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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Cidade em MG troca materiais recicláveis por vale-compras





A cidade de Alpinópolis, no interior de Minas Gerais, encontrou um jeito criativo para driblar a falta de coleta seletiva e ainda incentivar a população a reciclar. Através do projeto “Ventania e Cidadania”, os moradores podem levar seus resíduos recicláveis a uma central e trocá-los por vale-compras.
Em entrevista ao site CicloVivo, Carlos Fernando Lemos, gestor local do Bolsa Família, explicou que a iniciativa surgiu em 2011, inspirado pelo exemplo de uma cidade vizinha, que já aplicava um sistema semelhante. Desde então, a população local tem abraçado a ideia e se beneficiado pelo projeto.
A cidade, que conta com quase 19 mil habitantes, arrecada mensalmente através do programa uma média de cinco mil toneladas de materiais recicláveis. Para participar é muito simples. O cidadão precisa apenas levar o lixo reciclável até o posto de coleta e fazer a troca. Quem já leva todos os materiais separados tem direito a um vale maior, mas também é possível entregar todos os resíduos misturados. Os cupons podem ser usados para fazer qualquer tipo de compra mercado localizado na própria central. Os valores dos tickets variam de acordo com o material entregue. Um quilo de alumínio, por exemplo, é trocado por um vale de R$ 2,50, os metais valem R$ 4,50, garrafas PET R$ 0,90 e assim por diante.

Foto: Divulgação
Lemos deixa claro que o projeto, coordenado pelo Departamento Municipal de Ação Social, é bancado inteiramente pela prefeitura, que não tem interesse em lucrar com a iniciativa. Todos os resíduos arrecadados são revendidos a uma empresa privada especializada em reciclagem, que se responsabiliza pela gestão e manufatura do lixo.
O município mineiro não possui sistema de coleta seletiva. Portanto, é essencial mobilizar a população para evitar que os materiais recicláveis sejam desperdiçados ou acabem ocupando espaço em aterros sanitários.

Foto: Divulgação
Lixo trocado por diversão
Outra forma usada pela prefeitura de Alpinópolis para coletar recicláveis são os eventos conhecidos como “Praça Viva”. Uma vez por mês alguma praça da cidade é transformada em um espaço de lazer e cultura. Como em todas as festas, esta também tem brincadeiras, barracas de comida e muitos brindes. O diferencial é que, ao invés de pagar com dinheiros, os participantes podem pagar as atrações com lixo, no mesmo esquema de troca usado nos vale-compras. Na última edição, realizada no início de maio, o evento arrecadou três toneladas de materiais, durante cinco horas de festa.

Foto: Divulgação
O próximo passo
A gestão adequada de resíduos tem sido uma ferramenta para promover a inclusão social e combater as desigualdades no município. Um projeto em estudo pelo Departamento Municipal de Ação Social, através da diretora Maria Cacília Vilela Santos, pretende usar este sistema também para oferecer alimentação saudável, tendo os recicláveis como moeda de troca.
O projeto foi apelidado de “Cozinha Popular”. A ideia é implantar na cidade um restaurante que ofereça marmitas com baixo custo e que permita que o pagamento seja feito com materiais recicláveis no lugar do dinheiro.Ciclovivo/Utopia Sustentável

sábado, 17 de janeiro de 2015

Compra de créditos pode impulsionar reciclagem


Nick Wheeler/Creative Commons



A transação é simples. A cada tonelada de material coletado, triado e vendido, o catador apresenta a nota fiscal de venda à Bolsa Verde* e recebe um crédito por esta comercialização. Este crédito tem um valor variável, dependendo do tipo de resíduo coletado – vidro, papel, plástico, etc. Empresas interessadas em cumprir as novas normas da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) podem comprar estes créditos e o valor é repassado ao catador. Desta maneira, a sociedade remunera as cooperativas pelos serviços ambientaisprestados e a empresa faz a sua parte.

