Mostrando postagens com marcador carros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador carros. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Especial Mobilidade Urbana – A ficha cai, lentamente, mas cai



por Reinaldo Canto, especial para a Envolverde*
shutterstocktransitocapa Especial Mobilidade Urbana   A ficha cai, lentamente, mas cai
Foto: http://www.shutterstock.com/
Como todos os impérios, o do automóvel começa a ruir por suas próprias rodas
Nossas cidades têm sido reféns do grande imperador automóvel desde o princípio do século passado. A chegada do transporte individual foi visto e festejado como um dos principais símbolos do capitalismo e da visão liberal de mundo. Liberdade, individualidade, desenvolvimento, portanto, a conquista definitiva do homem moderno rumo à felicidade plena e definitiva.
O conceito do fordismo dominou nossas vidas, desde então, baseado na produção em massa e entre uma grande quantidade de produtos a serem consumidos, o carro representava e, precisamos ser realistas, ainda representa, a verdadeira realização de um sonho de conquista e sucesso.
O que não se podia prever é que quanto mais pessoas passassem a ascender o olimpo do carro próprio, a realidade da mobilidade urbana e da configuração das cidades seria impactada de maneira cada vez mais dramática.
Eis que em pleno século XXI estamos a desconstruir paulatinamente o que foi erguido durante todo o século passado.  Nossos gestores públicos por bem ou por mal já concluíram ser inviável continuar apostando cegamente em buscar soluções de transporte que priorizem o automóvel, até porque tornam os espaços urbanos definitivamente inviáveis.
Em lugar de uma cidade voltada para solucionar, ou melhor, apenas tentar sem sucesso, garantir espaços para os carros, o poder público começa a planejar baseado na busca da mobilidade que envolva todos os meios de locomoção privilegiando a ideia da “cidade para as pessoas”.
O direito de ir e vir colocado em sua real perspectiva toma o lugar da expressão: “ direito de andar com meu carro quando e onde eu quiser”, dá lugar ao direito da mobilidade, seja ela exercida de acordo com os meios mais adequados a determinada área ou região.
Pedestres, cadeirantes e ciclistas, entre outros, eram praticamente invisíveis e suas necessidades ou desejos absolutamente ignorados. Uma recente campanha lançada pelo Portal Mobilize, especializado em mobilidade urbana, deixa bem clara essa histórica negligencia ao concluir que mais de 90% das sinalizações existentes em cidades brasileiras são destinadas aos automóveis.  Segundo informa a pesquisa Sinalize, “não existem totens com mapas que indiquem os principais pontos de referência, que podem ser alcançados a pé ou de bicicleta. Não há, salvo raras exceções, indicação das rotas adequadas aos ciclistas. Mais raros ainda são os sinais sonoros para pessoas com deficiência visual”.
Se levarmos em conta que, de acordo com pesquisa divulgada em julho pelo Datafolha, 79% dos moradores de São Paulo utilizam ônibus em seus deslocamentos, em segundo lugar o metrô com 39% das viagens e o carro apenas em terceiro com 17%, é óbvia e ululante a necessidade de planejar e investir em soluções que busquem atender essa grande maioria.
Só para complementar outros dados do estudo realizado pelo Datafolha. Os trens estão em quarto lugar com 14% dos deslocamentos diários, seguido de vans, peruas e lotações com 13% das respostas dos entrevistados e ainda 7% que fazem seus trajetos a pé, 2% são usuários de motos e por fim 1% respondeu que fazem uso de bicicletas ou táxis.**
Muito trabalho pela frente
Se a percepção do colapso se espalha com alguma velocidade, isso não significa que essa visão esteja consolidada de maneira clara e definitiva. Ainda mais fora dos eixos já fortemente impactados.
Infelizmente, as grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro continuam a representar exemplos de “progresso” e “modelos de exportação” a serem seguidos por outras capitais e cidades brasileiras em geral. Apesar da lenta mudança de rumos, os terríveis congestionamentos verificados nessas cidades têm sido replicados em outras regiões do país, graças às facilidades na compra dos automóveis e o estímulo insano ao transporte individual. O resultado é que nos últimos anos o trânsito parado e estressante passou a ser vivenciado até mesmo nas cidades médias do país quase sem exceção.
Seduzidos por esse modelo fracassado, infelizmente ainda somos obrigados a conviver com algumas autoridades públicas de visão limítrofe que, tentam resolver a questão do transporte construindo mais túneis, viadutos, novas pistas e novas avenidas. É muito dinheiro público investido em obras de resultado pontual e de curto prazo, quando em alguns casos sequer representem uma solução paliativa, mas meramente cosmética.
A equação em cidades já dominadas pela visão puramente automobilística não é de fácil resolução, mas o fato é que já não mais faltam informações para que saibamos os caminhos a trilhar. Sejam eles quais forem os obstáculos, é chegada a hora de envidar todos os esforços para a construção de uma mobilidade que contemple todos os meios de transporte sejam eles motorizados ou não.
**O total da pesquisa é superior a 100%, pois as pessoas entrevistadas podiam citar mais de uma opção de transporte.
* Reinaldo Canto é jornalista especializado em Sustentabilidade e Consumo Consciente e pós-graduado em Inteligência Empresarial e Gestão do Conhecimento. Passou pelas principais emissoras de televisão e rádio do País. Foi diretor de comunicação do Greenpeace Brasil, coordenador de comunicação do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e colaborador do Instituto Ethos. Atualmente é colaborador e parceiro da Envolverde, professor em Gestão Ambiental na FAPPES e palestrante e consultor na área ambiental. 
(Envolverde) 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Moradores de Helsinki não terão razões para andar de carro até 2025




