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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Desperdício de alimentos custa milhões para as cidades




Foto: CicloVivo

Combater o desperdício de alimentos ajudará a alimentar 9,5 bilhões de pessoas e a diminuir o impacto ambiental
Seria necessário um terreno na área do México para produzir a quantidade de alimentos que as pessoas produzem, mas não comem, a cada ano. Mais comida é desperdiçada na fase de consumo – nas residências, restaurantes e cafeterias – do que em outros estágios da cadeia.
Quase todas as áreas urbanas têm níveis altos de desperdício de alimentos – comida que poderia ser consumida quando chega às pessoas, mas é descartada antes ou depois de estragar. O desperdício de alimentos apresenta desafios significativos, mas também dá oportunidade para que as cidades reduzam as emissões de carbono e o desmatamento, além de mitigar o gasto de água com a agricultura.
Os custos ambientais da produção de alimentos
De acordo com as projeções, o mundo vai precisar aumentar a produção de alimentos em 70% até 2050. Isso causará uma estafa significativa no planeta. A produção de alimentos tem altos níveis de emissões porque converte floresta e savanas, que armazenam carbono, em pastos ou terras de cultivo.
Por exemplo, na Indonésia, florestas tropicais estão sendo derrubadas para dar lugar ao cultivo de palma para produção de óleo, o fez do país o maior emissor de carbono por unidade de PIB. Além disso, 13% das emissões de carbono em 2010 foram de atividades agrícolas como criação de gado, uso de tratores e produção e uso de fertilizantes nitrogenados. A agricultura contribui com 24% das emissões de gases de efeito estufa, considerando a conversão de terras, explora 27% das terras do planeta e consome 70% da água doce no mundo.
Considerando o efeito em escala da produção de alimentos no meio ambiente, reduzir o desperdício e a necessidade de produção crescente pode nos impulsionar para um mundo mais sustentável.
A urbanização intensifica o desperdício de comida
De acordo com a Royal Society, consumidores de países com economia em desenvolvimento desperdiçam mais alimentos por causa do relativo baixo custo da comida, por causa dos padrões altos de aparência dos alimentos e falta de conhecimento sobre a realidade da produção de alimentos.
A urbanização traz esses três fatores no comportamento do consumidor porque quem mora na cidade ganha mais dinheiro que os trabalhadores rurais, tem altos padrões de aparência dos alimentos e compra alimentos nos supermercados.
Para deixar o desafio do desperdício de alimentos mais difícil, a ONU estima que até 2050, mais 2,5 bilhões de pessoas passará a viver em áreas urbanas. A população urbana corresponderá a dois terços da população mundial. Como resultado, o desperdício de alimentos deverá crescer significativamente até 2050 na maioria das cidades.
O desperdício de alimentos já está crescendo mundialmente. Por exemplo, em várias cidades chinesas, como Pequim e Xangai, alimentos já correspondem de 50% a 70% dos resíduos municipais. Vale considerar que há consumidores de países em desenvolvimento que não tem condições de refrigerar a comida em casa para preservá-la.
Nas cidades surgem soluções inovadoras
Felizmente, alguns governos, organizações não governamentais e empresas privadas já estão explorando métodos inovadores para reduzir o desperdício de comida.
Por exemplo, algumas instituições estão redistribuindo alimentos para as pessoas que precisam. A FoodBank South Africa recolhe mais de 4 toneladas de comida anualmente e distribui mais de 14 milhões de refeições com a ajuda de organizações sem fins lucrativos da Cidade do Cabo, Joanesburgo e Durban. Seul, na Coreia do Sul, está implementando uma política de cobrar a população, organizações e restaurantes que desperdiçam comida. Isso irá estimular os restaurantes a reduzir o tamanho das porções e encorajar as pessoas a não comprar comida que eles não vão consumir.
Em fevereiro de 2014, Hong Kong definiu uma meta de redução de desperdício de comida em 40% até 2022, considerando os parâmetros de 2011. O relatório foca no aumento de consciência do desperdício de alimentos e a reciclagem de restos de alimentos em compostagem ou queima para produção de energia. Por exemplo, 75% dos detentos do Instituto Lo Wu se voluntariaram a receber porções menores de comida, o que traz uma economia de 500 tigelas de arroz por dia.
As cidades devem enfrentar, com urgência, o crescente desperdício de alimentos no mundo. O Programa Waste Resources and Action (WRAP) calculou que o custo dos alimentos que não são consumidos chega a 400 bilhões de dólares anualmente, o que significa um forte motivo financeiro para agir. O Instituto World Resources está liderando o desenvolvimento do Food Loss and Waste Protocol, que permitirá às cidades e entidades relatar o desperdício de alimentos de forma prática, com credibilidade e de forma consistente, internacionalmente. E, finalmente, o rascunho atual das metas de desenvolvimento sustentável da ONU (Sustainable Development Goals – SDGs) têm como meta “reduzir pela metade o desperdício de alimentos per capita globalmente, a nível de varejo e consumidor” até 2030.
As cidades têm um papel indispensável no combate ao desperdício de alimentos, o que pode ajudar a alimentar 9,5 bilhões de pessoas com menos emissões de carbono e menor impacto sobre os recursos naturais. (Akatu/ #Envolverde/Utopia Sustentável)

