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segunda-feira, 16 de março de 2015

Emissões de CO2 param de subir no mundo pela primeira vez em 40 anos




É a primeira vez em 40 anos que as emissões de CO2 ficaram estagnadas, enquanto a economia do mundo cresceu 3%
Relatório traz opções para limitar as emissões dos gases de efeito estufa. Foto: Shutterstock
Relatório traz opções para limitar as emissões dos gases de efeito estufa. Foto: Shutterstock
As emissões globais de dióxido de carbono (CO2) do setor de energia pararam de subir em 2014, ao mesmo tempo em que a economia do planeta cresceu 3%.
Segundo relatório da Agência Internacional de Energia (AIE), divulgado na última sexta-feira (13), é a primeira vez que isso acontece em 40 anos — exceto em anos com crise econômica, como 1992 e 2009.
De acordo com um comunicado, no ano passado as emissões do gás poluente foram de​ 32,3 bilhões de toneladas em 2014, na comparação a 2013.
“É uma surpresa um tanto bem-vinda como uma das mais importantes”, disse o economista-chefe da AIE, Fatih Birol, em comunicado. “Me dá ainda mais esperança de que a humanidade será capaz de trabalhar em conjunto para combater a mudança climática, a ameaça mais importante para nós hoje.”
A AIE, que tem como foco o aconselhamento dos governos de países desenvolvidos, afirmou que a paralisação do crescimento das emissões está ligada a padrões ecológicos de consumo de energia na China, o maior país emissor de carbono, à frente dos Estados Unidos, e em nações desenvolvidas.
“Na China, 2014 viu uma maior geração de eletricidade a partir de fontes renováveis, como energia hidráulica, solar e eólica, e menos queima de carvão”, afirmou.
Rumo a Paris
Birol disse que os dados fornecem “uma força muito necessária aos negociadores que se preparam para alcançar um acordo climático global em Paris em dezembro: pela primeira vez, as emissões de gases de efeito estufa estão se dissociando do crescimento econômico”.
A COP 21, cúpula das Nações Unidas que deve acontecer em Paris, tem o objetivo de obter um acordo para limitar as emissões globais que, segundo um painel internacional de cientistas, o IPCC, são responsáveis por provocar mais ondas de calor, inundações e elevação do nível do mar.
A AIE afirmou que as emissões de carbono estão estagnando ou caíram apenas três vezes desde que começou a coleta de dados há 40 anos, sendo anteriormente ligada a quedas econômicas – no início dos anos 1980, em 1992 e 2009. Em 2014, no entanto, a economia global cresceu 3%.
“Esses números mostram que o crescimento verde é viável não apenas para a Grã-Bretanha, mas para o mundo”, disse o secretário de Energia e Mudança Climática britânico, Ed Davey. “No entanto, não podemos ser complacentes, precisamos cortar drasticamente as emissões, não apenas conter o seu crescimento.”site da AIE.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Cabe todo mundo?


