Mostrando postagens com marcador futuro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador futuro. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Uma arma contra a mudança climática


Twitt
Sessão da conferência científica sobre mudança climática, em Paris, durante a intervenção da relatora especial para os direitos humanos das Nações Unidas, Victoria Tauli-Corpuz. Foto: Fabíola Ortiz/IPS
Sessão da conferência científica sobre mudança climática, em Paris, durante a intervenção da relatora especial para os direitos humanos das Nações Unidas, Victoria Tauli-Corpuz. Foto: Fabíola Ortiz/IPS

Os territórios indígenas na Amazônia armazenam mais da metade de todo o carbono existente na selva, mas trata-se de um serviço ambiental ameaçado por estradas, expansão da mineração, agricultura e extração de petróleo e madeira. Esse risco foi um dos temas da conferência científica Nosso Futuro Comum Sob a Mudança Climática, que reuniu cerca de dois mil especialistas e pesquisadores, entre os dias 7 e 10 deste mês, na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultura (Unesco), em Paris.
Foi o maior encontro científico antecedendo a 21ª Conferência das Partes (COP 21) da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática, que acontecerá nesta cidade em dezembro. Dessa cúpula deve sair um novo tratado universal e vinculante para enfrentar o aquecimento global.
O estudo Carbono Florestal na Amazônia: a Contribuição não Reconhecida dos Territórios Indígenas e de Áreas Naturais Protegidas, encabeçado pelo Centro de Pesquisa Woods Hole, recomenda incluir esse aporte no mapa do caminho para as ações de mitigação e adaptação à mudança climática.
A bacia, com a maior floresta tropical do mundo, é compartilhada por oito países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, e engloba cerca de seis milhões de quilômetros quadrados. A pesquisa incluiu o território da Guiana Francesa, adjacente à bacia e também com selva tropical.
Mais da metade (52%) da região está protegida por povos indígenas, que somam um milhão de habitantes em 2.344 territórios, e pelas 610 áreas de conservação, segundo o informe, que também é assinado pelo peruano Instituto do Bem Comum e pela equatoriana Coordenadoria de Organizações Indígenas da Bacia Amazônica, entre outras instituições.
No total são 4,1 milhões de quilômetros quadrados, um volume de carbono retido semelhante ao da República Democrática do Congo e da Indonésia em conjunto. É parte dos serviços ambientais prestados pelas florestas tropicais, ajudando a estabilizar o clima. Segundo Alessandro Baccini, cientista associado ao Centro Woods Hole que liderou o estudo, os territórios indígenas armazenam 11 vezes mais carbono do que qualquer outra área na Amazônia, seja privada ou gerida pelo governo.
“Ninguém sabia de fato quanto carbono se armazenava nos territórios indígenas e isso era justamente o que os povos queriam saber. Eles afirmam que a selva é seu lar, sua vida, onde encontram seus medicamentos, seus alimentos e, por isso, têm a necessidade de preservá-la”, explicou Baccini à IPS. “Constatamos que 14% dos territórios indígenas ainda não estão legalizados oficialmente e isso contribui para que o sequestro de carbono corra perigo”, apontou.
Baccini e sua equipe buscaram quantificar a ameaça representada pelo avanço de projetos de infraestrutura e por outras atividades econômicas na Amazônia. Foi constatado que até um terço do carbono armazenado pode escapar por causa da mineração e da construção de hidrelétricas e estradas. O custo estimado para legalizar os territórios indígenas e as áreas de proteção natural varia entre US$ 2 bilhões e US$ 4 bilhões, segundo o estudo.
Os projetos hidrelétricos geram impactos no clima da região, como fatores de mudança nas chuvas, destacou Baccini. No Brasil, 11 das 30 centrais hidrelétricas planejadas na Amazônia até 2023, segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia, estarão localizada a 40 quilômetros de terras indígenas. As 232 novas linhas de transmissão de eletricidade, que somam 41 mil quilômetros de extensão, afetarão pelo menos oito reservas indígenas.
A degradação ambiental é outra ameaça imediata ao ecossistema tropical e pode impulsionar mudanças climáticas na região. Segundo Baccini, “o desmatamento é o fator principal para a emissão de carbono na Amazônia e os projetos de infraestrutura acrescentam outras causas dessas emissões”.
O responsável pelo programa de mudança climática e água do canadense Centro Internacional de Pesquisas para o Desenvolvimento, Mark Redwood, destacou que os grandes projetos na selva, especialmente os vinculados à mineração, consomem muita energia. “Sempre que um grande investidor impulsiona esse tipo de projeto, é preciso considerar os custos para o clima. São investimentos que representam um risco climático”, acrescentou.
Vista externa da sede da Unesco em Paris, onde aconteceu a conferência científica Nosso Futuro Comum Sob a Mudança Climática, um dos encontros prévios à cúpula climática de dezembro. Foto: Fabíola Ortiz/IPS
Vista externa da sede da Unesco em Paris, onde aconteceu a conferência científica Nosso Futuro Comum Sob a Mudança Climática, um dos encontros prévios à cúpula climática de dezembro. Foto: Fabíola Ortiz/IPS
O professor e pesquisador brasileiro Carlos Nobre, membro do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre Mudança Climática (IPCC), apontou a construção de estradas como um dos principais fatores do desmatamento. “Devastar não é política de desenvolvimento, não há nenhuma correlação entre desmatar e promover crescimento econômico. O problema ocorre quando estradas servem com vetor do desmatamento ilegal. É preciso adotar políticas públicas para coibir essas ações”, afirmou à IPS.
O aumento da temperatura de um grau centígrado já é perceptível em toda a Amazônia, admitiu Nobre. “O IPCC afirma que os extremos que estão ocorrendo na selva já podem ser indícios da mudança climática. Em dez anos houve duas fortes secas e três períodos de chuva excessiva, o que já pode ser um reflexo das mudanças”, acrescentou. Nobre disse também que as precipitações poderão se concentrar no oeste da bacia amazônica, enquanto o leste deverá sofrer secas prolongadas e, possivelmente, mudar seus ecossistemas de florestas tropicais para o de savana.
A relatora especial das Nações Unidas sobre os direitos dos povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, também expressou, durante a conferência científica de Paris, seu temor pelo avanço dos grandes projetos de infraestrutura perto dos territórios originários. “Estou muito preocupada com as obras na Amazônia, porque podem violar os direitos dos povos”, declarou.
Tauli-Corpuz afirmou que se deve considerar o conhecimento tradicional dos povos indígenas no momento de definir estratégias e ações para adaptação às mudanças do clima. “Os indígenas contribuem significativamente com a manutenção dos ecossistemas, e agora podem apresentar soluções para os problemas que enfrentamos. Seus conhecimentos podem permitir que nos adaptemos às mudanças que estão ocorrendo”, pontuou à IPS.