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Cidades brasileiras chegam a perder 70% da água por falhas na distribuição





Em tempos escassez de água, o Instituto Trata Brasil divulgou um estudo mostrando que as cidades brasileiras chegam a desperdiçar mais de 70% do recurso por problemas na distribuição. A análise considerou a situação dos cem maiores municípios durante o período de 2010 a 2012.
A pesquisa, apresentada nesta quarta-feira (27), mostrou que os investimentos na melhoria dos sistemas, comparados aos dois anos anteriores foram inferiores a 20% ou nulos. A cidade com o pior índice foi a capital de Rondônia, Porto Velho, com perdas de 70,68% da água durante a fase de distribuição. Na sequência vem outra capital, Macapá, que perdeu 69,44%.
De acordo com o Instituto, o desperdício registrado ocorre em função de vazamentos, roubos, gatos, falta ou erros nas medições e outras irregularidades. A responsabilidade pelos investimentos e melhorias dos sistemas é das próprias companhias que gerem o saneamento nas cidades, mas a evolução tem sido muito lenta.
A média nacional de perdas de água foi de 36,9%. Nas dez cidades com os piores índices de saneamento apontadas pelo ranking, a média foi de 56,2%, enquanto as 20 melhores cidades ficaram em 27,9%. Apenas quatro municípios analisados conseguiram manter os índices abaixo dos 15%. A cidade com o melhor desempenho foi Florianópolis, que perdeu apenas 5,66% da água durante a fase de distribuição. São Paulo perdeu 36,30% e o Rio de Janeiro, 54,81%.
Além de prejudicar o meio ambiente, a falta de estrutura nas cidades brasileiras gera uma perda monetária muito grande. Em entrevista ao G1, a Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) informou que a perda no faturamento é de R$ 2,5 milhões mensais, em consequência do desperdício e do roubo de água.Redação CicloVivo

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Redução do desperdício pode acabar com a fome, diz ONU





O relatório “Perdas e desperdícios de alimentos da América Latina e no Caribe”, realizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), demonstrou que seria possível acabar com a fome, apenas exterminando o desperdício.
A região é responsável por 6% da perda de alimentos em todo o mundo, chegam a ser desperdiçados 15% de tudo o que é produzido nesta parte do continente. No entanto, os especialistas explicam que boa parte do que vai para o lixo, ainda poderia ser reaproveitado, contendo altos valores nutricionais.
De acordo com a FAO, o desperdício acontece em diferentes etapas da cadeia. O consumidor e a produção são os maiores responsáveis pelas perdas, com 28% cada. Na sequência vêm mercado e distribuição, com 17%, manuseio e armazenamento, com 22% e o restante do processamento com 6%.
As soluções para este problema são bastante plausíveis. A ONU informa que, se for aumentada a eficiência somente no sistema de venda e varejo, ou seja, nos supermercados, feiras, armazéns e demais pontos de venda, seria possível alimentar 30 milhões de pessoas, o equivalente a 64% da população que passa fome.
Outra opção é a criação de bancos de alimento, que recolham a comida que seria descartada mesmo estando em bom estado para o consumo e a redistribui para quem necessita. Já existem sistemas deste tipo na Costa Rica, Chile, Guatemala, Argentina, República Dominicana, Brasil e México, sendo que este último resgatou 56 mil toneladas de alimentos em 2013.
“Ainda que seja importante dizer que os países da região possuem as calorias mais do que suficientes para alimentar todos os seus cidadãos, a enorme quantidade de alimentos que são perdidos ou que acabam na lixeira é simplesmente inaceitável enquanto a fome continuar afetado quase 8% da população regional”, desabafou o representante regional da FAO, Raul Benítez, emdeclaração oficial.
CicloVivo