Este é um mecanismo de negócio lucrativo para os dois parceiros: enquanto catadores recebem incentivo financeiro para continuar o trabalho de coleta seletiva ereciclagem de resíduos, empresas cumprem seu papel ao implementar a chamadalogística reversa de embalagens pós-consumo, ou seja, se tornarem responsáveis também por todo descarte que geram à sociedade com seus produtos, mesmo após a venda.

Para intermediar esta negociação, a Bolsa Verde do Rio de Janeiro - BVRio, uma associação sem fins lucrativos, desenvolveu o mercado de créditos de logística reversa. Já são mais de 100 cooperativas e 3.500 catadores cadastrados, espalhados por 15 estados brasileiros. Uma das principais metas da iniciativa é promover a emancipação econômica de catadores de resíduos.

A primeira negociação foi celebrada em abril deste ano e envolveu o Grupo Boticário e o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis. Para tal, foi utilizada a plataforma eletrônica da bolsa, a BVTrade.

A expectativa é que com este mecanismo o volume de créditos negociados chegue a 1.200 toneladas nos próximos meses. “Esta iniciativa é extremamente interessante e estratégica para concretizar a Política Nacional de Resíduos Sólidos”, afirmou Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente.

Outras empresas já se mostraram interessadas em negociar créditos na BVTrade, entre elas as Associações Nacional da Indústria de Biscoitos e a de Massas, Pães e Bolos (ANIB e ABIMA). A Bolsa Verde também opera um mercado de Créditos de Destinação Adequada de Pneus Inservíveis, assim como mercados florestais para cumprimento do novo Código Florestal Brasileiro.  Utopia Sustentável

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Banco Mundial estima que 4 milhões de latino-americanos vivem do lixo reciclado




SebastianMasa Banco Mundial estima que 4 milhões de latino americanos vivem do lixo reciclado
O argentino Sebastián Masa trabalhou mais de cinco anos em um lixão a céu aberto. Foto: V. Ojea
Um latino-americano produz em média entre um e 14 quilos de lixo por dia. Se fosse separado na fonte , aproximadamente 90% poderia ser reconvertido em combustível ou reciclado.
Uma das chaves para que milhões de pessoas na América Latina tenham um trabalho mais digno pode resumir-se em um ato tão simples como separar o lixo “reciclável” do “não-reciclável”.
Em todo o mundo cerca de 15 milhões de pessoas ganham a vida recuperando material reciclável no lixo. Destes, 4 milhões estão na América Latina, onde pelo menos 75% trabalham de forma insalubre, procurando em montanhas de lixo algo para vender. O denominador comum entre eles é as condições desumanas em que trabalham e vivem esses recuperadores informais.
Para o especialista em desenvolvimento social do Banco Mundial, Ricardo Schusterman, além das condições insalubres, há outros problemas relacionados a uma longa cadeia de intermediários, que resultam em exploração e crime.
A promoção de empregos alternativos, que envolva ou não o manuseio de resíduos sólidos, em combinação com programas de apoio social aparece como uma solução para evitar a exclusão social. Uma opção é conceber os recuperadores como empresários.
Na região existe um grande potencial econômico para desenvolver empresas que se dediquem à reciclagem. Um latino-americano produz em média entre um e 14 quilos de lixo por dia. Se fosse separado na fonte -ou seja, nas próprias casas onde os resíduos são descartados, aproximadamente 90% poderia ser reconvertido em combustível ou reciclado.
Exército Verde
“Os recuperadores são um exército verde, porque trabalham pelo planeta sem saber. Criaram um negócio onde o resto viu desperdício”, explica Albina Ruiz, que se define como lixóloga e atualmente preside a Cidade Saudável, uma associação que busca uma mudança de atitude em relação ao problema do lixo sólido e que treinou e formalizou mais de 11.500 catadores no Peru.
Para reverter esse quadro, em toda a América Latina surgiram associações e cooperativas na busca de condições dignas de trabalho e de maior rentabilidade, seja por meio da coleta porta a porta ou em fábricas de separação.
De acordo com especialistas, existem aspectos centrais para melhorar a vida dos recuperadores. Um deles é a separação na origem que facilita a vida dos recicladores.
Tanto o Peru quanto o Brasil têm leis explícitas que exigem a inclusão social dos trabalhadores informais, como parte da modernização dos sistemas de resíduos sólidos. Outros países da região, como a Colômbia, apresentam projetos de lei em tramitação.* Publicado originalmente no site ONU Brasil.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