chineses 550 Cabe todo mundo?
Foto: Renan Rosa

No rastro dos 30 milhões de toneladas de soja em grão que o Brasil exportou para a China entre janeiro e agosto de 2014, no valor total de US$ 15 bilhões, foram “transferidos” 69 trilhões de litros de água virtualmente embutidos no produto, como decorrência do cultivo. Tendo como base o consumo hídrico da soja brasileira, calculada pela Water Footprint Network (WFN), o volume representa mais de três vezes a capacidade do reservatório da Hidrelétrica de Itaipu. O número é grandioso, como é, aliás, tudo o que se relaciona aos padrões chineses e sua influência sobre o meio ambiente global. E também reflete o tamanho do desafio enfrentado internamente por aquele país para manter a atual taxa de crescimento econômico com menor dependência do comércio exterior, inclusão social e menos degradação de recursos naturais.
Ao abrigar quase 20% da população do mundo, a China é o país que mais contribui com a pegada de água [1] global, responsável por 16% do total, à frente de Índia, Estados Unidos e Brasil, respectivamente, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Além disso, o apetite chinês suga quase um terço dos recursos vitais que a Terra tem a oferecer. Resultado: se todos os países consumissem e gerassem resíduos em igual nível, seria necessário 1,2 planeta para dar suporte às atividades humanas.
[1] Indicador do volume de água utilizado na produção e consumo de bens e serviços
Com o acelerado crescimento econômico, aumento da renda e intenso processo de urbanização e industrialização, o Gigante Asiático passou a ter o maior déficit ecológico do mundo. Dessa forma, como a multiplicação do nível médio de consumo pelo número de habitantes superou os limites da biocapacidade [2] do país, foi preciso buscar recursos no resto do mundo – assim como ocorreu com os EUA, no passado – para sustentar a população com seus novos estilos de vida.
[2] Área disponível para o país produzir recursos renováveis e absorver emissões de CO2
Para analistas, o futuro socioambiental do planeta dependerá muito do caminho a ser trilhado pela China. Internamente, os atuais planos de governo pretendem reverter a lógica perversa de que quanto mais rico fica o país, mais pobre torna-se o meio ambiente. No caso da água, o iminente risco de escassez disparou o alerta. A necessidade de captar volume cada vez maior para abastecer população, cultivos agrícolas e indústrias exigiu a execução de um dos mais caros e ambiciosos projetos de engenharia em curso no mundo: a transposição dos rios Yang-tsé, Han e Amarelo, ao custo de US$ 79 bilhões, para levar água do Sul para o Norte do país, onde se localiza a grande metrópole, Pequim.
Lá se concentra grande parte da população e dos cultivos agrícolas, mas tem apenas um quinto da água disponível na China. A primeira etapa dos três grandes eixos de canais, com cerca de mil quilômetros na parte Sul, está em fase final para fornecer 1,2 bilhão de metros cúbicos adicionais à capital, com 20 milhões de habitantes. Atualmente, para contornar a escassez, parte expressiva do suprimento provém da exploração de água subterrânea, com drástico esgotamento do lençol freático nos últimos dez anos.
“A disponibilidade hídrica já é considerada nas decisões políticas sobre o crescimento econômico”, afirma Aurélio Padovezi, especialista em restauração florestal que em recente viagem à China pela The Nature Conservancy (TNC) conheceu a realidade do principal manancial de água potável de Pequim: o reservatório Miyun, com área total de 15 mil quilômetros quadrados, já insuficiente para suprir as residências e as atividades econômicas. “Considerando o tamanho da população que precisa matar a sede e comer, o reservatório e as suas bacias hidrográficas são vistos como os mais importantes recursos hídricos a serem protegidos do mundo”, enfatiza Padovezi. Ele lembra as semelhanças entre a capital chinesa e a Região Metropolitana de São Paulo: “A diferença é que lá existe planejamento e não há barreiras políticas, porque as decisões são centralizadas”.
CAPACIDADE DE REALIZAR
Entre as medidas de proteção está o aumento da cobertura florestal de 9% para 55% nas bacias hidrográficas que abastecem a capital, com meta de atingir 70% no entorno do reservatório Miyun, segundo o especialista. O esforço se integra a uma estratégia mais ampla, definida há mais de duas décadas, para plantio de árvores em larga escala, principalmente na região central do país. “Chama atenção a incrível capacidade da China de realizar, difícil de ver nos demais países emergentes”, conta Beto Mesquita, diretor de estratégia terrestre da Conservação Internacional.
Como integrante de uma expedição de especialistas brasileiros para intercâmbio de experiências sobre florestas com a China, em 2014, Mesquita verificou em campo os resultados do projeto de restaurar 45 milhões de hectares, dos quais 20 milhões já foram plantados com espécies nativas.
O reflorestamento em massa tem o propósito de conter a erosão, sobretudo em áreas montanhosas com alta incidência de chuvas de monções [3], e melhorar as condições ambientais para a agricultura. “As ações são práticas, simples e rápidas, com uso de poucas espécies de árvores, mas bastante efetivas, fazendo crescer florestas até mesmo onde nunca existiram”, diz Mesquita. Após o impulso inicial de grande escala, a atual etapa, na qual entraria a contribuição brasileira, deverá olhar para a melhora da diversidade de espécies, de modo a obter florestas mais robustas e com maior quantidade de biomassa, importante para a gestão de carbono no cenário de possíveis compromissos globais sobre mudanças climáticas.
[3] São torrenciais e estão associadas a ventos sazonais, gerados pela alternância entre as estações úmidas e secas, no Sul e Sudeste da Ásia
O advogado José Ricardo dos Santos Luz, que por cinco anos representou na China o escritório Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra Advogados, compara: “O país é como um gigante que desce uma ladeira de bicicleta; não pode frear, senão perde o controle e cai”. O dilema é traçar um caminho para continuar pedalando sem impactos ambientais que colocam em risco o bem-estar e a própria sustentabilidade das conquistas econômicas. Apesar da expansão menos veloz do crescimento, verificada nos dois últimos anos, obras de infraestrutura nas cidades continuam em ritmo frenético. A vida urbana sofre com a poluição atmosférica, que em alguns locais chegou a atingir nível 25 vezes superior ao limite de tolerância da Organização Mundial da Saúde. Mas, de uns anos para cá, a governança em relação ao problema foi priorizada para reduzir a ocorrência de doenças respiratórias, a incapacidade para o trabalho e os custos previdenciários para governo e empresas.
Para influenciar positivamente as questões ambientais no resto do mundo, a China precisará adotar normas de sustentabilidade no comércio exterior, sem a visão de que vale apenas o menor preço
A segurança alimentar tornou-se prioridade, após escândalos como o que envolveu leite adulterado, obrigando importação em massa. “Um problema pequeno em outros países pode ganhar grandes proporções na China, por conta da enorme população”, explica o advogado.
O êxodo do campo para as cidades tem mudado o quadro social, fruto de políticas voltadas para a elevação de renda e o aumento do mercado doméstico. Com menos gente na zona rural, é menor a concorrência e o ganho dos camponeses aumenta. Ao mesmo tempo, a geração de maior quantidade de empregos no meio urbano estimula o consumo e a demanda por investimentos em infraestrutura, acelerando o desenvolvimento econômico.
A estratégia populacional compõe um plano de urbanização [4] lançado pelo Comitê Central do Partido Comunista e pelo Conselho de Estado para o período 2014-2020, com ênfase no bem-estar e sustentabilidade ambiental. Um dos objetivos é corrigir discrepâncias envolvendo benefícios sociais, como os incluídos no Hukou – uma espécie de cartão de identidade com o qual a população usufrui de auxílios, como assistência à educação e saúde. Hoje cada chinês que vive no campo recebe do Estado um pedaço de terra para subsistência, mas muitos sublocam a área para terceiros, inclusive empresas, e migram em busca de trabalho e da sorte grande nas cidades, deixando os filhos na zona rural, sob os cuidados dos avós. A artimanha é necessária, porque, se o governo for informado sobre a transferência, a família perde o benefício.
