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quarta-feira, 27 de maio de 2015

34 mil moradores de SP trocam recicláveis por desconto na conta de luz






O projeto de coleta de materiais recicláveis da AES Eletropaulo “Recicle Mais, Pague Menos” comemora dois anos no mês de maio. Por meio desse programa, os moradores de São Paulo podem trocar materiais recicláveis por desconto na conta.
Neste período, 2,7 mil toneladas de resíduos recicláveis foram recebidas, o que representa uma redução nas emissões de sete toneladas de gás carbônico (CO2). Esse total corresponde a aproximadamente uma economia de 11 MWh de energia elétrica, o que se compara ao abastecimento de uma cidade como Juquitiba, na grande São Paulo, por dois meses.

Foto: Reprodução/Youtube
Já somam oito pontos de coleta ao da Vila Guacuri, primeiro da iniciativa na capital. Ao todo, são cerca de 34 mil clientes cadastrados, que podem chegar a zerar a conta de luz por meio do projeto.

Foto: Reprodução/Youtube
Até o momento, cerca de R$ 168 mil de bônus na conta foram concedidos aos clientes. “Além de obter desconto na fatura, engajamos a população a contribuir com o meio ambiente. O material reaproveitado também reduz o processo industrial e, por isso, gera economia de energia”, afirma Luciana Alvarez, gerente de Sustentabilidade e Gestão da Marca da AES.
Como funciona o Recicle Mais, Pague Menos
Os interessados devem se cadastrar em qualquer um dos pontos de coleta para receber o cartão personalizado. Ao levar os resíduos separados para o local, o material é pesado e precificado, de acordo com a tabela praticada pelo mercado de reciclagem, e o valor vira desconto na conta de luz. Os participantes recebem na hora um comprovante com a quantia que será abatida na próxima fatura de energia elétrica. Não há limite para o desconto – assim, se a pesagem dos resíduos superar o valor consumido de energia, por exemplo, o crédito restante vai virar desconto na fatura seguinte.

Foto: Reprodução/Youtube
Saiba onde estão os pontos do Recicle Mais, Pague Menos:
- São Paulo (Capital)
Universidade Mackenzie: Rua da Consolação, 1.000.
Horário de funcionamento: Segunda à sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h.
Jaguaré: Rua Floresto Bandecchi, 156, na Sociedade Benfeitora Jaguaré.
Horário de funcionamento: Segundas, quartas e sextas, das 09h às 12h30 e das 13h30 às 16h.
Águia de Haia: Av. Águia de Haia, 2636, no Assaí Atacadista.
Horário de funcionamento: terça à sábado, das 10h às 13h e das 14h às 17h.
Guaianases: Estrada Dom João Nery, 4.031, no Assaí Atacadista.
Horário de funcionamento: terça a sábado, das 10h às 13h e das 14h às 17h.
Heliópolis: Rua Coronel Silva Castro, altura do n° 202.
Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 09h às 12h30 e das 13h30 às 16h.
São João Clímaco: Rua São João Clímaco esquina com a Rua Luís Abodanza.
Horário de funcionamento: terças e quintas, das 09h às 12h30 e das 13h30 às 16h. Aos sábados, das 9h às 12h30h.
Vila Guacuri: Rua Joaquim Forzano, em frente ao número 50.
Horário de funcionamento: segunda à sexta, das 09h às 12h30 e das 13h30 às 16h.
Aos sábados das 9h às 12h30.
Jardim Patente: Av. Patente, 193, dentro do Condomínio Habitacional São Caetano*
Horário de funcionamento: segunda, quarta e sexta, das 9h às 12h30 e das 13h30 às 16h.
*Acesso exclusivo para os moradores do condomínio.
- São Paulo (Região Metropolitana)
 Barueri (SP): Av. Marginal Direita (s/n), no Jardim Paulista, ao lado da UBS.
Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 09h às 12h30 e das 13h30 às 16h.
Ciclovivo/Utopia Sustentável

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Cidade em MG troca materiais recicláveis por vale-compras





A cidade de Alpinópolis, no interior de Minas Gerais, encontrou um jeito criativo para driblar a falta de coleta seletiva e ainda incentivar a população a reciclar. Através do projeto “Ventania e Cidadania”, os moradores podem levar seus resíduos recicláveis a uma central e trocá-los por vale-compras.
Em entrevista ao site CicloVivo, Carlos Fernando Lemos, gestor local do Bolsa Família, explicou que a iniciativa surgiu em 2011, inspirado pelo exemplo de uma cidade vizinha, que já aplicava um sistema semelhante. Desde então, a população local tem abraçado a ideia e se beneficiado pelo projeto.
A cidade, que conta com quase 19 mil habitantes, arrecada mensalmente através do programa uma média de cinco mil toneladas de materiais recicláveis. Para participar é muito simples. O cidadão precisa apenas levar o lixo reciclável até o posto de coleta e fazer a troca. Quem já leva todos os materiais separados tem direito a um vale maior, mas também é possível entregar todos os resíduos misturados. Os cupons podem ser usados para fazer qualquer tipo de compra mercado localizado na própria central. Os valores dos tickets variam de acordo com o material entregue. Um quilo de alumínio, por exemplo, é trocado por um vale de R$ 2,50, os metais valem R$ 4,50, garrafas PET R$ 0,90 e assim por diante.

Foto: Divulgação
Lemos deixa claro que o projeto, coordenado pelo Departamento Municipal de Ação Social, é bancado inteiramente pela prefeitura, que não tem interesse em lucrar com a iniciativa. Todos os resíduos arrecadados são revendidos a uma empresa privada especializada em reciclagem, que se responsabiliza pela gestão e manufatura do lixo.
O município mineiro não possui sistema de coleta seletiva. Portanto, é essencial mobilizar a população para evitar que os materiais recicláveis sejam desperdiçados ou acabem ocupando espaço em aterros sanitários.

Foto: Divulgação
Lixo trocado por diversão
Outra forma usada pela prefeitura de Alpinópolis para coletar recicláveis são os eventos conhecidos como “Praça Viva”. Uma vez por mês alguma praça da cidade é transformada em um espaço de lazer e cultura. Como em todas as festas, esta também tem brincadeiras, barracas de comida e muitos brindes. O diferencial é que, ao invés de pagar com dinheiros, os participantes podem pagar as atrações com lixo, no mesmo esquema de troca usado nos vale-compras. Na última edição, realizada no início de maio, o evento arrecadou três toneladas de materiais, durante cinco horas de festa.

Foto: Divulgação
O próximo passo
A gestão adequada de resíduos tem sido uma ferramenta para promover a inclusão social e combater as desigualdades no município. Um projeto em estudo pelo Departamento Municipal de Ação Social, através da diretora Maria Cacília Vilela Santos, pretende usar este sistema também para oferecer alimentação saudável, tendo os recicláveis como moeda de troca.
O projeto foi apelidado de “Cozinha Popular”. A ideia é implantar na cidade um restaurante que ofereça marmitas com baixo custo e que permita que o pagamento seja feito com materiais recicláveis no lugar do dinheiro.Ciclovivo/Utopia Sustentável