Segundo a relatora, o reconhecimento dos direitos indígenas e de suas terras se estende também à sua capacidade de ajudar a enfrentar desafios da mudança climática. “Eles são os mais vulneráveis à mudança climática, pois vivem em ecossistemas frágeis. E não estão sendo considerados pela ciência”, assegurou. Envolverde/IPS/Utopia Sustentável

domingo, 28 de junho de 2015

Clima: Juventude defende meta ambiciosa


Twitt
“O trabalho que vocês estão realizando irá moldar o meu futuro. Infelizmente, vocês talvez não estejam lá. Eu estarei”, alerta Raquel Rosenberg, coordenadora geral do Engajamundo, dirigindo-se aos negociadores do clima.
Entre 1º e 11 de junho em Bonn, na Alemanha, representantes das nações se reuniram para dar continuidade às negociações rumo a Paris, onde será assinado um acordo global para reduzir as emissões dos gases de efeito estufa (GEE) e assim enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.
Raquel Rosenberg da ONG brasileira Engajamundo foi escolhida para falar em nome de todas as organizações jovens do mundo. “Eu quero ver um mundo que valoriza a vida humana e o bem-estar acima do sucesso da indústria de combustíveis fósseis”, destacou dirigindo-se ao presidente da última sessão da Conferência.
Com a tentativa árdua de fazer com que a voz dos jovens seja ouvida nas negociações de clima, Raquel volta ao Brasil preocupada. “Os países estão longe de fazer sua lição de casa e garantir um tratado ambicioso no final deste ano”, declara em sua página social na internet.
Apesar da percepção de que o caminho a Paris está em marcha lenta, a ativista acredita na força da juventude. “Juntos, nós podemos agir agora mesmo”, completa. Assista ao discurso na íntegra:
(#Envolverde/Utopia Sustentável)
Postado em: COP21Engajamundo