[4] Hoje 53,7% da população chinesa é urbana. A previsão é atingir 60% em 2020, segundo a agência de notícias Xinhuanet. Nos países ricos, a média de habitantes que vivem nas cidades é de 80%
DE VENTO EM POPA
O desenvolvimento da China é amplamente moldado por planos de cinco anos, com metas sociais e econômicas. Um dos destaques do último planejamento (2011-2015) é o quesito sustentabilidade, com ênfase nos investimentos em tecnologias limpas. Na estratégia chamada “Going Global”, na qual as empresas são incentivadas a investir no exterior, a expectativa é a formulação de políticas de crédito verde pelos bancos chineses, considerando efeitos sociais e ambientais de suas operações.
A tendência chega a organismos internacionais de fomento, como o Banco de Desenvolvimento dos Brics. “Haverá o compromisso de complementar a oferta de recursos para projetos de infraestrutura, com base em critérios de desempenho socioambiental”, diz o embaixador Flavio Damico, representante do Departamento de Mecanismos Inter-Regionais do Itamaraty.
Ambientalistas lutam para salvar da extinção o tigre-de-amur, ameaçado pelo sumiço de presas, como veados e javalis, e pela redução do território de vida, no Nordeste da China, fronteira com a Rússia. Hoje há 500 tigres na natureza.
Nesse cenário, a China começa a dar atenção a princípios de melhores práticas internacionais, com adoção de normas mais rigorosas para aperfeiçoar a qualidade e reduzir impactos ao meio ambiente em setores como infraestrutura, mineração, silvicultura e agricultura. A escala da demanda chinesa reflete no planeta como um todo. Como grande importadora de soja [5], por exemplo, qualquer nova exigência de padrão ambiental vai implicar adaptação dos países exportadores – o que significa uma vantagem competitiva para o Brasil, tendo em vista os acordos e mesas-redondas adotados já faz algum tempo para a produção com controle sobre o desmatamento.
[5] A China é o maior comprador da soja brasileira em grão (71% do total exportado)
A adoção de critérios ambientais no intenso comércio exterior chinês mobiliza ONGs internacionais, como o WWF, organização que tem como símbolo global o panda-gigante [6] – espécie só existente na China, hoje protegida por uma rede de 62 reservas naturais, totalizando 3 milhões de hectares, com apoio do governo. As obras de infraestrutura são ameaças constantes. Apesar das ações ambientalistas, a perda de biodiversidade é um dos mais graves impactos de uma história milenar que o país precisa corrigir.
[6] Só restaram 1,6 mil indivíduos da espécie nas regiões Sudeste e central da China
O governo chinês reconheceu os problemas ambientais ligados ao desenvolvimento econômico e os colocou no topo da agenda política. Para ambientalistas, é uma chance que o mundo não pode se dar ao luxo de perder, principalmente no tema “mudança climática”. Como país líder em emissões de carbono, à frente dos Estados Unidos e da Índia, o plano para inverter a curva da liberação de carbono na atmosfera a partir de 2030, conforme comunicado em 2014, tem potencial de influenciar um futuro acordo climático e acirrar a competição pelas oportunidades de mercado da economia verde. “O Brasil ficou para trás no jogo e deixar as soluções para depois pode ficar muito caro”, adverte José Goldemberg, professor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP).
“Apesar do regime político fechado, a classe média que ascendeu na China já considera a poluição [7] como algo insuportável, pressionando por mudanças”, analisa Goldemberg, ao lamentar que no Brasil, onde na última década a população mais pobre também conquistou acesso ao consumo, “a ficha ainda não caiu”.
[7] É um dos principais temas tratados nas redes sociais chinesas, como a Sina Weibo (similar ao Twitter)
MENOS CALORIAS
Para Gilmar Masiero, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, a dianteira dos chineses tem uma explicação histórica: “Eles desenvolveram a indústria e a economia a partir da lição dos coreanos e japoneses, só que de uma maneira muito mais veloz, e é natural que a busca por soluções para reverter impactos ambientais seja também mais rápida em relação ao que fazem os demais emergentes”. Na análise de Masiero, “em 30 anos, cerca de 400 milhões de habitantes foram incorporados ao mercado de consumo na China e o mundo deve se adaptar a isso sem catastrofismo”.
A expansão produtiva para outras regiões do planeta, com ocupação de novas fronteiras, é uma saída. “Descentralizar a produção para torná-la mais eficiente e menos impactante é uma reflexão da atualidade na China”, afirma Carlos Rossin, líder de sustentabilidade da PwC Brasil. Outro aspecto em debate é até que ponto a falta de espaço para plantar e as restrições a cultivos agrícolas, devido a riscos ambientais, poderão influenciar a alimentação chinesa, que se torna mais calórica, ao estilo europeu e americano. “Se o padrão de consumo naquele país chegar ao nível atual das nações ricas, o planeta entrará em colapso”, prevê Rossin. Ele conclui: “Algum lado terá que abrir mão e reduzir o apetite”.
Para Rossin, falta maior abertura e engajamento da China para o debate sobre o valor das cadeias de insumos, principalmente no que se refere à origem socioambiental da matéria-prima embutida nos produtos que vende mundo afora. Internamente, o lixo gerado pela expansão do consumo não ganhou até o momento uma solução à altura. Não há cooperativas de catadores e a coleta seletiva de resíduos é desorganizada, apesar de haver uma vasta rede de fábricas recicladoras, abastecidas por sucateiros chineses e por resíduos comprados no exterior – até mesmo grande quantidade de lixo eletrônico [8], com risco de contaminação de trabalhadores e do ambiente por metais pesados.
[8] 70% do lixo eletrônico gerado no mundo se destina à China
“Com a expansão da demanda interna, o governo está querendo mudar a atual realidade, inclusive investindo em grandes incineradores para geração de energia a partir do lixo nas cidades de maior porte”, diz Fernando von Zuben, diretor de meio ambiente da Tetra Pak.
Como o poder é centralizado e tudo depende das regras do governo, há pouco espaço para as empresas se organizarem e promoverem a reciclagem como ocorre no Brasil. “Mas um dia a barreira será superada, assim como ocorreu com as emissões de carbono”, prevê o diretor. Para ele, apesar de tantas diferenças culturais, o modelo brasileiro de reciclagem poderia ser adaptado à realidade chinesa. Passo importante seria dado em abril, quando uma delegação daquele país visitaria o Brasil, Estados Unidos e Espanha para conhecer como funciona a coleta seletiva de resíduos, mas a viagem foi adiada. “Tudo na China tem seu tempo”, ressalta Von Zuben.
Com o maior acesso a bens materiais, a questão ideológica passou a ser secundária no país. “O sonho chinês, uma paródia ao velho conhecido ‘sonho americano’, é melhorar cada vez mais as condições de vida, mantendo a economia equilibrada na atual faixa de crescimento de 7% ao ano”, analisa José Augusto Guilhon, integrante do Grupo de Estudos Brasil-China, do Fórum Pensamento Estratégico, da Universidade de Campinas. Mas não é uma tarefa fácil, pois há vozes discordantes no alto escalão do poder. “Manter a economia galopando como antes, sem restrições ambientais, significa mais obras e verbas que podem ser manipuladas, com margem à corrupção”, explica o especialista.
Ele reforça: “O desejo por qualidade de vida está muito presente entre os chineses, puxado por questões socioambientais, com destaque para o clima”. De fato, a China indica que mudou de direção nesse campo, mas, na opinião de Guilhon, “ainda está longe do ideal e nenhum efeito prático deverá ser sentido nos próximos dez ou quinze anos”. Pressões sobre o governo são limitadas, porque os movimentos sociais independentes são poucos e inexpressivos. A força está nos novos conceitos de bem estar e felicidade que povoam o imaginário chinês após a febre do crescimento econômico com índices de dois dígitos, verificado na última década. É a principal motivação para o gigante acordar de vez e os planos saírem do discurso. site Página 22/Utopia Sustentável.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Governança global: combater a corrupção é trabalhar pela sustentabilidade



