Coragem de Snowden premiada
Mais uma vez palmas para Edward Snowden. A coragem das denúncias e a coragem de sua revelação, acabam de ser reconhecidas pelo mais importante prêmio do jornalismo mundial, na principal categoria do Pullitzer.
Resultado que coloca o tema privacidade e segurança no centro dos debates globais. Mais uma vez, palmas para Snowden, Gleen Greenwald e todos os jornalistas que participaram do trabalho e que por questões de segurança não puderam ter suas identidades reveladas.
Fred tem razão
O jogador Fred está coberto de razão ao reclamar solidariedade de sua categoria em não apoiá-lo na luta pela paz nos estádios e contra a violência das ditas "torcidas organizadas".
O tema é importante e deveria estar sendo abordado e debatido por quem gosta e tem saudades dos velhos tempos de tranquilidade e folclore em nossos estádios.
Poder Público, mídia, clubes, torcedores, cartolas e jogadores, poderiam aproveitar a coragem de Fred para promover um amplo debate nacional e daí tirarmos os caminhos para combater a violência nos
campos.
Infelizmente, não deram o eco e os holofotes necessários para iluminar com a devida dimensão o assunto e o que vamos continuar a ver é mais violência, mais racismo, mais intolerância.
Abraços sustentáveis
Odilon de Barros
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terça-feira, 15 de abril de 2014
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Snowden escolheu o Brasil para espetar seu "Pen Drive". É hora de demonstrar que nossa soberania é sustentável
Está aí a chance. O pedido de asilo permanente, conforme
noticiou o jornal Folha de São Paulo em 17/12, feito por Edward Snowden ao
Brasil, tem tudo para apimentar a cena política nacional desse fim de ano
pré-eleitoral. E porque digo isso? Espionagem, Snowden, Brasil, NSA, EUA e toda
sopa de letrinhas que envolve o assunto, estão longe de um desfecho. Eu, aqui mesmo nesse espaço, já escrevi algumas
vezes sobre o tema. E sou cônscio em
afirmar: Snowden é nitroglicerina pura.
A se confirmar tal solicitação,
temos a oportunidade ímpar, enquanto Estado soberano de direito (?), de
demonstrar, na prática, todo o discurso feito nos palcos cênicos do mundo, com destaque
para o discurso de abertura da 68ª Assembleia Geral da ONU, feito por nossa
presidenta, Dilma Roussef.
À época, mesmo sabendo de nossas
limitações, nossa mandatária disse que espionar era uma “afronta aos princípios
que devem guiar as relações entre países” e foi dura ao afirmar que combateria
o que definiu como “grave violação dos direitos humanos e das liberdades civis”. Pediu, ainda, uma legislação internacional que
proteja os países de “interceptações ilegais de comunicações e de dados”.
Teremos,
portanto, a partir do início do ano de 2014, pressões de todos os lados para
concedermos e negarmos o asilo. De um
lado, ativistas e defensores dos direitos civis e privacidade individual, pela
concessão. De outro, os EUA, parceiro
número um do Brasil, tentando fazer valer seu poderio econômico de principal
potência do mundo globalizado, a pressionar e ameaçar nosso país de retaliações
as mais diversas.
Em minha humilde análise, um doce abacaxi a ser descascado pela presidenta-candidata. Por quê? Temos como pano de fundo desse cenário, o mês de outubro, onde teremos, possivelmente, uma disputa acirradíssima pela presidência, com nomes novos aparecendo na cena política nacional pela primeira vez e onde qualquer pequena vantagem será bem-vinda.
Em minha humilde análise, um doce abacaxi a ser descascado pela presidenta-candidata. Por quê? Temos como pano de fundo desse cenário, o mês de outubro, onde teremos, possivelmente, uma disputa acirradíssima pela presidência, com nomes novos aparecendo na cena política nacional pela primeira vez e onde qualquer pequena vantagem será bem-vinda.