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Futuro do clima é pouco animador



Foto: André Corrêa/Agência Senado
Foto: André Corrêa/Agência Senado

Quem espera aumento no volume de chuvas no Sudeste pode se preparar para o contrário. O cenário de instabilidade climática deve resultar em períodos de estiagem cada vez mais longos, demandando políticas de economia e de reuso de água, para evitar um colapso. Esse diagnóstico e suas repercussões na economia, na agricultura e na sociedade foram discutidos nesta quarta-feira (15), pela Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC).
Para o pesquisador do Centro de Previsão de Tempos e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Paulo Nobre, é necessário pensar a longo prazo. Embora tenham sido registradas chuvas nos meses de fevereiro e março, com pequeno aumento no volume dos reservatórios do Sudeste, os estudos apontam que a crise deve continuar.
— Precisamos nos preparar e nos adequar para um país que apresentará extremos cada vez maiores, tanto de temperatura, quanto de abundância ou falta de água — afirmou.
Os especialistas ressaltam que as megacidades são mais afetadas porque as chuvas escoam para rios poluídos, como o Tietê e o Pinheiros, em São Paulo, cujas águas não podem ser usadas para abastecimento. Para o superintendente de Operações e Eventos Críticos da Agência Nacional de Águas (ANA), Joaquim Guedes Correa Gondim Filho, as soluções para a crise hídrica nas grandes metrópoles não podem ser viabilizadas em curto espaço de tempo, porque as ações necessárias são complexas e de alto custo.
— O planejamento com base na experiência é essencial, assim como a gestão da demanda, com o uso racional da água — afirmou.
Já o presidente da CMMC, senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), ressaltou que um bilhão de pessoas no mundo não têm acesso regular à água. Enquanto isso, no Brasil, a média de desperdício nas companhias estaduais de abastecimento chega a 40%. Bezerra Coelho, que foi ministro da Integração Nacional por três anos, também reclamou do improviso na definição dos investimentos e defendeu a cultura da eficiência e do uso racional dos recursos naturais.
— É preciso investir na preservação das matas ciliares, dando vida aos rios, garantindo água para abastecer populações, produzir alimentos, gerar energia e promover um desenvolvimento equilibrado — disse.
A CMMC também realizará audiências públicas regionais sobre este assunto. O objetivo é elaborar um documento que será apresentado em novembro, na Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP-21), em Paris. (Agência Senado/ #EnvolverdeUtopia Sustentável)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Japão termina construção de cidade inteligente e sustentável





A “cidade do futuro” já é realidade, pelo menos, no Japão. Na última semana o projeto da Fujisawa Sustainable Smart Town teve a fase de construção concluída. A Panasonic, responsável pelo complexo, trabalha agora nos últimos detalhes e na venda das residências.

Foto: Divulgação
A construção da cidade, na Província de Kanagawa, situada cerca de 50 km a oeste de Tóquio, faz parte de um projeto de recuperação de áreas devastadas pelo terremoto e tsunami realizado pela Panasonic com mais oito empresas parceiras. A prioridade na “Cidade Inteligente e Sustentável de Fujisawa” é a consciência energética e ecológica.

Foto: Divulgação
A iniciativa pretende demonstrar que saber articular tecnologias diversas ajuda na construção de uma cidade verde. Em consequência, isso contribui para que estas construções sejam mais valorizadas.

Foto: Divulgação
As casas já possuem painéis solares embutidos, que fornecem energia para a residência e ainda armazenam o excedente em uma bateria para uso posterior. O projeto também oferece um bairro exclusivo para moradores que não possuem carros próprios, com opções para o compartilhamento e alugueis de carros elétricos.