Talvez nunca tenhamos passado, desde o pós-guerra, momento tão delicado em nosso planeta. Precisamos tomar decisões importantes em um curto período de tempo e não estamos conscientes dessa necessidade.  Atacar a corrupção e promover a sustentabilidade mundo afora são tarefas inadiáveis.  Pela importância que têm, ambas deveriam receber tratamento VIP da governança global.   E serem atacadas, já!

Apesar de temas antagônicos, a analogia é pertinente: corrupção e sustentabilidade caminham de mãos dadas pois são problemas transnacionais de difícil solução que envolvem interesses econômicos, comerciais e legislações diversas.  A dificuldade dos países em reconhecer e se conscientizar de tal importância, inibe ações globais conjuntas.  Para mudar este cenário o mundo precisará de um amplo acordo político e muito jogo de cintura, o que parece, ainda, não existir. 

Comecemos pela corrupção que está ganhando ares de pandemia planetária e já movimenta cifras em torno a US$1 trilhão/ano.  Com o advento da globalização e a frouxidão das leis que punem os crimes de colarinho branco, a constatação - diferente de outras épocas -, é que hoje está muito fácil enriquecer.  Para isso, basta, às vezes, a realização de apenas um bom negócio.  Por isso, na maioria dos casos, os riscos compensam uma futura independência financeira.