Se
olharmos pelo lado humano, a concessão de asilo pode ser uma bandeira eleitoral
muito positiva, tendo vasto apoio dentro e fora do país. Vejamos:
1-
Snowden virou uma
espécie de herói antiamericano mundial ao denunciar práticas yankees consideradas
sujas por grande parte da mídia mundial;
2- C0m argumentos
nacionalistas de defesa, os EUA bisbilhotaram empresas, utilizando,
possivelmente, dados obtidos ilegalmente em licitações internacionais. Uma fraude;
3-
Abrigá-lo seria
uma resposta à altura para o ato cometido pelos EUA, sinalizando para o mundo
nossa soberania e a maturidade de nossa democracia;
4-
Eleitoralmente, muito
bom, pois forçaria adversários a se posicionar. E a presidenta-candidata ganharia
com qualquer cenário de manifestações.
Em caso de recriminações à medida, surfaria sozinha na onda do asilo, pois
o mesmo teria amplo apoio da sociedade.
Em caso de apoio de adversários ao asilo, ganharia mais que os outros,
já que a concessão seria obra sua.
Enfim...
Não
devemos temer sanções ou pressões americanas.
Elas são normais de ocorrer nesse jogo.
Estão aí para demonstrar que é possível enfrentá-los, Cuba, que até
hoje, soberanamente, não se dobrou e Rússia, que a despeito das pressões feitas
pelo Império, asilou e não despachou nosso herói de volta à terra natal.
É preciso acabar com a hipocrisia reinante no mundo e enfrentar os problemas que colocam em risco a sobrevivência da humanidade - mudanças climáticas, desigualdade social, pobreza, comércio justo, fome etc -. O tempo não para e a contagem regressiva já começou, acreditemos ou não. Agências de espionagem como a NSA, têm que
ter limites de atuação claros e definidos estabelecidos por legislação
internacional. Ou acabar.
Snowden
é um pen drive repleto de informações que podem assombrar o mundo e ao mesmo
tempo iniciar a mudá-lo. Com um pouco de
coragem e responsabilidade, podemos ser protagonistas dessa mudança, desse novo
tempo, da mesma forma que corajosamente Edward Snowden, Glenn Greenwald e David
Miranda, estão contribuindo.
Como
potência emergente do Planeta, temos desempenhado importante papel nesse início
de século XXI. Abrigá-lo, aqui, pode
representar muito mais do que uma simples vitória no pleito presidencial. Mas sim, sinalizar ao mundo que somos livres para
escolher nossos caminhos e que estamos prontos a dividir com as grandes nações
o trabalho de tornar nosso Planeta mais justo, igual e sustentável.
Toda vez que o Planeta passou por grandes transformações, elas foram implementadas por estadistas que são lembrados até hoje. Snowden está escolhendo o Brasil por imaginar que sejamos capazes de estar à frente desse processo. Ou talvez que tenhamos governantes com esse perfil. O tempo dirá se ele tinha razão.
Toda vez que o Planeta passou por grandes transformações, elas foram implementadas por estadistas que são lembrados até hoje. Snowden está escolhendo o Brasil por imaginar que sejamos capazes de estar à frente desse processo. Ou talvez que tenhamos governantes com esse perfil. O tempo dirá se ele tinha razão.
Abraços
sustentáveis
Odilon
de Barros
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Snowden e a canalhice americana
Cada vez mais a soberba americana
mistura-se à hipocrisia nonsense, num caldo de prepotência digno de quem se
acha o dono mundo.
Afirmei, aqui mesmo, em 20/7, em
artigo intitulado “Snowden e a sustentabilidade mundial”, que dentre as várias razões
divulgadas para a espionagem oficial Yankee, uma era o roubo de informações
privilegiadas visando a questão comercial.
Disse, também, que o Sr. Snowden prestava um serviço ao mundo digno de
herói.
Até agora não tivemos qualquer explicação
plausível que contente as justas preocupações tupiniquins. Estou convencido de que o que vem ocorrendo é
um crime de lesa-pátria, pois espionar com intenções comerciais é o mesmo que obter
informação privilegiada não autorizada, ou seja, é trapacear, é fraudar, é burlar, é
dolo.