helsinki ecod Moradores de Helsinki não terão razões para andar de carro até 2025
Foto: © Riku Kettunen, via Flickr

Dispor de um sistema de transporte público confiável e eficiente é uma meta de muitas cidades para desincentivar o uso dos automóveis e, assim, evitar os danos ambientais que eles causam. Há poucos dias, o poder público de Helsinki (Finlândia) anunciou um ambicioso plano que busca fazer com que seus cidadãos não tenham motivos para utilizar os carros em 2025.
A meta, nesse sentido, é integrar vários modais ao seu sistema de transporte público. O engenheiro de transporte do Departamento de Planejamento de Helsinki, Sonja Heikkilä, destaca que o plano não pretende proibir os automóveis, mas entregar mais opções de mobilidade sustentável com o objetivo de que as pessoas sintam-se completas com o transporte público.
O objetivo, segundo o engenheiro, é mudar o paradigma de como nos movemos dentro da cidade – um tema complexo, porque muitas pessoas não querem renunciar aos seus carros, mas é possível pois a maioria está interessada em cuidar do meio ambiente e poupar dinheiro.
Para muitos jovens, o carro não é mais o símbolo de status que foi para seus pais, aponta Heikkilä ao Helsinki Times, com base em pesquisas. Essa percepção acerca da juventude é uma das apostas da capital finlandesa para que o plano seja um sucesso, levando-se em conta que um sistema de transporte público eficiente ajudaria a manter tal paradigma pelos próximos dez anos.
Demanda
O projeto de Helsinki, cidade com cerca de 600 mil habitantes, é baseado no conceito de que o transporte público precisa atender a uma demanda personalizada da população. Assim, quando uma pessoa precisar de transporte, poderá planejar sua viagem em aplicativos para smartphones nos quais sejam indicados horários, origem e destino, e se prefere ônibus, bicicletas, táxis, metrôs ou trens, para uso individual ou compartilhado com outros usuários.
A forma de pagamento estaria centrada em uma plataforma universal, independentemente do meio de transporte escolhido. Uma das opções sugere que os cidadãos paguem pelos serviços conforme o número de quilômetros percorridos. Outra alternativa propõe que se possam comprar quilômetros mensais.
finlandia2 ecod Moradores de Helsinki não terão razões para andar de carro até 2025
finlandia2-ecod.jpg

É possível?
Atualmente, o transporte público de Helsinki é operado unicamente pela Autoridade de Transporte Regional. Heikkilä acredita que o plano poderia funcionar melhor em 2025 com a inclusão de outros operadores.
Por enquanto, está previsto que o plano funcione no final de 2014, numa versão piloto, em Valilla, um bairro central da cidade finlandesa, com o intuito de que seja ampliado posteriormente para outras áreas de Helsinki.
Um projeto semelhante tem sido desenvolvido em Hamburgo, na Alemanha, batizado de Green Network. Lançado em 2013, o plano busca eliminar o uso dos automóveis nos próximos 20 anos por meio da conexão com todas as áreas verdes da cidade, pelas quais os cidadãos poderão chegar a diferentes lugares caminhando ou de bicicleta.* Publicado originalmente no site EcoD.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Concessionária empresta bicicleta a quem deixa carro na manutenção





