ameaças às pequenas nações insulares


Documento é apresentado junto a estudo sobre Economia Verde em Barbados para o Dia Mundial do Meio Ambiente
Bridgetown, Barbados, 5 de Junho de 2014 – O aumento do nível dos mares nos 52 pequenos estados insulares – quatro vezes maior que a média mundial – causado pelas mudanças do clima é a maior ameaça a essas nações, seu meio ambiente e seu desenvolvimento. Políticas e investimentos em energias renováveis e na transição para uma Economia Verde, no entanto, podem mudar esse cenário, conclui relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) lançado no Dia Mundial do Meio Ambiente.
As comemorações do PNUMA acontecem este ano em Barbados, no Caribe, e têm como tema os pequenos estados insulares em desenvolvimento (SIDS, na sigla em inglês) e as mudanças climáticas.
Em todos os SIDS, as barreiras de coral são gravemente impactadas pelo aumento da temperatura das águas. A perda global dos recifes de coral – cerca de 34 milhões de hectares nas últimas duas décadas – significam uma perda financeira de US$ 11,9 trilhões, segundo o estudo do PNUMA. No Caribe, muitas áreas estão com seus recifes totalmente afetados pelo branqueamento. Uma projeção aponta que 90% dos corais da região serão impactados pelo branqueamento até 2030, chegando a 100% em 2050.
Relatório de Previsão para SIDS identifica os impactos das mudanças do clima e o aumento do nível do mar como a grande preocupação entre 20 questões emergenciais de meio ambiente para os estados insulares, incluindo o estreitamento das regiões costeiras, a invasão de espécies alienígenas e a contaminação por resíduos químicos.
“A Rio+20 mostrou que os SIDS têm vulnerabilidades únicas e requerem uma atenção especial. São 52 países que abrigam 62 milhões de pessoas e emitem menos de 1% dos gases de efeito estufa, mas sofrem diretamente os efeitos das emissões globais. Os dois relatórios mostram que temos ferramentas e a capacidade de superar os contratempos do desenvolvimento. É dever da comunidade internacional apoiar essas nações e aprovar um acordo climático robusto, que corte emissões e reduza o risco aos SIDS”, afirma o sub-secretário-geral da ONU e diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner.
O estudo alerta para a magnitude e a ocorrência de desastres naturais relacionados ao clima, que se tornarão mais frequentes. Isto levará a impactos desproporcionais que afetarão múltiplos setores das ilhas – do turismo, agricultura e pesca a energia, acesso à água potável e infraestrutura – a não ser que políticas que favoreçam a Economia Verde sejam postas em prática.
O cenário também demonstra que os SIDS podem fazer a transição para uma Economia Verde inclusiva e garantir um futuro sustentável apostando em energias renováveis, na exploração sustentável de recursos inexplorados, no desenvolvimento de uma Economia Verde com base nos oceanos e na criação de novos indicadores econômico que levem em conta os recursos naturais.
Um segundo documento lançado no Dia Mundial do Meio Ambiente, Estudo da Economia Verde em Barbados, pode ser sintetizado como um guia prático para gestores públicos e privados em como tornar mais sustentáveis turismo, agricultura, pesca, construção e transporte em Barbados – lições que podem ser aplicadas pelos demais SIDS.
“A Economia Verde é particularmente importante em Barbados devido ao nosso compromisso nacional com um desenvolvimento sustentável inclusivo, criando um país socialmente equilibrado, viável economicamente e ambientalmente relevante. As propostas desse documento não ficarão na prateleira: a transição pode ser observada com a integração de premissas da Economia Verde na nova Estratégia de Desenvolvimento e Crescimento de Barbados”, afirma o primeiro-ministro de Barbados, Freundel Stuart.
Impactos das mudanças climáticas
A vulnerabilidade dos SIDS é potencializada por sua reduzida extensão territorial, população concentrada e a grande dependência dos ecossistemas costeiros para alimentação, subsistência e proteção contra eventos extremos. Entre as ameaças estão inundações, erosões da costa, acidificação e aquecimento dos oceanos e eventos extremos de clima.
Por exemplo, enquanto o mar aumenta globalmente em media 3,2 mm por ano, na ilha de Kosrae, na Micronésia, o aumento é de 10 mm anuais. O Pacífico Ocidental, onde dezenas de pequenas ilhas estão localizadas, testemunhou o oceano aumentar em 12 mm por ano entre 1993 e 2009, quatro vezes mais que a média mundial.
A pesca desempenha um papel relevante para os SIDS, representando até 12% do PIB de alguns países. No Pacífico, frutos do mar representam 90% da dieta de proteínas de algumas populações. As mudanças climáticas podem se tornar um obstáculo para a nutrição destas pessoas e no combate à pobreza.