Com a ajuda do jornalista Glenn
Greenwald, o assunto vem sendo apresentado em doses homeopáticas e inesgotáveis. Passados, aproximadamente, cinquenta dias
daquelas afirmações, estou cônscio de que a verdade está longe de ser dita. Se é que virá!
Para um país como o Brasil, que
não tem tradição de guerras e enfrentamentos, é importante termos consciência
de onde estamos pisando e até onde podemos ir, pois de nada adiantarão bravatas
que não se sustentem. Portanto, deixemos
a questão da soberania para ser tratada no campo diplomático e o comércio
internacional nos respectivos organismos e entidades que representam a questão:
ONU, OMC, Tribunal de Haia e por aí vai.
Procurando, sempre, buscar parceiros para alargar a teia de países
apoiadores de nossas teses.
Mesmo que ações mais fortes sejam
inviáveis de ser adotadas, é importante marcar posição e exigir que o assunto
seja discutido por organismos internacionais, estabelecendo, quem sabe, um novo
marco digital mundial, tão sonhado e necessário.
O Brasil, hoje - diferente de
alguns países que se opõem aos interesses norte-americanos e são rechaçados por
uma mídia quase sempre aliada -, tem cacife e respeito internacional suficientes para
descortinar toda a canalhice de que vem sendo alvo.
Falar grosso, sim. Não seria má ideia iniciar a conversa alijando de toda e qualquer licitação realizada em solo brasileiro - até que o episódio seja devidamente esclarecido -, empresas dos cinco países aliados na espionagem (EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Inglaterra).
Falar grosso, sim. Não seria má ideia iniciar a conversa alijando de toda e qualquer licitação realizada em solo brasileiro - até que o episódio seja devidamente esclarecido -, empresas dos cinco países aliados na espionagem (EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Inglaterra).
Voltando um pouquinho no tempo, é bom não esquecer que entre os casos mais recentes envolvendo grandes compras
nacionais, estão os 36 caças de R$ 10 bilhões que o Brasil empacou e
ainda não decidiu de quem comprar, se de suecos, franceses ou americanos. E, ainda, toda a discussão acerca do pré-sal e os
novos leilões que estão para ocorrer.
Quantos bilhões envolvidos?
Em um mundo cada vez mais carente
de atitudes sustentáveis, de necessidade de mudanças no padrão de consumo, olhar
para o futuro do Planeta pode significar ignorar, mesmo que temporariamente, nosso parceiro comercial mais
importante, afinal, a sanha capitalista americana não tem limites, não tem
ética. Nesse jogo imoral de cartas
marcadas, onde o lema é vencer ou vencer, o Brasil tem o importante papel de,
com coragem, iniciar um novo ciclo nas relações comerciais internacionais. Mais ético, sustentável e humano.
Abraços sustentáveis
Odilon de Barros
sábado, 20 de julho de 2013
Snowden e a sustentabilidade mundial
Apesar de sabermos que a
espionagem no mundo é milenar e transcende Estados, sua prática não é sustentável,
ao contrário, por atuar à margem da lei, quem a pratica se beneficia de
informações privilegiadas que em tese não deveria ter acesso. Geralmente, a segurança nacional, por conta
das ameaças de terrorismo e o comércio exterior são as áreas mais bisbilhotadas. Certeza apenas uma, é crime.
Por isso, não tenho dúvidas em
afirmar que Edward Snowden está prestando um serviço digno de herói ao mundo. Em sua carta aberta divulgada na semana que
passou, ele acredita no princípio declarado em Nuremberg, em 1945: “ indivíduos
têm deveres internacionais que transcendem as obrigações nacionais de
obediência. Portanto, cidadãos têm o
dever de violar leis nacionais para prevenir crimes contra a paz e a humanidade”.
Além disso, segundo afirma, não recebeu qualquer quantia em dinheiro por conta
das informações passadas aos jornais e tampouco se aliou a governos. Acredito em sua história, pois se verdade não
fosse o Império já o teria desmascarado.