Foto: Divulgação
Toda a cidade é equipada com sensores em rede que controlam a iluminação pública e garante, que a energia não seja desperdiçada através de uma “smart grid” local. O município também tem um "eixo verde", com parques e plantio de vegetação ao longo das estradas principais. São várias soluções para alcançar um novo estilo de vida e um novo modelo de desenvolvimento econômico.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação
CicloVivo/Utopia Sustentável

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O futuro bate à porta das pequenas empresas




escolhas O futuro bate à porta das pequenas empresas
Imagem Ilustrativa
Tenho estudado o futuro e a dinâmica das mudanças há mais de 15 anos e, a cada dia, me surpreendo com este novo mundo que está surgindo a partir de inovações locais. Olhando de perto onde vivemos, trabalhamos e compramos, podemos sentir que o futuro está batendo à porta das micro e pequenas empresas, e que as respostas aos grandes desafios socioambientais vêm aparecendo em pequena escala com cada vez mais poder de alcançar dimensões globais. Com base no fenômeno que Manuel Castells chama de “glocalização”, novas realidades têm sido pautadas pela atuação das pequenas empresas. Parcela da economia que mais cresce no mundo e também a que mais gera empregos, as MPE têm com a sustentabilidade uma relação natural, pois sua operação em escala afeta intensamente os sistemas ecológicos e sociais. Algumas delas, sem acesso aos recursos e ao conhecimento das grandes, já são sustentáveis e ainda não sabem.
A sustentabilidade está na sua essência graças à sua capilaridade econômica, que permite ação imediata no contato com práticas locais; ao menor número de intermediários entre quem vende e quem compra, o que “desincha” o capital financeiro; à agilidade criativa de seus profissionais, que não precisam cumprir ordens ou seguir modelos prontos; ao maior acesso ao mercado de trabalho, lembrando que esse setor concentra 52% dos empregos formais no país, o que representa 40% do contingente salarial e responde por 70% das novas vagas do mercado (dados do estudo PME Indicadores–Sebrae/2013); e, por último, à força dos mercados locais, que reproduzem em menor escala os desafios planetários.
Algumas dessas novas realidades podem ser encontradas no estudo pioneiro Tendências de Sustentabilidade para os Pequenos Negócios, que desenvolvi em 2013 para o Centro Sebrae de Sustentabilidade.
Os caminhos para inovar surgem da necessidade de reinvenção da economia com base nos fatores apresentados a seguir.
Crescimento qualitativo
O crescimento qualitativo (da conservação) impõe-se sobre a lógica do crescimento quantitativo (da extração). Essa reorientação tem levado muitas empresas a adotar práticas sustentáveis com valor econômico, como a eficiência energética, o reaproveitamento e reciclagem de resíduos, a racionalização do consumo e o reúso da água. A ascensão do turismo ecológico e do e-commerce são exemplos desse crescimento desmaterializado.
Recompensas climáticas
Com a redução da emissão do CO2 nos processos produtivos, custos são também reduzidos. Segundo os últimos dados levantados pela ONG inglesa CDP (Carbon Disclosure Project), 29% dos pequenos negócios que diminuíram suas emissões economizaram, juntos, cerca de R$ 13,7 bilhões, em 2012. Até já existem seguradoras que protegem fazendeiros dos efeitos das mudanças climáticas.
Ecoeficiência
Empresas ecoeficientes melhoram seus processos, tornando-os mais ágeis e menos custosos, obtendo benefícios econômicos e sociais sem a necessidade de altos investimentos. Melhoram também a qualidade de seus produtos, reduzem os desperdícios com matérias-primas, energia, água e outros insumos.
Talentos verdes
São profissionais devotados à economia verde e à preservação do meio ambiente. Suas funções dedicadas à sustentabilidade estão abrindo novas fronteiras no mercado de trabalho. Existem, no Brasil, 16,4 milhões de empregos potencialmente verdes e que compõem mais de 69% da mão de obra de 20 setores de atividade econômica. Sinal do crescimento verde no mercado de trabalho, o portal Green Jobs Brasil oferece talentos para empresas que estejam praticando a sustentabilidade.
Acesso x posse