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Alimentos desperdiçados na América Latina são suficientes para nutrir 47 milhões de pessoas





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Foto: http://ciclovivo.com.br/
Na América Latina e Caribe se perdem e desperdiçam mais alimentos do que os que são necessários para satisfazer as necessidades nutricionais das 47 milhões de pessoas que ainda sofrem de fome na região, assinalou a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). O informe “Perdas e desperdícios de alimentos na América Latina e Caribe”, do Escritório Regional da FAO, destaca que 6% das perdas globais de alimentos se dão na região.
“A cada ano, a região perde ou desperdiça ao redor de 15% de seus alimentos disponíveis, o que impacta a sustentabilidade dos sistemas alimentares, reduz a disponibilidade local e mundial de comida, geram menores rendas para os produtores e aumentam os preços para os consumidores”, explicou o representante regional da FAO, Raúl Benítez.
Benítez acrescentou que as perdas e desperdícios também têm um efeito negativo sobre o meio ambiente devido à utilização não sustentável dos recursos naturais. “Enfrentar essa problemática é fundamental para avançar na luta contra a fome e deve converter-se em uma prioridade para os governos da América Latina e Caribe”, salientou Benítez.
O que são e onde ocorrem as perdas e desperdícios?
Segundo a FAO, as perdas se referem à diminuição da massa disponível de alimentos para o consumo humano nas fases de produção, pós-colheita, armazenamento e transporte. O desperdício de alimentos se refere às perdas derivadas da decisão de descartar alimentos que ainda têm valor nutricional, e se associa principalmente ao comportamento dos vendedores de atacado e varejo, serviços de venda de comida e aos consumidores.
As perdas e desperdícios ocorrem ao longo da cadeia alimentar: na região, 28% ocorrem em nível do consumidor; 28% em nível de produção; 17% no mercado e distribuição; 22% durante o manejo e armazenamento; e 6% restantes em nível de processamento.
Perdas na venda no varejo
Com os alimentos que se perdem na região só em nível da venda no varejo – ou seja, em supermercados, feiras livres, armazéns e demais postos de venda no retalho – se poderia alimentar mais de 30 milhões de pessoas, ou seja, 64% dos que sofrem fome na região.
Os alimentos que perdidos nesse nível nas Bahamas, Jamaica, Trinidad e Tobago, Belize, Colômbia são equivalentes aos que se necessitariam para alimentar todos que sofrem com a fome em tais países.
Antígua e Barbuda, Bahamas, Jamaica, São Cristóvão e Névis, Trinidad e Tobago, Belize, Bolívia, Colômbia, Equador, El Salvador, Suriname e Uruguai poderiam dispor de alimentos equivalentes ao necessário para alcançar o primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio, se reduzissem apenas esse tipo de perdas.
“É importante assinalar que os países da região dispõem de calorias mais que suficientes para alimentar todos os seus cidadãos, a enorme quantidade de alimentos perdidos ou que acabam no cesto de lixo é francamente inaceitável, enquanto a fome continue afetando quase 8% da população regional”, explicou Raúl Benítez.
Como acabar com as perdas/desperdícios?
Existem formas de evitar as perdas e desperdícios em todos os níveis da cadeia, principalmente mediante investimentos em infraestrutura e capital físico, melhorando a eficiência dos sistemas alimentares e a governança sobre o tema, por meio de marcos normativos, investimento, incentivos e alianças estratégicas entre o setor público e privado.
Um exemplo são os bancos de alimentos, que reúnem comida, que por diversas razões seria descartada, para sua redistribuição, e que já existem na Costa Rica, Chile, Guatemala, Argentina, República Dominicana, Brasil e México. A Associação de Bancos de Alimentos do México, por exemplo, resgatou 56 mil toneladas de alimentos só em 2013.
A sensibilização pública também é chave, e é possível realizá-la através de campanhas dirigidas a cada um dos atores da cadeia alimentar, como faz a Iniciativa global SAVE FOOD, uma aliança entre a FAO, PNUMA e a companhia alemã Messe Düsseldorf. A SAVE FOOD reúne 250 sócios, organizações e empresas públicas e privadas, e leva a cabo campanhas em todas as regiões do mundo.* Publicado originalmente no site Adital.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Um sistema alimentar que produz famintos e obesos