A princípio, o imbroglio “Snowden”
chegou às manchetes internacionais por dois nítidos motivos: 1- roubo e divulgação de informações de dados
ultra sigilosos referentes à segurança dos EUA e, 2- já considerado um fugitivo
americano e pressionados, Portugal, Espanha, França e Itália, se negaram a
permitir a passagem pelo espaço aéreo do avião que levava o presidente boliviano,
Evo Morales.
Mesmo cônscios da capacidade transgressora
norte-americana quando o assunto diz respeito a seus próprios interesses, o ato
causou (e ainda causa) indignação e repúdio de boa parte da comunidade
internacional e entidades de direitos humanos mundo afora, pois não fora
cometido apenas contra um Estado soberano, no caso a Bolívia, mas contra toda a
América Latina. Uma afronta inadmissível que deve ser respondida em tom cubano de
outrora pelo coletivo de nossos países se pretendemos algum dia ser olhados com
respeito.
Se ainda assim quisermos imaginar
que o ocorrido não fora um ato que atentou contra a soberania nacional de
bolivianos e demais países sul americanos, faz-se necessário um pequeno
exercício: o que aconteceria com a Nação que ousasse interceptar, não
autorizasse a passagem ou pouso do Air Force One em qualquer parte do globo
terrestre?
Mesmo sem o quilate de ousadia
dos americanos, os países europeus que não autorizaram a passagem da comitiva
presidencial boliviana, também cumpriram importante e vergonhoso
papel na cena internacional: o da subserviência, pois ao concordarem com a
intimidação ianque, demonstraram ao mundo (de uma maneira muito pior) que não
são aliados mas capachos dos interesses absurdos e desmedidos dos EUA. E pior, lhes falta SOBERANIA.
Ao tratar Snowden como traidor e
informante e intimidar os países que ensaiem acenar com a possibilidade
legítima e soberana de asilo, o que fica patente na ação norte-americana é o
desvio das atenções do mundo para o crime que vem sendo cometido há anos.
Aos poucos, porém, luzes parecem
acender no fim do túnel. Essa semana, em
carta conjunta endereçada a Obama, as gigantes Google, Microsoft, Facebook,
Twitter, Apple, entre outras, solicitaram ao Congresso e ao presidente mais
transparência. O texto, de acordo com o
site “All Things Digital”, pede que as companhias possam ter a liberdade para
revelar quantas solicitações de informações receberam da NSA sobre seus
usuários; autorização para dizer quantos indivíduos foram investigados;
permissão para detalhar se foi pedido acesso ao conteúdo das comunicações, além
de um relatório periódico feito pela própria NSA.
Óbvio que por trás dessas
solicitações, a questão comercial e o medo das empresas perderem seus gordos rebanhos é o que fala
mais alto. Em um mundo onde a confiança
é a base de tudo, onde com um clique conectamos rapidamente milhões de pessoas,
onde o futuro parece ser sempre agora, não é bom brincar de dominó. Afinal,
além das informações que possuem, que outro ativo essas gigantes têm além das
pessoas? Se conseguirmos parir, com
pressão uma legislação digital mundial mais confiável, já terá valido à pena.
Por isso, defendo resolução
conjunta dos países do Mercosul para um asilo coletivo de nossos países a
Edward Snowden. E que os documentos em
seu poder sejam estudados e amplamente divulgados.
Nosso Planeta passa por
desequilíbrios os mais diversos e cada vez maiores. A agenda mundial é clara: guerras por água e
alimentos, crises econômicas e sociais mais intensas, falta de emprego. Tudo por conta da ganância do homem.
Todas as vezes que o Império
balançou, as ações vieram de pequeníssimos países, Cuba e Vietnã, por exemplo,
Bin Laden e o inacreditável e impensável 11 de setembro, e, agora, Edward
Snowden. O mundo deveria estar olhando
mais atentamente para esses documentos. Não
está! Quem sabe neles encontramos a
porta de entrada para um novo mundo. Seja como for, obrigado pela tentativa SNOWDEN.
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