O turismo, que representa mais de 30% dos negócios com o exterior nos SIDS, também será impactado. Por exemplo, um aumento de 50 cm no nível do mar fará com que Granada perca 60% das suas praias. Há também os custos de adaptação: no modelo atual, os gastos para se adaptar às mudanças climáticas é estimado pela Comunidade Caribenha (Caricom) em US$ 187 bilhões até 2080.

O relatório convoca a comunidade internacional a tomar atitudes pela redução dos impactos negativos das mudanças do clima, especialmente nos SIDS, e a adotar um acordo legalmente vinculante que inclua metas ambiciosas para redução das emissões de gases de efeito estufa.

Indicadores apropriados

Uma questão transversal identificada no estudo foi a necessidade do desenvolvimento de novos indicadores de crescimento econômico, que incluam mudanças climáticas, combate à pobreza, saúde e outras questões. Segundo o relatório, indicadores baseados no PIB não consideram partes relevantes da economia de ilhas pequenas.

Há outros indicadores disponíveis, mas seu uso ainda não é muito difundido. E, dada a particularidade dos SIDS, é imperativo que indicadores de desenvolvimento sustentável sejam aplicados, e que as pequenas nações insulares colaborem nessa definição.  

Demais desafios e oportunidades

O estudo atenta para outros desafios e oportunidades, entre eles:

Energias renováveis

Mais de 90% da energia usada nos SIDS é proveniente da importação de petróleo, custando caro e deixando o preço da energia elétrica entre os mais altos do mundo – em alguns casos, 500% a mais que nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, uma grande parcela da população não tem acesso à energia elétrica – 70% em algumas ilhas do Pacífico.

Os SIDS contam com uma grande oferta de energias renováveis, incluindo biomassa, ventos, sol, ondas e energia hidro e geotérmica. Acelerar a exploração dessas fontes, com base em políticas públicas e em parcerias público-privadas, representa uma grande oportunidade de acesso a energia e para a redução dos custos. O desafio é grande: somente 3% da matriz energética caribenha é originária em fontes renováveis.

Recursos naturais inexplorados

Há muitos recursos inexplorados nas regiões dos SIDS, nas ilhas e em regiões submarinas. Entre as opções estão minerais, produtos farmacêuticos, hidrocarbonetos, fontes de energia renováveis e áreas de pesca. Explorar essas novas fronteiras é uma oportunidade econômica e social. Papua Nova Guiné explora o manganês subaquático e outros elementos raros.

Os países insulares têm a chance de definir novas formas sustentáveis de usar esses recursos. Para implementá-las, no entanto, serão necessários estudos completos sobre seus impactos e a definição de novas práticas que reduzam o impacto.

Economia Verde com base nos mares

Para a maioria dos SIDS, a transição para uma Economia Verde tem como base o mar, por conta de sua relevância socioeconômica. Há muitos desafios práticos e políticos, e riscos devem ser cientificamente analisados. Mas as soluções estão disponíveis para que governos incentivem a transição.