Quem já não alugou uma roupa porque não queria/precisava comprar ou ofereceu um cômodo de sua casa em épocas de feriado prolongado? Estamos saindo de uma economia de posse para uma cultura de acesso, tendência amplamente estudada pelo economista Jeremy Rifkin em seu livro A Era do Acesso. Nessa nova economia, as empresas podem fazer leasing, alugar ou cobrar taxas pela utilização de um bem. Consumidores se convertem em usuários. A economia do acesso tem nos pequenos negócios seus poderosos agentes de desenvolvimento, pois eles estão mais preparados para customizar serviços, agilizar atendimentos, ter contato direto com o cliente por meio da escuta personalizada e em pequena escala.
Negócios sociais
Situados entre o segundo e o terceiro setor (indústria e organizações sociais, respectivamente), inspirados no revolucionário Grameen Bank criado pelo Prêmio Nobel indiano, Muhammad Yunus, os negócios sociais têm potencial econômico já comprovado por estudos como o da ANDE – Aspen Network of Development Entrepreneurs (2011). Já há, no Brasil, 140 tipos de negócios sociais. Com gestão profissionalizada, focam-se no bem-estar da população, assim como em promover o aumento da fonte de renda e o acesso aos serviços essenciais para os setores de baixa renda. Alguns exemplos de negócios sociais: comunidades de costureiras, de catadores de sucata, centros de incentivo ao esporte, entidades de educação, organizações de defesa de minorias.
A feminilização da economia
Inovações sustentáveis têm sido geradas por mulheres empreendedoras, que estão feminilizando a economia por meio de práticas pautadas na responsabilidade social empresarial. Essas mulheres já representam 51% do contingente brasileiro de empreendedores (Global Entrepreneurship Monitor). Mais mulheres nos empreendimentos significam mais mulheres também no mercado consumidor, no qual reinam as decisões femininas na compra de bens e serviços. Quanto mais sustentáveis suas decisões de compra, mais consciente tende a ser o consumo – e mais sustentável, o planeta.
Vantagem colaborativa
As novas tecnologias, os sistemas open-source, as cooperativas, o fenômeno das redes sociais e das novas mídias, plataformas de inovação aberta têm trazido fluidez e flexibilidade na administração das empresas, fazendo com que a colaboração gere mais vantagens do que a competição. Os pequenos negócios têm, em sua própria natureza, maior abertura para o estabelecimento de parcerias e mais facilidade em se beneficiar do que chamamos de vantagem colaborativa.
Sustentabilidade interior
Pressionados pela falta de equilíbrio da vida moderna, estamos todos querendo resgatar o bem-estar interior e a saúde por meio de produtos e serviços. A sustentabilidade interior passa a se instalar na dimensão pessoal, psicológica e até espiritual, gerando novos negócios. Massagens em domicílio, spas urbanos, cuidado para com os idosos, academias de ginástica, espaços de terapia holística e restaurantes orgânicos são algumas das ofertas que se apresentam nesse mundo de crescente carência de bem viver. De acordo com dados globais da Euromonitor de 2012, os mercados do Brasil e da China foram responsáveis por US$15 bilhões nas vendas de 2011, e crescimento contínuo é esperado (em torno de 8% ao ano), até 2017. Prevê-se um volume de vendas da ordem de US$1 trilhão, até 2017.
Por essas e outras evidências também destacadas neste excelente estudo da consultoria Ideia Sustentável, é inegável que as transformações na economia global estão mudando de eixo: do local para o global, e do pequeno para o grande. Como se tudo fosse um só sistema em movimento, em plena transformação, vamos reinventando a vida na Terra, ouvindo o futuro bater em nossas portas e deixando-o entrar.
Faça o download gratuito do estudo 8 Tendências de Sustentabilidade para Pequenas e Microempresas e confira os estudos de caso, dicas e opiniões de especialistas aqui.
RosaAlegria O futuro bate à porta das pequenas empresas* Rosa Alegria é mestre em Estudos do Futuro pela Universidade de Houston (EUA), vice-presidente do Núcleo de Estudos do Futuro (NEF), da PUC-SP, e presidente da Perspektiva – tendências, cenários e estratégias.
** Publicado originalmente no site Ideia Sustentável.
(Ideia Sustentável)