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sexta-feira, 29 de abril de 2016

A causa do jornalismo ou o jornalismo de causa


Foto: Divulgação/ Internet
Foto: Divulgação/ Internet
O jornalismo deixou de ser um elemento de apoio para causas, para tornar-se ele mesmo uma causa. A sociedade precisa de jornalismo independente e é preciso pagar por isso.

A crise do modelo de financiamento do jornalismo não tem nenhuma relação mais expressiva com a crise política e econômica que se instalou no Brasil a partir de 2013. É uma crise de modelo de negócio e tem mais a ver com algoritmos do que com competência das mídias ou qualidade do jornalismo oferecido à sociedade. O modelo de financiamento ao jornalismo segue no Brasil um padrão quase universal, anunciantes que precisam dar publicidade a seus produtos buscam empresas jornalísticas e compram espaços em suas páginas. E assim foi por muito tempo.
No entanto, a entrada da internet em campo colocou um “tubarão no aquário” das empresas de jornalismo. Dois fatores são fundamentais para compreender o impacto que as novas tecnologias tiveram na produção jornalística. De início pensou-se que internet e jornalismo seriam “irmãos siameses”. No entanto essa lua de mel durou pouco. Uma das primeiras constatações dos editores foi que o público da internet é viciado em “conteúdos grátis”. Ora, jornalismo custa caro, reportagens mobilizam recursos, tempo, profissionais. Ah, e apenas como registro, jornalismo é profissão, assim como médico, bombeiro ou professor, precisa ser remunerada com salários.
Outra dura realidade é que o valor pago pelos anunciantes na internet é muito baixo, não garantindo a subsistência de projetos de jornalismo.  A esse cenário juntaram-se as grandes empresas que atuam com base em algoritmos, que tem acesso a grandes públicos, como o Google, Facebook, grandes portais e outros, que podem oferecer um recorte de consumidores com muita especificidade. Apesar do jornalismo, principalmente o jornalismo segmentado poder oferecer um recorte de público, jamais conseguirá concorrer em volume de acessos com os grandes portais.
Neste cenário é importante refletir nobre o papel e a importância do jornalismo para as sociedades democráticas.  Não há democracia sem imprensa livre, esse é um dos grandes valores do exercício do jornalismo. Assim como outras profissões garantem direitos, o jornalismo assegura o direito da sociedade à informação.
No caso de mídias segmentadas, há dois cenários distintos: o primeiro é de mídias setoriais, que representam os interesses de uma categoria empresarial ou econômica. Essas normalmente são mantidas por empresas do setor que representam. No segundo cenário, há meios que representa causas ou temas de maior subjetividade, tais como: educação, ciência, saúde, meio ambiente ou sustentabilidade. Estes são assuntos de extrema relevância para a sociedade, mas que não representam diretamente interesses de empresas, a não ser no caso de alianças de marca, para ganhos de reputação.
Tempos atrás ouvi de um colega jornalista uma excelente definição sobre o jornalismo. Ele disse: “Existem apenas dois tipos de jornalismo, aquele que trabalha com o que o público quer saber e aquele que trabalha com o que o público precisa saber”. Esta definição separa o jornalismo em dois campos, sem nenhum juízo de valor ou demérito. No entanto, o jornalismo necessário, aquele que define valores para a democracia e para o desenvolvimento do processo civilizatório, esse encontra muita dificuldade em se financiar.
Durante muito tempo as empresas e organizações que publicam esse jornalismo de causas buscou financiar suas atividades a partir da lógica tradicional da publicidade. Não está dando certo. Muitas publicações estão fechando ou reduzindo suas atividades por conta da falta de recursos. O modelo de publicidade não funciona mais nem com os grandes meios. É preciso desenvolver uma nova lógica de apoio ao jornalismo, a causa a ser patrocinada não é mais o tema, mas o próprio exercício do jornalismo.
Uma sociedade complexa como a brasileira não pode prescindir de jornalismo e da cobertura dos mais diversos temas de interesse social e ambiental. Na busca por apoio as organizações e empresas que publicam mídias socioambientais e científicas devem mobilizar esforços para mostrar aos financiadores a necessidade de ter o jornalismo como uma causa relevante para a sociedade, e não apenas seus temas de interesse.
Publicações dos mais diversos matizes temáticos carecem de apoio. No caso específico das mídias socioambientais, desde o início de 2015 a crise de financiamento já vitimou diversas. Grandes eventos como a Copa do Mundo e Olimpíada são verdadeiros sorvedouros de recursos publicitários de empresas, não restando muito para distribuir a outros temas.
A retomada da economia, a implementação de metas como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a aplicação das metas definidas pelo Acordo de Paris, a melhoria da educação e o apoio informativo ao desenvolvimento humano não podem prescindir de meios capazes de debater, analisar e informar com profundidade cada um dos temas de relevância. Portanto, é necessário nos meios empresariais, principalmente aqueles que apoiam os conceitos de sustentabilidade e protagonismo civilizatório, uma reflexão sobre seu papel no financiamento aos processos sociais de informação. Uma avaliação sobre o tipo de jornalismo que financiam para a sociedade. (#Envolverde/Utopia Sustentável)