Vejamos alguns exemplos noticiados....Comecemos pela comunista China.  Segundo Relatório Hurun, divulgado em 2013, 43,6% dos bilionários chineses atuais trabalharam para o governo central.  Desde os anos 2000 estima-se que tenham sido desviados US$ 4 trilhões.  Em contrapartida, o governo local colocou sob investigação 75 mil membros do Partido Comunista.  A Rússia, um ano após ter se desintegrado enquanto nação comunista, já tinha os seus primeiros bilionários registrados.  Bons camaradas que se apoderaram de antigas empresas estatais.  Mais recentemente, a Espanha expulsou integrantes do Partido Popular que comanda o país, acusados de corrupção, e o Brasil vive seu segundo grande mensalão.  Detalhe: aqui 5 mil famílias abastadas têm o equivalente a 43% da riqueza nacional.  Mas afinal, a humanidade está passando por uma crise ética e moral?

No estágio atual do problema, inútil tentar resolver a questão apenas com ações internas de países. Para debelar o mal medidas conjugadas a outras globais devem ser tomadas.  A força do capital e o montante que circula diariamente mundo afora é gigantesca e o poder de persuasão das quadrilhas de verbas públicas, enorme. 

Por outro lado, cada vez que abordo a questão da sustentabilidade, menos entendo a estupidez e o egoísmo humano.  Segundo o último relatório climático do IPCC (AR5), da ONU, elaborado por cientistas do mundo todo, divulgado 27 de setembro, em Estocolmo, na Suécia, caso as emissões de gases de efeito estufa continuem crescendo com as taxas atuais ao longo dos próximos anos, a temperatura do planeta poderá aumentar até 4,8 graus Celsius até 2100, resultando em uma elevação que pode chegar a 82 centímetros do nível do mar com danos importantes na maior parte das regiões costeiras do globo.

De acordo com Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da USP, um dos seis brasileiros que participaram da elaboração do relatório, dos resultados encontrados pelo IPCC (AR5), é muito provável (90% de probabilidade) que a taxa de elevação dos oceanos durante o século 21 exceda a observada entre 1971 e 2010; em todos os cenários previstos as concentrações de CO2 serão maiores em 2100; é virtualmente certo (99%) que a acidificação dos mares vai aumentar; segundo os cientistas do IPCC, as últimas três décadas foram “muito provavelmente” (90% de probabilidade) as mais quentes dos últimos 800 anos; há 90% de certeza de que o número de dias e noites frios diminuíram, enquanto os dias e noites quentes aumentaram na escala global; há, ainda, 90% de certeza de que a redução na camada de gelo tenha sido entre 3,5% e 4,1% por década entre 1979 e 2012;  para os cientistas há uma “confiança muito alta” (nove chances em dez) de que as taxas médias de CO2 sejam as mais altas dos últimos 22 mil anos; é “extremamente provável” (95% de certeza) de que a influência humana sobre o clima causou mais da metade do aumento da temperatura observada entre 1951 e 2010.

Todo o processo está documentado em revistas científicas de prestígio.  Mesmo assim, nosso planeta continua a aquecer.  De acordo com Artaxo, “os efeitos da mudança climática já estão sendo sentidos, não é algo para o futuro.  O aumento das ondas de calor, da frequência de furacões, das inundações, e tempestades severas, das variações bruscas entre dias quentes e frios, provavelmente, está relacionado ao fato de que o sistema climático está sendo alterado”.

Para o professor da USP, agora a questão é como vamos nos adaptar e quem vai controlar a governabilidade desse sistema global.  Quanto mais cedo isso for planejado, menores serão os impactos socioeconômicos”, avaliou.  “A humanidade nunca enfrentou um problema cuja relevância chegasse perto das mudanças climáticas, que vai afetar absolutamente todos os seres vivos do planeta.  Não temos um sistema de governança global para implementar medidas de redução de emissões e verificação, opinou Artaxo.

Ainda segundo o IPCC, será necessário 1 trilhão de dólares/ano (lembram-se da cifra aí de cima, surrupiada anualmente?), para uma transição segura para uma nova matriz energética no mundo.  A saber, o prazo para zerarmos a utilização de combustíveis fósseis estipulado pelo estudo, é 2100.





O sangramento desmedido e maciço de verbas públicas, imposto por gestores inescrupulosos, que ocorre na grande maioria dos países mundo afora, diminui consideravelmente o raio de ações necessárias para mitigar a desigualdade, a fome, o desmatamento, a mortalidade infantil e tantas outras questões que fazem parte do equilíbrio sustentável que precisamos para manter perene nosso Planeta.

Vivemos em um planeta onde imperam mentiras e hipocrisia, um verdadeiro faz de conta que gera como resultado uma natureza enfurecida que nos impõe, ano após ano e cada vez mais, tragédias climáticas que superam sempre nossos piores pensamentos.  Por outro lado, a brutal desigualdade entre nações, confirma a completa falta de solidariedade entre os terráqueos.  Reparem a vida de um finlandês e de um africano, realidades distintas e desnecessárias de existir e que poderiam ser evitadas se encarássemos o planeta como a casa de todos nós. 