10 grandes aeroportos do Brasil vão reciclar 100% de seus resíduos sólidos




Por meio de um contrato firmado com a empresa de sustentabilidade Coletiva, a Infraero lança uma iniciativa que destinará à reciclagem 100% dos resíduos sólidos gerados nos terminais de passageiros de dez dos mais movimentados aeroportos que administra no Brasil. São passageiros de aviões, integrantes de tripulações, trabalhadores em estabelecimentos de comércio e de serviços, funcionários e todos os demais que transitam nos saguões de check-in, halls, terminais de embarque e desembarque, áreas de acesso às aeronaves, além de entradas e saídas dos aeroportos.
Ao todo, a Coletiva instalou 989 coletores equipados com painéis publicitários no Aeroporto de Congonhas (SP), no Aeroporto Internacional do Recife, no Aeroporto Internacional de Fortaleza, no Aeroporto Internacional de Salvador, no Aeroporto Santos Dumont (RJ), no Aeroporto Pampulha (BH), no Aeroporto Internacional de Cuiabá, no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes/Manaus, no Aeroporto Internacional de Curitiba e no Aeroporto Internacional de Porto Alegre. Quase 70 milhões de pessoas passaram por esses dez aeroportos em 2013, segundo dados da Infraero, que também administra outros 50 aeroportos no Brasil. O contrato com a Coletiva é válido até o ano de 2024.
Com a parceria firmada, a Infraero se posiciona como uma das pioneiras entre as empresas públicas nacionais a se adequar à Lei Federal 12.305/10, que determina que, até o início de 2015, todas as corporações – públicas ou privadas – deverão dar um destino sustentável aos resíduos sólidos recicláveis que são gerados em suas dependências.
A meta principal dessa lei é conseguir dar fim aos famigerados “lixões” de todo o Brasil. O trabalho da Coletiva para a Infraero inclui ainda o gerenciamento e a destinação dos resíduos recicláveis às cooperativas de catadores, promovendo a inclusão destas comunidades, que constituem importante pilar no desenvolvimento da sustentabilidade. Diariamente as cooperativas também informam o volume de resíduos entregues a elas, tornando possível a mensuração do impacto do projeto.
Tal característica faz com que a Infraero cumpra também a “Logística Reversa” estipulada pela Lei 12.305/10, pois as 2,5 toneladas de resíduos sólidos coletados diariamente (ou 75 toneladas por mês) nos dez aeroportos incluídos no programa serão encaminhados a 16 cooperativas de catadores como doação. Ou seja, além de contribuir para a educação ambiental, com os coletores, e dar a correta destinação aos resíduos recicláveis, a Coletiva também proporciona um benefício social ao doar essas toneladas de resíduos para cooperativas que atuam com reciclagem, fato que gera mais empregos, melhoria da renda e potencializa a capacidade de profissionalização de quem trabalha ali. Ciclovivo/Utopia Sustentável

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Marca norte-americana fabrica roupas usando apenas o que iria para o lixo






A marca norte-americana Dirtball se especializou na fabricação de roupas feitas com material reciclado. As coleções contam com camisetas, camisas, bermudas, calças, blusas, meias, bonés e jaquetas feitos, principalmente, a partir de garrafas plásticas que iriam para o lixo, poliéster e algodão reciclados.
As camisetas, por exemplo, são fabricadas a partir de sete garrafas plásticas. Bonés e gorros impedem que, pelo menos, quatro garrafas sejam descartadas. A lista segue, sempre tendo como premissa o reaproveitamento do material que é constantemente destinado a lixões.