Dal Marcondes

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

A ligação entre a Monsanto e o Facebook

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Reproduzo, abaixo, excelente artigo sobre as ligações perigosas entre o todo poderoso Mark Zuckerberg e a Monsanto, brilhantemente dissecado por Vandana Shiva (Carta Maior).  Não excluirei de imediato minha conta na rede, pois, doravante, a ideia é angariar apoios para, quem sabe, em futuro próximo, participar da organização de um amplo boicote contra a página.  Na verdade, depois de anos de "FACE" só agora decifrei o real significado desse inocente "F" aí em cima. Ah, quem ainda não conhece a Monsanto, procure no Youtube o documentário "O veneno está na mesa", de Silvio Tendler. 
Boa leitura e ampla divulgação.  

Da plantação até a prateleira do supermercado, tudo será determinado pelos interesses dos mesmos acionistas. Vamos conversar sobre liberdade de escolha?

Enquanto a Agência Reguladora de Telecomunicações da Índia decide o futuro do programa “Free Basics”, Mark Zuckerberg está na Índia com um bilhão de rúpias, em moeda trocada, para fazer sua publicidade. O programa é um internet.org repaginado ou, em outras palavras, um sistema em que o Facebook decide qual parte da internet compõe o pacote básico para os usuários.
A Reliance, parceira indiana do Facebook na empreitada do Free Basics, é uma megacorporação indiana com interesses em telecomunicação, energia, alimentos, varejo, infraestrutura e, é claro, terras. A Reliance obteve territórios para suas torres rurais de celulares do governo da Índia e tomou terras de fazendeiros para Zonas Econômicas Especiais através de violência e golpes. Como resultado e quase sem custo, a Reliance obteve um grande público rural, semiurbano e suburbano, especialmente fazendeiros. Embora o Free Basics tenha sido banido (por enquanto), a Reliance continua oferecendo seu serviço através de suas redes.
Um ataque corporativo coletivo está em curso globalmente. Tendo já programado suas ações, veteranos de corporações americanas como Bill Gates estão se juntando à nova onda de imperialistas filantropos, que inclui Mark Zuckerberg. É incrível a semelhança nas relações públicas de Gates e Zuckerberg, perfeitamente ensaiadas, que envolvem um preparo retórico e doação de fortunas. Qualquer entidade com que os Zuckerbergs se unam para administrar os 45 bilhões de dólares investidos provavelmente vai terminar parecendo a Fundação Bill e Melinda Gates; isto é, poderosa o suficiente para influenciar negociações climáticas, apesar não serem efetivamente responsáveis por nada.
Mas o que Bill Gates e Mark Zuckerberg teriam a ganhar quando ditam os termos aos governos do mundo durante a conferência climática? “A Breakthrough Energy Coalition vai investir em ideias que podem transformar a maneira como todos nós produzimos e consumimos energia”, escreveu Zuckerberg em sua página no Facebook. Era um anúncio da Breakthrough Energy Coalition de Bill Gates, um fundo privado com uma riqueza combinada de centenas de bilhões de dólares de 28 investidores que irão influenciar a forma como o mundo produz e consome energia.
Ao mesmo tempo, Gates pressiona para forçar uma agricultura dependente de insumos químicos, combustíveis fósseis e transgênicos patenteados (#FossilAg) através da Aliança pela Revolução Verde na África (AGRA). Trata-se de uma tentativa de tornar fazendeiros africanos dependentes de combústiveis fósseis que deveriam ter permanecido no subsolo, além de criar uma relação de dependência com as sementes e petroquímicos da Monsanto.
95% do algodão na Índia pertence à Monsanto Bt Cotton. Em 2015, nas regiões de Punjab até Karnataka, 80% de sua plantação transgênica não vingou – isso significa que 76% dos produtores afiliados à Bt Cotton estavam sem algodão na época da colheita. Se tivessem opção, eles teriam trocado de variedade. Mas o que parece ser uma simples escolha entre sementes de algodão é na verdade a imposição de uma mesma semente Bt, comercializada por diferentes companhias com diferentes nomes, compradas por fazendeiros desesperados que tentam combinações de sementes, pesticidas, herbicidas e fungicidas – todos com nomes complexos o bastante para fazê-los se sentir inadequados – até que você não tenha nenhuma “escolha” a não ser tirar sua própria vida.
O que a Monsanto faz ao empurrar as leis de Direitos de Propriedade Intelectual (IPR) referentes ao comércio de sementes, Zuckerberg está tentando fazer com a liberdade de internet da Índia. E, assim como a Monsanto, ele está prejudicando os indianos mais marginalizados.