Relatório de Previsão para SIDS é parte de um processo maior com participação do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (UN DESA). Uma sessão conjunto a do UN DESA identificou 15 questões socioeconômicas que devem ser abordadas, incluindo a diversificação das economias dos SIDS, novas maneiras de amortizar dívidas e o futuro da segurança alimentar.


O exemplo de Barbados
Enquanto o Relatório de Previsão para SIDS engloba diversas nações, o estudo sobre Economia Verde é focado em Barbados, mas traz lições que podem ser usadas por outros países. A análise mostra que a Economia Verde oferece oportunidades no manejo de capital natural, diversificação da economia, criação de empregos verdes, aumento da eficiência de recursos e combate à pobreza. Há grande potencial em Barbados: no setor energético, cerca de US$ 280 milhões podem ser economizados até 2029 com um crescimento de 30% no uso de fontes renováveis já difundidas no país.
Há oportunidades ainda em:
Agricultura: a indústria de derivados da cana de açúcar pode se tornar mais sustentável e adotar a agricultura orgânica;

Pesca: o crescente uso de tecnologias limpas, a conversão de sobras em fertilizantes, compostagem e ração animal; e uma melhor colaboração com nações vizinhas em águas transnacionais são oportunidades claras;

Construção: melhorar a eficiência de recursos; a redução do desperdício e do uso de substâncias tóxicas; aprimorar o uso eficiente da água e das técnicas sustentáveis são bem-vindas;

Transporte: há a possibilidade de criação de empregos verdes, em especial na manutenção de veículos eficientes; da transferência de tecnologias; e na gestão de um sistema público de transporte integrado;

Turismo: divulgar Barbados como um destino sustentável e desenvolver o turismo histórico e rural, em conjunto com parcerias em projetos de conservação marinha, podem fazer o setor crescer ainda mais.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