Ao compararmos os significados de corrupção e sustentabilidade veremos que ambas, apesar de originárias do latim, são incompatíveis de coexistir no mesmo ambiente.  Enquanto afirma-se que as raízes da corrupção estão no cerne da alma humana e que seus atos podem caracterizar fraqueza moral, destruição e degradação, o conceito de sustentabilidade está normalmente relacionado à atitude ecologicamente correta e socialmente justa. 

Eric Hobsbawm dizia: “se o único ideal dos homens é a busca da felicidade pessoal, por meio do acúmulo de bens materiais, a humanidade é uma espécie diminuída”.  Portanto, está na hora de saber se nós, terráqueos, seremos capazes de nos reinventar e fazer as mudanças necessárias para seguir curtindo a vida neste belo planeta azul ou fadados a desaparecer enquanto espécie menor. 

A contagem regressiva já começou.  Com a palavra, a humanidade.

Abraços Sustentáveis

Odilon de Barros


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

China muda combustíveis em 2015 para reduzir poluição atmosférica





A China vai reformular os combustíveis de automóveis a partir de 2015, como parte de uma série de medidas para tentar diminuir a intensa poluição atmosférica que afeta as principais cidades.
As autoridades do país vão promover o uso de veículos elétricos e híbridos e continuar com a eliminação dos veículos antigos que não cumprem os limites de emissão. As medidas foram divulgadas na noite dessa quinta-feira (30) e publicadas nesta sexta-feira (31) na imprensa oficial.
A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma anunciou que as principais cidades do país devem adotar os novos combustíveis, mais limpos, no fim de 2015. O novo padrão deve se estender ao restante do país até o fim de 2017.
A China também deverá intensificar o apoio aos combustíveis alternativos, reduzindo a quantidade de impostos aplicados sobre os automóveis elétricos, híbridos e movidos a células de hidrogênio.
O governo deve estimular o uso de veículos elétricos ou híbridos, que deverão representar pelo menos 30% das novas unidades compradas até 2016. Os altos níveis de poluição atmosférica preocupam os chineses, principalmente aqueles que vivem em Pequim. A capital constantemente atinge níveis perigosos de poluentes no ar.  Agência Brasil/Utopia Sustentável. 

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Se quisessem, Estados Unidos e China inclinariam a balança climática




acero Se quisessem, Estados Unidos e China inclinariam a balança climática
Fábrica de cimento Saint Mary’s, em Dixon, Estados Unidos. A indústria do aço da China é muito menos eficiente do que a norte-americana, ao contrário do que ocorre com a produção de cimento. Foto: Wayne Wilkinson/ CC BY 2.0