Foto: Divulgação
A marca garante que o tecido obtido do plástico é muito durável, até mais do que o algodão comum. Além disso, o impacto ambiental da opção é reduzido drasticamente. A cada cem mil camisetas básicas fabricadas, a empresa consegue poupar 916 mil litros de água limpa, em comparação aos processos fabris convencionais.

Foto: Divulgação
Outro fator destacado pela Dirtball é a poluição normalmente gerada durante o plantio do algodão, uma cultura que chega a consumir 60% dos inseticidas comercializados nos Estados Unidos. Sem contar a quantidade de água necessária para o processo tradicional, em que são necessários 22 mil litros de água para produzir um quilo de algodão.
A grande novidade da marca é uma jaqueta de inverno, feita com 50 garrafas plásticas. O modelo ainda não está disponível, mas os interessados podem apoiar o projeto através de financiamento coletivo, noKickstarter. Quem doar US$ 150 dólares já garante uma jaqueta de PET logo na primeira leva.

Foto: Divulgação
Outro item interessante no catálogo é um sistema de desconto para os clientes que comprar as bermudas de PET. Quando a peça fica muito desgastada, o cliente pode enviá-la de volta à empresa e ter um desconto de 20% na compra da próxima bermuda. Assim, a Dirtball recicla a malha antiga para fabricar um shorts novo.

Foto: Divulgação
Redação CicloVivo

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Os negócios que vêm do lixo




shutterstock logisticareversa 300x153 Os negócios que vêm do lixo
Foto: shutterstock
A coleta seletiva e a reciclagem patinam em grande parte das cidades brasileiras, não vão dar certo enquanto não existirem cadeias de negócios baseadas em matérias-primas recicladas.
A urbanista Raquel Rolnik publicou recentemente umartigo mostrando o que acontece com a coleta seletiva e a reciclagem na cidade de São Paulo, a mais populosa do país e a que mais gera resíduos, de todas as classes, recicláveis ou não. Ela aponta que a cidade tem 46% de domicílios servidos por coleta seletiva, no entanto apenas 2% dos resíduos são de fato reciclados. Essa é uma realidade que em maior ou menor grau se espraia por todas as cidades brasileiras, apesar de coleta seletiva e reciclagem estarem previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos, de dezembro de 2010 (depois de 20 anos dormitando no Congresso), e que tem 2014 como prazo para a eliminação completa dos lixões e implantação de aterros sanitários em todo o país.
Minha opinião é que nada disso vai dar certo se não houver, também, um esforço consistente para a geração de novos produtos e negócios com base em matérias-primas obtidas a partir da separação dos resíduos coletados, seja em residências ou em empresas. Negócios capazes de gerar inovação, empregos e renda a partir do uso de materiais que podem ser obtidos a partir da mineração dos resíduos gerados pela atividade humana.
O primeiro desafio que se impõe é a necessidade de que esses negócios sejam espalhados por todo o país, uma vez que transportar resíduos por longas distâncias pode tornar o custo da operação incompatível com qualquer negócio. Então, será preciso envolver não apenas cooperativas de recicladores em todo o país (capazes de coletar, separar e dar destinação adequada a cada classe de resíduo), mas também fomentar o empreendedorismo para a formação de milhares de pequenas empresas que utilizem esses materiais para a produção de uma miríade de produtos que satisfaçam as mais diversas necessidades da sociedade.
Isso não acontecerá de forma espontânea, será preciso um planejamento e um esforço coordenado de empresas, governos, universidades, institutos de pesquisa e organismos financeiroscapazes de produzir inovações, design e modelos de negócios viáveis e espalha-los por todo o Brasil. Desta forma não apenas as principais questões relativas aos resíduos podem ser encaminhadas, como também haverá muito mais oportunidades de negócios e empregos à disposição da sociedade.
Já existem iniciativas na direção de transformar lixo em matéria-prima para produtos de bom valor econômico e alto benefício social. Um exemplo interessante é o desenvolvimento de produtos a partir da reciclagem de embalagens longa-vida. Hoje já existe no mercado telhas e uma série de tipos de painéis feitos a partir da reciclagem desses materiais, com grande vantagem frente a materiais tradicionais no mercado. Para se chegar a esse formato de produto e negócio a Tetra Pak, maior empresa global de embalagens longa-vida apostou no desenvolvimento de tecnologias e apoio às cooperativas de catadores e produtores de telhas e placas. “O resultado foi a criação de um mercado novo, algo que não existia antes e que a demanda é ainda bem maior do que a capacidade de oferta”, explica Fernando Von Zuben, diretor de meio ambiente da empresa.
A inovação neste caso foi planejada e não veio apenas porque a empresa é boazinha, mas também porque ela deve ser responsável pelos resíduos que coloca no mercado.  Centenas de pequenas empresas estão sendo criadas em todo o Brasil para o aproveitamento dessa matéria-prima com bons resultados nos negócios.  Outros materiais tem mais valor e, por isso, são mais demandados, é o caso das latas de alumínio, onde o Brasil detém recordes de reciclagem. Vidros e PETs estão entrando nessa linha de materiais com valor comercial, mas ainda em escala insuficiente para cumprir as metas da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
A chave para a solução dos resíduos está basicamente em dois vetores, a redução na produção de resíduos e a inovação na geração de novos produtos e negócios a partir dos resíduos coletados. Sem isso a coleta seletiva simplesmente vai fazer com que as prefeituras tenham de manter imensos depósitos de materiais recicláveis que não serão reciclados por falta de uma cadeia de negócios que os utilize. (Envolverde)