ONU: Urbanização oferece oportunidades para desenvolvimento verde




capaunepcidades ONU: Urbanização oferece oportunidades para desenvolvimento verde
Apesar de consumirem 75% dos recursos mundiais e emitirem 75% dos gases do efeito estufa produzidos pelo ser humano, cidades concentram as maiores possibilidades para um futuro mais sustentável e eficiente, diz relatório
Atualmente, os centros urbanos ocupam apenas 2% de toda a área terrestre do planeta, mas concentram mais da metade de toda a população mundial. Isso gera o desafio cada vez maior de garantir padrões e qualidade de vida decentes para seus habitantes, apesar da crescente pressão sobre os recursos naturais e ecossistemas.
Para se ter uma ideia, as cidades consomem 75% dos recursos mundiais e emitem 75% dos gases do efeito estufa produzidos pelo ser humano. Assim, pode parecer impossível equilibrar tal consumo e produção com o uso sustentável dos recursos naturais, mas um novo documento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e da Aliança das Cidades mostra que é possível chegar lá.
O relatório, lançado no Fórum Urbano Mundial 2014, sugere que o atual ritmo rápido de urbanização representa uma oportunidade para criar cidades mais sustentáveis, inovadoras e equitativas, que usem os recursos naturais de forma mais eficiente.
O texto apresenta estratégias para introduzir medidas que possam estimular um crescimento econômico inclusivo e reduzir a pobreza, além de garantir níveis sustentáveis de consumo e produção. Essas estratégias podem parecer pequenas, mas têm o potencial de gerar ecoeficiência e inclusão social.
Entre elas, estão: aumentar a quantia de lixo sólido reciclado, melhorar a eficiência da geração e distribuição de eletricidade, diminuir a quantidade de água desperdiçada na distribuição hídrica, melhorar a eficiência ou mix de combustíveis do transporte público, introduzir informações que possam reduzir a demanda por serviços intensos em recursos, melhorar o fluxo de água para reduzir riscos de enchentes etc.
Alguns exemplos implantados foram: um aterro sanitário com circuito fechado em Durban (África do Sul); um sistema de ônibus movido a biocombustíveis em Linköping (Suécia); um sistema BRT em Lagos (Nigéria); saneamento ecológico comunitário em Lilongué (Malawi); apartamentos eficientes em energia em Sofia (Bulgária); a reciclagem de resíduos em Curitiba; o plano de ação climática em Portland (EUA), entre outros.
“Está claro que as decisões e ações necessárias para levar a sociedade em direção a padrões mais sustentáveis de consumo e produção precisarão se focar e serem realizadas nas cidades. As cidades estão bem posicionadas para terem um papel importante em dissociar o desenvolvimento econômico do uso de recursos e impactos ambientais, enquanto encontram um equilíbrio melhor entre objetivos sociais, ambientais e econômicos”, observou Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU e diretor executivo do PNUMA.
O relatório lembra, entretanto, que uma cidade bem urbanizada e que apresenta boas soluções para problemas ambientais não é necessariamente uma cidade sustentável. Isso porque há uma série de fatores que devem ser considerados além dessas soluções, como consumo de recursos, emissões de GEEs, situação geográfica, densidade, tipo de indústria, fonte de eletricidade e outros, que muitas vezes são esquecidos.
Algumas das cidades mais ricas e superficialmente limpas podem concentrar o consumo de bens cuja produção pode ser em outro local, e que implica na poluição e esgotamento de recursos.
Um exemplo é observar as emissões per capita de diversas cidades pelo mundo; embora São Paulo seja, por exemplo, conhecida por ser uma cidade com um ar relativamente poluído e um trânsito caótico, enquanto Helsinki (Finlândia) é notória por suas soluções urbanísticas e ambientais, a primeira apresenta uma emissões de GEEs per capita de 1,4 tonelada de CO2e, enquanto a segunda tem uma emissão per capita de 7,0 toneladas de CO2e.
Por isso, o texto alerta que é preciso abranger o maior número possível de estratégias ambientais no planejamento e gestão urbana para reduzir o impacto que as cidades têm no meio ambiente e melhorar a qualidade de vida da população das cidades.
“É essencial que governos nacionais criem o espaço para as cidades desempenharem um papel muito maior em transformar padrões insustentáveis de desenvolvimento humano. Como testemunhamos em Medellín, ações locais que engajam e beneficiam comunidades podem ser realmente transformadoras. Contudo, as cidades precisam integrar o meio-ambiente em seu planejamento antes, e não depois da urbanização”, concluiu William Cobbett, diretor da Aliança das Cidades.
* Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Tráfico ilegal de madeira gera receitas de até US$ 100 bilhões por ano


O Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma e a Organização Internacional de Polícia Criminal, Interpol, estão chamando a atenção para os impactos dos crimes ambientais.
As agências citam estudos afirmando que o tráfico ilegal de animais e de madeira pode ajudar a financiar o terrorismo e o crime organizado pelo mundo.
Elefantes
Segundo o Pnuma, só o tráfico ilegal de animais selvagens, como elefantes, rinocerontes e tigres, gera lucros entre US$ 15 e US$ 20 bilhões por ano, ou até mais de R$ 45 bilhões.
Em 2011, pelo menos 17 mil elefantes africanos foram assassinados, reflexo do aumento do tráfico ilegal de marfim. E a apreensão de pacotes com mais de 800 kgs de marfim, que tinham como destino a Ásia, mais que dobrou nos últimos cinco anos.
No começo do ano, uma ação da Interpol na África prendeu 66 pessoas e apreendeu mais de 4 mil produtos feitos com marfim ilegal.
Madeira
Sobre o comércio ilegal de madeira, o Pnuma e a Interpol afirmam ser um mercado que vale entre US$ 30 e US$ 100 bilhões por ano. Em fevereiro, a Interpol fez uma operação em vários países da América Latina, incluindo o Brasil, que resultou em 200 pessoas presas e na apreensão de 150 veículos com madeira.
As duas agências também destacam que a pesca ilegal responde por 20% do total de peixes pescados no mundo. Os números são da WWF. A Interpol lançou este ano o “Projeto Escala”, para combater crimes no setor e garantir o cumprimento de leis nacionais.
Lixo Eletrônico
Outro crime ambiental que gera preocupação é o desvio de lixo eletrônico para o mercado negro, para evitar os custos associados com a reciclagem.
No ano passado, uma operação de combate ao comércio ilegal de lixo eletrônico apreendeu 240 toneladas de equipamentos, como televisores e computadores, e investigou 40 empresas envolvidas no crime.
Foram feitas vistorias em portos da Bélgica, Alemanha, Holanda e Grã-Bretanha, região considerada fonte de lixo eletrônico que segue para outras partes do mundo. A Interpol também verificou portos no Gana, Guiné e Nigéria, países que são destino desse lixo.
O diretor do Pnuma, Achim Steiner, sugere aos países que melhorem os serviços de inteligência, o trabalho da polícia e reforcem a capacidade das alfândegas para diminuir o índice desses crimes.
A Interpol e o Pnuma debatem os impactos e possíveis soluções para os crimes ambientais até sexta-feira, em uma reunião em Nairobi, no Quênia.
* Publicado originalmente no site Rádio ONU.
(Rádio ONU) 



segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Bilhões no lixo


 Brasil joga no lixo, a cada ano, cerca de R$ 10 bilhões por falta de reciclagem e destinação adequada de resíduos sólidos e de uma política de logística reversa que gerencie o retorno de embalagens e outros materiais descartados de volta à indústria. É essa realidade que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) pretende transformar com a implantação, em todo o país, da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), tema de oficina realizada no último dia do II Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. A meta do governo federal é eliminar os lixões de todos os municípios brasileiros até o final de 2014, segundo explicou o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU) do MMA, Pedro Wilson Guimarães. Os governos estaduais e municipais deverão providenciar a substituição dos lixões por aterros sanitários, pois, a partir de 2014, a liberação de recursos da União estará condicionada à existência de planos estaduais e municipais de gestão de resíduos sólidos e de saneamento básico. por redação Envolverde

Pnuma: 3,5 bilhões de pessoas não têm acesso ao manejo do lixo


Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente afirma que situação representa riscos de saúde e ambientais; agência afirma ainda que problema causa danos à economia.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, alertou que 3,5 bilhões de pessoas, metade da população mundial, não têm acesso ao manejo do lixo.
Segundo o Pnuma, essa situação representa riscos à saúde e ao meio ambiente, além de prejudicar a economia.
Lixões
Segundo o Pnuma, os lixões, como são chamadas as áreas abertas onde os dejetos são despejados, podem causar sérios problemas de saúde para as pessoas que vivem perto desses locais.
Além disso, o Guia afirma que um manejo ruim do lixo pode causar a contaminação do solo e da água. A queima do material pode poluir o ar e o fato de não se utilizar materiais reciclados pode acelerar o esgotamento dos bens naturais.
Coleta
O Pnuma calcula que todos os anos são coletados 1,3 bilhão de toneladas de lixo sólido no mundo. Essa quantidade deve aumentar para 2,2 bilhões até 2025, principalmente, por causa dos países em desenvolvimento.
O mercado global do lixo, desde a coleta até a reciclagem, movimenta um mercado de US$ 410 bilhões por ano, mais de R$ 820 bilhões. As atividades de reciclagem na União Europeia geraram mais de 500 mil empregos em 2008.
Desperdício
O Guia do Pnuma diz ainda que o desperdício de alimentos chega a 1,3 bilhão de toneladas por ano. Praticamente um terço da comida destinada ao consumo humano é perdida ou jogada no lixo anualmente.
Para combater o problema, o documento diz que o manejo não é o único desafio. Os benefícios aparecem quando o lixo é tratado como um recurso que pode ser recuperado e colocado para uso produtivo e rentável.
O Pnuma reforça a importância da implementação de estratégias nacionais, como também, da necessidade de ajuste dos sistemas tendo como base mudanças das circunstâncias ou do contexto local. (Rádio ONU)