Você já imaginou levar o carro para arrumar e sair de lá pedalando? Essa foi a ideia implantada por Glauco Fiorante, diretor comercial de uma concessionária em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Na loja, os clientes que deixam o automóvel na manutenção, têm a opção de pegar uma bicicleta emprestada para voltar para casa ou passear pela cidade.
Fiorante explica que o projeto foi criado rapidamente. Ele pensou no assunto e trinta minutos depois a ideia já tinha ganhado forma para aprovada pela marca Mitsubishi. Alguns fatores óbvios serviram de motivação, como o fato de o diretor pedalar e a cidade de São José dos Campos ser bastante propícia ao ciclista. “Em frente à concessionária tem uma ciclovia”, explicou ele.
Como todos os negócios sustentáveis devem ser, é preciso pensar no retorno financeiro do investimento. “Eu pensei na sustentabilidade, no custo da empresa e também na propaganda”, esclarece Fiorante, garantindo que, ter bicicletas rodando com a marca pela cidade, é uma divulgação muito boa.
Funcionando há cinco meses, o Pedala Virage realiza, mensalmente, de 25 a 30 empréstimos de bike. A loja conta com três bicicletas e disponibiliza aos clientes equipamentos de segurança, como capacete e cadeado, caso queiram estacionar em local público. A empresa oferece a estrutura e o cliente precisa ter apenas a vontade de pedalar, garante o diretor.
A iniciativa foi muito elogiada pela cliente Gina Marques. Sem saber que a loja oferecia este tipo de serviço, ela levou o carro para a manutenção e voltou para sua casa pedalando, depois compartilhou a informação com muitos de seus amigos. Fiorante informa que o uso da bicicleta como meio de transporte pode reduzir os custos da empresa, por descartar a necessidade de oferecer outro automóvel aos clientes, mas que acima de tudo, esta é uma maneira eficiente de locomoção. “70% das pessoas que usam o nosso serviço moram a menos de cinco quilômetros da concessionária”, esclarece. Em distâncias curtas, a bicicleta é um dos meios mais indicados. Além de ter não poluir, ela também ajuda a manter a saúde em dia.
Até o momento, a concessionária paulista é a única que disponibiliza este tipo de serviço, mas o idealizador da proposta garante que ficaria feliz se outras empresas replicassem a ação e incentivassem seus clientes a conhecerem e provarem na prática o uso da bicicleta como meio de transporte alternativo. CicloVivo

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Rapidinhas sustentáveis

Triciclos Elétricos: empresa americana inova no mercado de entregas 

Os serviços de entrega em geral são feitos por motos para driblar o trânsito e economizar a gasolina. Porém as motocicletas são mais poluentes que os carros. Mas uma pequena empresa de Portland, cidade dos Estados Unidos, resolveu empreender em algo mais econômico e menos poluente. A opção foi usar triciclos elétricos para o serviço. Já pensou se as empresas brasileiras aderissem também a esta modalidade de delivery?
Fonte:EcoD

Chineses compram mais bicicletas elétricas do que carros em 2013

Nove em cada dez magrelas elétricas vendidas no mundo vão parar na China 

Fonte: EcoD
Está certo que a China ostenta o título negativo de campeã mundial de poluição, principalmente por conta da queima de carvão para geração de energia. Por outro lado, o gigante asiático também é o país que mais tem investido em sustentabilidade: líder global em energia solar e eólica, e em bicicletas elétricas…

Só para se ter ideia, os chineses já compraram mais bicicletas elétricas do que carros em 2013, segundo informou o portal Exame.com. Ao todo, foram comercializadas na China 28 milhões de e-bikes, contra 19,3 milhões de veículos de passeio. Nove em cada dez “magrelas” elétricas vendidas no mundo vão parar no país, que tem a maior população do mundo – cerca de 1 bilhão e 340 milhões de habitantes (censo de 2011).