O Free Basics irá limitar o conteúdo da internet para a grande maioria de usuários indianos. Já de início, o programa afirmou que não irá permitir conteúdos de vídeo que interfiram nos serviços (leia-se: lucros) das companhias de telecomunicações – apesar da recomendação da própria Agência Reguladora de Telecomunicações da Índia de que conteúdo em vídeo seja acessível a diferentes partes da população.
Uma vez distribuída como um serviço gratuito, o que impedirá que as companhias de telecomunicações redefinam o uso da internet para satisfazer seus próprios interesses e o de seus parceiros? Afinal, a proibição ao Free Basics não impediu que a Reliance continuasse oferecendo seus serviços para uma grande base de usuários, muitos deles fazendeiros.
Por que deveria ficar a cargo de Mark Zuckerberg decidir o que é a internet para um fazendeiro em Punjab, que acabou de perder 80% de sua colheita de algodão por conta das sementes transgênicas da Monsanto e cujos produtos químicos (que foi coagido a usar) falharam completamente? Deveria a internet permitir que ele se informasse sobre o fracasso das tecnologias de transgênicos ao redor do mundo, que apenas são mantidas através de políticas de comércio injustas, ou deveria ela apenas induzir o uso de outra molécula patenteada em sua plantação?
A ligação entre o Facebook e a Monsanto é profunda. Os 12 maiores investidores da Monsanto são os mesmos que os 12 maiores investidores no Facebook, incluindo o Grupo Vanguard. Esse grupo é um grande investidor da John Deere, a novo parceira da Monsanto em “tratores inteligentes”, o que faz com que toda a produção e consumo de alimentos, da semente à informação, permaneça sob o controle de um pequeno punhado de investidores.
Não é de surpreender que a página do Facebook “March Against Monsanto” [Marcha contra a Monsanto], um grande movimento americano a favor da regulação e rotulagem de transgênicos, foi deletada.
Recentemente a Índia tem visto uma explosão em varejo online. Desde grande corporações a pequenos empreendedores, pessoas de todo o país tem podido vender o que produzem em um mercado previamente inacessível. Artesãos tem conseguido ampliar seus negócios, fazendas tem encontrado consumidores mais próximos.
Assim como a Monsanto e suas sementes patenteadas, Zuckerberg quer não apenas uma fatia, mas toda a pizza da economia indiana, especialmente seus fazendeiros e camponeses. O que o monopólio da Monsanto sobre informações climáticas significaria para fazendeiros escravizados através de um canal do Facebook com acesso limitado a essas informações? O que isso significaria para a internet e para a democracia alimentícia?
O direito ao alimento é o direito de escolher o que desejamos comer; saber o que está na nossa comida (#LabelGMOsNOW) e escolher alimentos saborosos e nutritivos – não os poucos alimentos processados que as corporações esperam que consumamos.
O direito à internet é o direito de escolher quais espaços e mídias nós acessamos; de escolher aquilo que nos enriquece – e não aquilo que as companhias pensam que deveria ser o nosso pacote básico.
Nosso direito de conhecer o que comemos é tão essencial quanto o direito à informação, qualquer informação. Nosso direito a uma internet aberta é tão essencial à nossa democracia quanto nosso direito de estocar, trocar e vender sementes polinizadas.
No eufemismo de Orwell, o “livre” para Zuckerberg significaria “privatizado”, algo totalmente diferente de privacidade – uma palavra inclusive estranha a ele. E assim como em acordos de “livre” comércio definidos por corporações, o Free Basics significa qualquer coisa menos ‘livre” para os cidadãos. É um cerceamento de bens essenciais, que deveriam ser acessíveis ao povo, sejam eles sementes, água, informação ou internet. Os Direitos de Propriedade Intelectual da Monsanto estão para as sementes como o Free Basics está para informação.
Tratores inteligentes da John Deere, utilizados em fazendas que plantam sementes patenteadas pela Monsanto, tratadas com insumos químicos da Bayer, com informações sobre clima e solo fornecidas pela Monsanto, transmitidas ao celular do fazendeiro pela Reliance, conectadas no perfil do Facebook, em terras pertencentes ao Grupo Vanguard.
Todos os passos de todos os processos, até o ponto em que você escolhe algo da prateleira de um supermercado, serão determinados pelos interesses dos mesmos acionistas.
Que tal conversarmos sobre liberdade de escolha? (Carta Maior/Envolverde/Utopia Sustentável)