cn06 obesidade fome desperdicio cfn01 300x206 Um sistema alimentar que produz famintos e obesos
“O problema da fome tem a ver com a falta de democracia. Temos alimentos suficientes no mundo, mas não há acesso a eles para todas as pessoas”, pondera a ativista Esther Vivas.
“O problema, hoje, quando falamos de alimentação, não tem a ver somente com a fome, mas também com a má nutrição. Porque vivemos num mundo de famintos, mas também de obesos. O sistema alimentar atual não satisfaz corretamente as necessidades de comer das pessoas. É um sistema que produz simultaneamente pessoas que passam fome e pessoas que são obesas, fruto também de uma má alimentação. E este paradoxo de viver num mundo de famintos e de obesos mostra como o sistema alimentar atual não satisfaz as necessidades alimentares das pessoas. Fundamentalmente, o que o move é a lógica do capital, do dinheiro, do benefício econômico”, afirma a ativista Esther Vivas.
Esther Vivas enfatiza que o problema da fome é, fundamentalmente, político. Segundo ela, apesar de produzirmos uma quantidade de alimentos suficiente para alimentar uma população adicional de mais 5 bilhões de pessoas no mundo, temos hoje um bilhão de pessoas passando fome entre os 7 bilhões de habitantes do planeta — ou seja, um a cada sete habitantes passa fome. “Há um problema de democracia no sistema agrícola e alimentar. A resposta à pergunta de por que há hoje fome num mundo de abundância de alimentos, a encontramos quando analisamos quem determina as políticas agrícolas alimentares, quem sai ganhando com este modelo. O atual sistema agroalimentar está pensado basicamente para que umas poucas empresas ganhem dinheiro, mesmo que para isso muitas pessoas tenham que passar fome”, frisa.
A ativista lembra que a chamada revolução verde resultou na privatização da agricultura, já que os insumos agrícolas (todos aqueles elementos, entre bens e serviços, necessários para a produção de alimentos) são controlados por poucas empresas. Em consequência, a capacidade de decidir sobre o que e de que forma plantar, que antes era exercida pelo agricultor, agora é retida pela indústria alimentar. “Atualmente, não sabemos o que comemos, não sabemos o que está por trás do que consumimos. Alimentamo-nos com produtos quilométricos, que vêm do outro lado do mundo. Perdemos a capacidade de decidir sobre aquilo que levamos à boca”, adverte, ressaltando que essas políticas resultaram na perda da diversidade agrícola e alimentar e em uma sociedade que contrai doenças a partir daquilo que ingere.
Esther Um sistema alimentar que produz famintos e obesosEsther Vivas é ativista política e social, posicionando-se a favor da soberania alimentar e do consumo crítico. É jornalista e mestre em Sociologia.   Publicado originalmente no site IHU On-Line.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Bilhões no lixo


 Brasil joga no lixo, a cada ano, cerca de R$ 10 bilhões por falta de reciclagem e destinação adequada de resíduos sólidos e de uma política de logística reversa que gerencie o retorno de embalagens e outros materiais descartados de volta à indústria. É essa realidade que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) pretende transformar com a implantação, em todo o país, da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), tema de oficina realizada no último dia do II Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. A meta do governo federal é eliminar os lixões de todos os municípios brasileiros até o final de 2014, segundo explicou o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU) do MMA, Pedro Wilson Guimarães. Os governos estaduais e municipais deverão providenciar a substituição dos lixões por aterros sanitários, pois, a partir de 2014, a liberação de recursos da União estará condicionada à existência de planos estaduais e municipais de gestão de resíduos sólidos e de saneamento básico. por redação Envolverde