sábado, 1 de fevereiro de 2014

A armadilha do PET


Foi na última semana, quando uma amiga me enviou uma foto de seu quintal de permacultura, e com orgulho ela escreveu: "Olha estou reciclando garrafas de PET, utilizando no viveiro para as minhas plantinhas." A minha amiga se acha ecologicamente correta e consciente, mas sem querer ela entrou na armadilha da grande indústria do plástico e do petróleo.

Por anos, incontáveis de workshop de reciclagem ensinaram aos brasileiros, criancinhas, adultos, idosos, donas de casa, comunidades carentes e povos indígenas, a maravilha de “reciclar” garrafas PET. As garrafas de PET usadas passam então a servirem para várias coisas. Vasos para plantas, brinquedos, bijuterias, árvores de Natal, móveis ou qualquer coisa inimaginável. Paralelo a isso, foi criado um mercado de roupas com malha PET, identificada como ecologicamente correta. Camisas caríssimas porque salvam o Planeta, diz a propaganda.
Uma mentira que só virou verdade nesta sociedade do século 21, porque foram repetidas milhares vezes. A realidade é essa: O uso de uma garrafa PET velha no seu quintal ou em forma de roupa, ou como um “telhado verde”, não é reciclagem e nem preserva o meio ambiente. Reciclagem é quando uma garrafa PET velha vira uma garrafa PET nova, como é feito com as garrafas de vidro. Só assim o uso da matéria prima, o petróleo, e o gasto de energia estarão reduzidos. Mas o que acontece com a PET, na realidade, é o contrário disso. A garrafa PET na prática mundial não vira uma nova garrafa PET. A garrafa velha vira um outro produto, um processo que internacionalmente recebeu o nome “Downcycling”.
Ao contrário do vidro, a PET não pode ser reutilizada na linha de produção original e o seu processo de reciclagem de verdade é ainda caro e complicado. Por isso a indústria de embalagens prefere utilizar matéria prima para seus produtos e inventou a propaganda da PET-Recicling.
Novos mercados para o lixo de PET foram criados que de fato estão estimulando a produção de novas garrafas PET à base da matéria prima petróleo. Por exemplo, o novo mercado de Eco-Camisas, Eco-Bolsas ou Eco-mochilas de PET, precisa de produção de novas garrafas de PET à base da matéria prima. E isto é um ato contra a sustentabilidade, contra o meu ambiente e contra a nossa própria saúde.
Pior: ao contrário das fadas da propaganda da indústria química, a produção de PET nem é fácil ou limpa. Além do uso de petróleo, também várias substâncias tóxicas são necessárias ou são criadas durante o processo. Por exemplo, a indústria está usando trióxido de antimônio no processo de fazer PET. Mas antimônio é um metal pesado venenoso e pode criar câncer. “A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) classifica o trióxido de antimônio no Grupo 2B – possivelmente carcinogênico para o ser humano.”