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Facebook: Yes, we can



Recentemente (e sem a devida autorização), a rede social Facebook, realizou pesquisa psicológica com 689.003 de seus usuários.  Tal trabalho, por meio de filtros impostos pela empresa, visava comprovar que “emoções expressadas por amigos, via redes, influenciam nosso humor”.

Utopia, exigir de Mark Zuckerberg ética, limites, respeitar a privacidade alheia, saber que a internet, a rede, somos nós, e que esse “nós” em um movimento brusco, conjunto, por desconfiança, pode migrar e se deslocar para outros endereços. O Orkut, que tem seu fim previsto para setembro próximo, é um bom exemplo da ascensão e queda de poderosos. 

Do alto da prepotência de suas riquezas inesperadas, os caciques do Facebook não enxergam que a velocidade da internet, o céu e o inferno, podem estar separados por apenas um clique.   É chegada a hora de equilibrar esse jogo de poder e respeito.  A internet já provou ser capaz de organizar milhões de pessoas, aconteceu por aqui ano passado.  Destronou ditadores há décadas no poder no mundo árabe e fez virar pó o valor de companhias tidas como inquebráveis.  Enfim, Sr. Mark Zuckerberg, é bom não subestimar a rede.   

O antídoto para se fazer respeitado por empresas socialmente irresponsáveis e antiéticas, pode ser utilizar seu veneno (os usuários) como vacina. Eles podem até duvidar de nossa capacidade de mobilização, mas certamente saberão contabilizar os prejuízos que poderemos lhes causar.   Não custa nada acreditar.

Abraços sustentáveis
Odilon de Barros



sábado, 20 de julho de 2013

Snowden e a sustentabilidade mundial


Apesar de sabermos que a espionagem no mundo é milenar e transcende Estados, sua prática não é sustentável, ao contrário, por atuar à margem da lei, quem a pratica se beneficia de informações privilegiadas que em tese não deveria ter acesso.  Geralmente, a segurança nacional, por conta das ameaças de terrorismo e o comércio exterior são as áreas mais bisbilhotadas.  Certeza apenas uma, é crime. 

Por isso, não tenho dúvidas em afirmar que Edward Snowden está prestando um serviço digno de herói ao mundo.  Em sua carta aberta divulgada na semana que passou, ele acredita no princípio declarado em Nuremberg, em 1945: “ indivíduos têm deveres internacionais que transcendem as obrigações nacionais de obediência.  Portanto, cidadãos têm o dever de violar leis nacionais para prevenir crimes contra a paz e a humanidade”. Além disso, segundo afirma, não recebeu qualquer quantia em dinheiro por conta das informações passadas aos jornais e tampouco se aliou a governos.  Acredito em sua história, pois se verdade não fosse o Império já o teria desmascarado.