Pnuma: 3,5 bilhões de pessoas não têm acesso ao manejo do lixo


Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente afirma que situação representa riscos de saúde e ambientais; agência afirma ainda que problema causa danos à economia.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, alertou que 3,5 bilhões de pessoas, metade da população mundial, não têm acesso ao manejo do lixo.
Segundo o Pnuma, essa situação representa riscos à saúde e ao meio ambiente, além de prejudicar a economia.
Lixões
Segundo o Pnuma, os lixões, como são chamadas as áreas abertas onde os dejetos são despejados, podem causar sérios problemas de saúde para as pessoas que vivem perto desses locais.
Além disso, o Guia afirma que um manejo ruim do lixo pode causar a contaminação do solo e da água. A queima do material pode poluir o ar e o fato de não se utilizar materiais reciclados pode acelerar o esgotamento dos bens naturais.
Coleta
O Pnuma calcula que todos os anos são coletados 1,3 bilhão de toneladas de lixo sólido no mundo. Essa quantidade deve aumentar para 2,2 bilhões até 2025, principalmente, por causa dos países em desenvolvimento.
O mercado global do lixo, desde a coleta até a reciclagem, movimenta um mercado de US$ 410 bilhões por ano, mais de R$ 820 bilhões. As atividades de reciclagem na União Europeia geraram mais de 500 mil empregos em 2008.
Desperdício
O Guia do Pnuma diz ainda que o desperdício de alimentos chega a 1,3 bilhão de toneladas por ano. Praticamente um terço da comida destinada ao consumo humano é perdida ou jogada no lixo anualmente.
Para combater o problema, o documento diz que o manejo não é o único desafio. Os benefícios aparecem quando o lixo é tratado como um recurso que pode ser recuperado e colocado para uso produtivo e rentável.
O Pnuma reforça a importância da implementação de estratégias nacionais, como também, da necessidade de ajuste dos sistemas tendo como base mudanças das circunstâncias ou do contexto local. (Rádio ONU) 


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Desperdício de alimentos custa 750 bilhões de dólares ao ano


Cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos desperdiçados anualmente não só causam grandes perdas econômicas, como também tem impacto significativo nos recursos naturais dos quais a humanidade depende para se alimentar. Essa é a conclusão de um novo relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

O documento informa que, a cada ano, os alimentos produzidos, mas não consumidos, utilizam um volume de água equivalente ao fluxo anual do rio Volga, na Rússia, e são responsáveis ​​pela emissão de 3,3 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera do planeta. Além destes impactos ambientais, as consequências econômicas diretas do desperdício de alimentos (sem incluir peixes e frutos do mar) atingem o montante de 750 bilhões dólares por ano, de acordo com as estimativas do estudo da FAO.
“Todos nós, agricultores e pescadores, processadores de alimentos e supermercados, governos locais e nacionais e consumidores individuais, temos de fazer mudanças ao longo de toda a cadeia alimentar humana para impedir que ocorra, desde já, o desperdício e, não sendo isto possível, promover a reutilização ou a reciclagem”, afirmou o Diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva.
“Não podemos simplesmente permitir que um terço de todos os alimentos produzidos seja perdido ou desperdiçado devido a práticas inadequadas, quando 870 milhões de pessoas passam fome todos os dias”, disse ele.  Site ONU Brasil
C&A ganha certificado Leed

A C&A da Rua dos Andradas, em Porto Alegre, virou loja Eco, e recebeu o selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design).

O sistema de certificação para construções, que assegura critérios de ecoeficiência reconhecidos internacionalmente, garantirá know how para a varejista aplicar o conceito em prédios de novas lojas e também naqueles que passarem por reformas.

Em torno de 30 obras estão em andamento atualmente, incluindo filiais em reforma ou novas lojas. A loja Eco da Capital gaúcha conta com um terraço verde de 6 mil metros quadrados e será aberto em breve à visitação do público.


O local é utilizado pelos cerca de 180 colaboradores da loja como ambiente de descanso. A loja de 6 mil metros quadrados tem registrado economia de 35% em energia elétrica e 46% de uso de água. Além disso, 80,3% dos resíduos gerados pela obra (entulhos, bandejas galvanizadas, lâmpadas e pisos) foram totalmente reciclados. Segundo o consultor que acompanhou o processo de certificação da unidade do Centro, Guido Petinelli, esta é a primeira loja varejista do País e o primeiro prédio do Sul do Brasil com certificado LEED.