A substância orgânica Bisfenol-A (BPA) é um outro grande vilão na produção de garrafas de plástico e de outras embalagens. Esta substância de fórmula (CH3)2C(C6H4OH)2 é um estrogênio sintético e pode causar câncer e infertilidade. Já foi provado há anos que o Bisfenol-A pode contaminar os líquidos dentro das garrafas de PET ou de outros plásticos.
Quem compra garrafas de PET e as usam no seu quintal como um viveiro ou quem cria um sofá de PET ou bijuterias, também está responsável pela continuidade do uso do petróleo, pela mineração de antimônio e seus efeitos danificadores e pela contaminação do meio ambiente com substâncias tóxicas e cancerígenas.
O mundo não precisa de garrafas, camisas ou viveiros de PET. Vidro é o melhor material para guardar qualquer bebida, inclusive a água. As garrafas de vidro podem ser reutilizadas centenas de vezes. E o material de vidro pode ser reciclado sem fim. O próprio vidro é a melhor matéria prima para fazer vidro.
Fonte: EcoDebate.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Rapidinhas sustentáveis

Bancos querem cortar crédito de empresas que não respeitem o meio ambiente
Não é fácil colocar um valor em uma floresta, um rio limpo, ou no ar não poluído, mas é isso que um grupo dos maiores bancos mundiais está tentando fazer.
Eles concordaram que a forma como o atual sistema econômico usa, e muitas vezes destrói, o meio ambiente sem pagar para fazê-lo não é sustentável.
Os bancos também estão preocupados pois algumas companhias estão usando recursos naturais muito rapidamente, sem pensar em seu próprio futuro, e muito menos no do planeta, que entrará em colapso. Eles querem uma forma de alertá-los e, em última análise, de retirar o crédito a menos que as companhias ‘consertem’ seus caminhos. por Paul Brown, do Climate News Network
Rio lança pacto da reciclagem para ampliar coleta seletiva
Rio de Janeiro – A Secretaria Estadual do Ambiente (SEA) lançou na manhã de ontem (02) o Pacto da Reciclagem para estimular a redução e a reutilização de resíduos. O programa reúne diversos projetos direcionados ao reaproveitamento de resíduos sólidos no estado. Entre os objetivos da iniciativa, está o fortalecimento da cadeia de reciclagem e o tratamento adequado de lixo.
De acordo com o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, a principal meta é que o índice da coleta seletiva, que atualmente está em aproximadamente 3%, chegue a 10% até o ano que vem. Segundo Min, o Rio de Janeiro é o estado mais avançado quando se trata da extinção de lixões e cerca de 92% dos resíduos sólidos no estado são encaminhados para aterros sanitários – apenas 8% vão para lixões. por Redação da Agência Brasil

Cadê Amarildo?
Hoje faz 60 dias que Amarildo foi levado para dentro da UPP da Rocinha por policiais militares e de lá desapareceu.
Com a palavra o Governador Sérgio Cabral