China e Estados Unidos são responsáveis por 35% das emissões mundiais de dióxido de carbono (CO2), mas se adotassem melhores práticas de eficiência energética poderiam ajudar a limitar o aumento da temperatura mundial em cerca de dois graus, segundo um novo estudo. Embora o uso de energia tenha disparado na China nos últimos 20 anos, o norte-americano médio consome quatro vezes mais eletricidade do que o chinês.
Mas quando se trata da eficiência energética, a indústria do aço chinesa é muito menos eficiente do que a norte-americana, ao contrário do que ocorre com a produção de cimento, segundo uma nova análise da organização Climate Action Tracker sobre o uso e a economia potencial de energia na produção de eletricidade, no setor industrial, nos edifícios e no transporte nos dois países.
Se China e Estados Unidos adotassem as melhores práticas de eficiência utilizadas no mundo, “ambos estariam no caminho correto para manter o aquecimento global abaixo dos dois graus”, afirmou Bill Hare, cientista do clima da organização alemã Climate Analytics. Os dois países devem “reduzir drasticamente” o uso de carvão, apontou.
Neste momento, nenhum dos dois lidera em nenhum setor a mitigação da mudança climática, segundo a análise. A Climate Action Tracker é uma colaboração entre a Climate Analytics, a Ecofys e o Instituto de Potsdam para a Pesquisa sobre o Impacto Climático. “Nos fixamos em qual seria o rendimento dos Estados Unidos e da China se adotassem uma das duas melhores práticas na produção de eletricidade, no setor industrial, nos edifícios e no transporte. Descobrimos que isto, por si só, os colocaria em um rumo melhor”, explicou Niklas Hohne, da Ecofys.
Uma das razões de os Estados Unidos terem um uso de energia por habitante 400% maior é que o espaço residencial dos norte-americanos duplica o da China, enquanto os edifícios chineses geralmente consomem muito menos energia. “Os prédios da China não são os mais eficientes, mas, no geral, são mais novos e utilizam menos ar-condicionado e calefação do que nos Estados Unidos”, pontuou Hohne.
Mas, segundo o estudo, o consumo energético no setor industrial chinês está aumentando significativamente. Se os dois países adotassem o padrão da União Europeia (UE), haveria enormes reduções. Outra razão de peso do maior uso de energia nos Estados Unidos é que a propriedade de automóveis é dez vezes maior do que na China. Além disso, esta tem menos emissões por veículos devido às suas leis, um pouco mais rígidas. Novamente, se ambos adotassem as melhores práticas mundiais, como o aumento, na Noruega, da cota de carros elétricos, poderia haver uma diferença importante.
China e Estados Unidos são muito diferentes, mas poderiam aprender um com o outro, opinou Michiel Schaeffer, da Climate Analytics. Poderiam ocupar uma posição de autêntica liderança se adotassem as melhores práticas do mundo, acrescentou. “No momento não estão liderando” neste campo, ressaltou. O tempo não está do lado de ninguém. As emissões mundiais de carbono continuam aumentando ano a ano e, se não chegarem a um máximo e começarem a baixar nos próximos dois ou três anos, será extremamente difícil e caro impedir que a temperatura do planeta aumente acima dos dois graus.
As temperaturas subiram 0,085 grau até o momento, o que está ligado a milhares de milhões de dólares em danos e a fenômenos meteorológicos extremos que afetam dezenas de milhões de pessoas, com vem informando a IPS.
Se China e Estados Unidos adotassem as melhores práticas mundiais no uso de energia, até 2020 as emissões norte-americanas cairiam 18% abaixo do nível de 2005, cerca de 5% menos do que os níveis de 1990. As da China alcançariam seu ponto máximo no começo da próxima década. Isso fecharia a brecha das emissões em quase 25%. A brecha de emissões é a quantidade de reduções de carbono, além dos atuais compromissos, necessárias antes de 2020 para o aquecimento permanecer abaixo dos dois graus.
A UE é claramente líder mundial na redução das emissões que afetam o clima, com mais de 20% até 2020, em comparação com 1990. Este mês o bloco europeu se comprometeu a reduzi-las em pelos menos 40% até 2030.
Outra análise da Climate Action Tracker, de junho deste ano, dizia que os Estados Unidos e outras economias avançadas, conhecidas como os países do Anexo I dos tratados climáticos da Organização das Nações Unidas (ONU), deverão reduzir seus orçamentos de carbono entre 35% e 55% até 2030, para deixarem de usar combustíveis fósseis em 2050, aproximadamente.
Essas datas podem parecer distantes, mas a realidade é que não se poderá construir infraestruturas que consumam carbono, como casas, veículos, centrais elétricas, fábricas e outros, depois de 2018. As únicas exceções seriam para substituição da infraestrutura existente, segundo recente estudo do que se chama os compromissos de carbono. A construção de uma casa com calefação a gás hoje em dia implicará que emitirá CO2 este ano e ficará comprometida ao uso de mais CO2 a cada ano que se utilizar.
Se o crescimento econômico se mantiver como agora, a nova infraestrutura planejada e construída nos próximos cinco anos comprometerá o mundo ao emitir CO2 suficiente para superar o quantidade máxima CO2 que pode ser emitida para se permanecer abaixo dos dois graus. Depois de 2018, a única opção será o fechamento das usinas de energia e outros grandes emissores antes da conclusão de sua vida útil.
Todo plano ou estratégia para reduzir as emissões de CO2 tem que dar mais prioridade aos investimentos em infraestrutura. Neste momento as estatísticas revelam “que estamos utilizando mais combustíveis fósseis do que nunca”, destacou Robert Socolow, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, e coautor do estudo. “Escondemos de nós mesmos o que está acontecendo: os investimentos de capital no mundo estão assegurando um futuro de alto consumo em carbono”, advertiu. Envolverde/IPS/Utopia Sustentável

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Fábricas chinesas procuram maior eficiência energética


As fábricas chinesas querem ser mais verdes e mais eficientes no seu desenvolvimento futuro devido à crescente pressão na procura de recursos e aos custos energéticos, disse o vice-presidente do ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, Su Bo, durante uma feira industrial em Shangai.

“70% das cidades chinesas não conseguem atingir o novo padrão definido para a qualidade do ar”, evidenciou o alto funcionário do ministério, explicando que o “crescimento verde e de baixo carbono será a direção do futuro desenvolvimento do setor manufatureiro de produtos de gama alta”.

Este setor é “grande mas não é forte”, segundo Hu Chunmin, um investigador do Centro de Informação do Desenvolvimento Industrial, que diz que a taxa de utilização da capacidade está abaixo dos 75% na China - significando que mais de um quarto da capacidade industrial está inativa.

A procura de novas tecnologias para o setor e o encorajamento das grandes empresas à internacionalização para uma maior presença na cadeia global de valor serão esforços futuros, segundo Su Bo.

“A China está na transição de uma ´fábrica manufatureira` para uma ´potencia manufatureira` por estar focada em produzir produtos de valor em vez de produtos de baixo custo”, disse o presidente do setor industrial chinês da Siemens, Marc Wucherer, acrescentado que as empresas do setor devem considerar a eficiência energética primeiramente ao nível dos equipamentos.