A princípio, o imbroglio “Snowden” chegou às manchetes internacionais por dois nítidos motivos:  1- roubo e divulgação de informações de dados ultra sigilosos referentes à segurança dos EUA e, 2- já considerado um fugitivo americano e pressionados, Portugal, Espanha, França e Itália, se negaram a permitir a passagem pelo espaço aéreo do avião que levava o presidente boliviano, Evo Morales.

Mesmo cônscios da capacidade transgressora norte-americana quando o assunto diz respeito a seus próprios interesses, o ato causou (e ainda causa) indignação e repúdio de boa parte da comunidade internacional e entidades de direitos humanos mundo afora, pois não fora cometido apenas contra um Estado soberano, no caso a Bolívia, mas contra toda a América Latina. Uma afronta inadmissível que deve ser respondida em tom cubano de outrora pelo coletivo de nossos países se pretendemos algum dia ser olhados com  respeito.

Se ainda assim quisermos imaginar que o ocorrido não fora um ato que atentou contra a soberania nacional de bolivianos e demais países sul americanos, faz-se necessário um pequeno exercício: o que aconteceria com a Nação que ousasse interceptar, não autorizasse a passagem ou pouso do Air Force One em qualquer parte do globo terrestre?

Mesmo sem o quilate de ousadia dos americanos, os países europeus que não autorizaram a passagem da comitiva presidencial boliviana, também cumpriram importante e vergonhoso papel na cena internacional: o da subserviência, pois ao concordarem com a intimidação ianque, demonstraram ao mundo (de uma maneira muito pior) que não são aliados mas capachos dos interesses absurdos e desmedidos dos EUA.  E pior, lhes falta SOBERANIA.

Ao tratar Snowden como traidor e informante e intimidar os países que ensaiem acenar com a possibilidade legítima e soberana de asilo, o que fica patente na ação norte-americana é o desvio das atenções do mundo para o crime que vem sendo cometido há anos.

Aos poucos, porém, luzes parecem acender no fim do túnel.  Essa semana, em carta conjunta endereçada a Obama, as gigantes Google, Microsoft, Facebook, Twitter, Apple, entre outras, solicitaram ao Congresso e ao presidente mais transparência.  O texto, de acordo com o site “All Things Digital”, pede que as companhias possam ter a liberdade para revelar quantas solicitações de informações receberam da NSA sobre seus usuários; autorização para dizer quantos indivíduos foram investigados; permissão para detalhar se foi pedido acesso ao conteúdo das comunicações, além de um relatório periódico feito pela própria NSA.

Óbvio que por trás dessas solicitações, a questão comercial e o medo das empresas  perderem seus gordos rebanhos é o que fala mais alto.  Em um mundo onde a confiança é a base de tudo, onde com um clique conectamos rapidamente milhões de pessoas, onde o futuro parece ser sempre agora, não é bom brincar de dominó. Afinal, além das informações que possuem, que outro ativo essas gigantes têm além das pessoas?  Se conseguirmos parir, com pressão uma legislação digital mundial mais confiável, já terá valido à pena.

Por isso, defendo resolução conjunta dos países do Mercosul para um asilo coletivo de nossos países a Edward Snowden.  E que os documentos em seu poder sejam estudados e amplamente divulgados. 

Nosso Planeta passa por desequilíbrios os mais diversos e cada vez maiores.  A agenda mundial é clara: guerras por água e alimentos, crises econômicas e sociais mais intensas, falta de emprego.  Tudo por conta da ganância do homem. 

Todas as vezes que o Império balançou, as ações vieram de pequeníssimos países, Cuba e Vietnã, por exemplo, Bin Laden e o inacreditável e impensável 11 de setembro, e, agora, Edward Snowden.  O mundo deveria estar olhando mais atentamente para esses documentos.  Não está!  Quem sabe neles encontramos a porta de entrada para um novo mundo. Seja como for, obrigado pela tentativa SNOWDEN.