A China contribui 20% para o total de produção industrial mundial, de acordo com o Centro de Informação do Desenvolvimento Industrial, e emprega 100 milhões de trabalhadores neste setor. 

domingo, 15 de setembro de 2013

Rapidinhas sustentáveis

China promete reduzir poluição
A China apresentou na quinta-feira, 12 de setembro, novas medidas para reduzir a poluição atmosférica, o que inclui reduzir o consumo de carvão e fechar fábricas, usinas e fundições poluentes. Especialistas ponderam, porém, que o cumprimento das metas ambiciosas será um grande desafio.
Maior poluidora mundial, a China está sob intensa pressão para combater a poluição desde janeiro, quando uma espessa camada de fuligem encobriu grande parte do industrializado norte do país, incluindo a capital Pequim.
O governo também tenta enfrentar uma possível fonte de insatisfação popular, uma vez que a população urbana, cada vez mais rica, se volta contra um modelo econômico que prevê o crescimento a qualquer custo, mas degrada o ar, a água e o solo.
Responsável por mais de três quartos da matriz energética da China, o carvão já foi identificado como um dos fatores a serem mais combatidos. O objetivo do governo é reduzir o consumo total desse combustível fóssil para 65% até 2017, em relação a 2012. Por redação de EcoD
Relatório aponta iniciativas que tornam cidades mais sustentáveis
Segundo dados das Nações Unidas, até 2030 cinco bilhões de pessoas – o que equivalerá a 60% da população mundial – viverão em centros urbanos, o que deve estimular a economia, mas também trazer uma série de consequências para o meio ambiente e os recursos naturais. Diante disso, surge a questão: como tornar as cidades mais sustentáveis e eficientes em recursos?
É isso que tenta responder o relatório ‘Como tornar uma cidade excelente’ (How to make a city great), divulgado nesta semana pela empresa de consultoria McKinsey&Company. Os pesquisadores da firma passaram um ano entrevistando prefeitos de 30 cidades em quatro continentes que conseguiram de alguma forma realizar melhorias ambientais, econômicas e na qualidade de vida de seus cidadãos. Carbono Brasil

Cadê Amarildo?
Há 61 dias Amarildo foi levado para dentro da UPP da Rocinha por policiais militares e de lá desapareceu.
O Estado do Rio precisa dar uma resposta à população carioca.
Com a palavra o Governador Sérgio Cabral   



quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Rapidinhas (in)sustentáveis

Estudante sueco desenvolve robô para tornar demolições sustentáveis

Um estudante sueco, Omer Haciomeroglu, desenvolveu um robô que promete revolucionar o impacto ambiental causado em demolições mundo afora.  A máquina vai facilitar o reaproveitamento de resíduos na construção civil, grande responsável pela emissão de gases de efeito estufa por conta das nuvens de poeira. 
O equipamento vai diminuir, também, o consumo de energia, tornando a demolição mais prática e limpa. Ela foi a vencedora do concurso internacional Design Excellence Award, 2013.  O planeta agradece.

China passa Alemanha em energia solar

Como em uma corrida em que todos ganham e o mundo agradece, a China passou a Alemanha ao construir, em menos de um ano, 40 novas usinas de energia solar que produzirão o equivalente a 1 GW cada uma. 

Lixo fora da lixeira vai custar caro no Rio

A Prefeitura do Rio começou na última terça, 20, a multar quem jogar lixo na rua. A falta de educação, agora, vai custar de R$157,00 a R$3.000,00, dependendo do tamanho do produto.  O trabalho começa pelo Centro e vai, depois, para Copacabana.  Esperamos, agora, que outros “Programas Zero” de tolerância, sejam implantados.

Cadê Amarildo?

Hoje faz 38 dias que Amarildo foi levado para a UPP da Rocinha por policiais militares e de lá desapareceu.
Com a palavra o Governador Sérgio Cabral.


quarta-feira, 31 de julho de 2013

Rapidinhas sustentáveis

Triciclos Elétricos: empresa americana inova no mercado de entregas 

Os serviços de entrega em geral são feitos por motos para driblar o trânsito e economizar a gasolina. Porém as motocicletas são mais poluentes que os carros. Mas uma pequena empresa de Portland, cidade dos Estados Unidos, resolveu empreender em algo mais econômico e menos poluente. A opção foi usar triciclos elétricos para o serviço. Já pensou se as empresas brasileiras aderissem também a esta modalidade de delivery?
Fonte:EcoD

Chineses compram mais bicicletas elétricas do que carros em 2013

Nove em cada dez magrelas elétricas vendidas no mundo vão parar na China 

Fonte: EcoD
Está certo que a China ostenta o título negativo de campeã mundial de poluição, principalmente por conta da queima de carvão para geração de energia. Por outro lado, o gigante asiático também é o país que mais tem investido em sustentabilidade: líder global em energia solar e eólica, e em bicicletas elétricas…

Só para se ter ideia, os chineses já compraram mais bicicletas elétricas do que carros em 2013, segundo informou o portal Exame.com. Ao todo, foram comercializadas na China 28 milhões de e-bikes, contra 19,3 milhões de veículos de passeio. Nove em cada dez “magrelas” elétricas vendidas no mundo vão parar no país, que tem a maior população do mundo – cerca de 1 bilhão e 340 milhões de habitantes (censo de 2011).