segunda-feira, 30 de setembro de 2013

IPCC: aquecimento global é inequívoco

IPCC: aquecimento global é inequívoco
Rio de Janeiro, Brasil, 30/9/2013 – Em meio a rumores de que o aquecimento global se deteve nos últimos 15 anos, o novo informe do Grupo Internacional de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC) indica que as três últimas décadas foram, sucessivamente, mais quentes do que qualquer outra desde 1850. O Resumo para Responsáveis por Políticas do informe do Grupo de Trabalho I – Bases de Ciência Física, foi divulgado no dia 27, em Estocolmo, na Suécia.
O texto completo, sem edições, será conhecido hoje e constitui o primeiro dos quatro volumes do Quinto Informe de Avaliação do IPCC. O aquecimento é “inequívoco”, afirma o IPCC. “A atmosfera e o oceano esquentam, a quantidade de neve e gelo diminui, o nível do mar sobe e as concentrações de gases-estufa aumentam”, destaca o estudo.
A humanidade deverá se decidir a deixar grande parte dos combustíveis fósseis – responsáveis pela emissão de gases que esquentam a atmosfera – e passar para outras formas de energia renovável. Tecnicamente, é possível, falta uma opção consciente de todos os países. Essa transição tem um custo, mas que é cada vez menor do que o estimado há 15 anos. O problema não é a tecnologia, mas a decisão política. (IPS) 

Cidades mais sustentáveis: um imperativo, não uma opção

A elaboração e a implementação de projetos de cidades sustentáveis e mobilidade urbana têm se tornado tão importantes para o debate do desenvolvimento no mundo que não é mais possível tratar o tema apenas como uma opção a ser considerada, afirmou nesta quinta-feira (26) Jorge Chediek, coordenador residente do Sistema ONU no Brasil e representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil.
Em seminário no Rio de Janeiro, Chediek afirmou que a situação do debate mudou após a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Para ele, falar em cidades sustentáveis “não é uma opção, é um imperativo”. Por redação ONU Brasil
Cadê Amarildo?
Hoje faz 76 dias que Amarildo foi levado para dentro da UPP da Rocinha e de lá desapareceu.  Até agora seus assassinos não foram sequer indiciados.
Com a palavra o Governador Sérgio Cabral.


sábado, 28 de setembro de 2013

Brasil é o 34º país mais eficiente em energia do mundo


O Brasil é o 34º país com o sistema de energia elétrica mais eficiente no mundo, segundo levantamento feito pelo Conselho Mundial de Energia (WEC, na sigla em inglês). Na edição 2013, o Índice de Sustentabilidade Energética avaliou o desempenho de mais de 100 países em três quesitos - segurança energética, equidade no acesso à luz e redução do impacto ambiental. O desafio é ter um sistema elétrico confiável, de alta qualidade e baixo custo econômico e ambiental.

O estudo sugere que o Brasil deve explorar melhor as possibilidades apresentadas pela biomassa, incluindo a cana de açúcar e as reservas do pré-sal. "Ambos irão impactar a segurança energética do país positivamente e mudar o papel do país no mercado global de energia", diz o texto, destacando em seguida a necessidade de se avaliar melhor os efeitos sobre o meio ambiente e trabalhar para reduzir os riscos. 
Fonte: Exame

Cadê Amarildo?

Hoje faz 74 dias que Amarildo foi levado para dentro da UPP da Rocinha e de lá desapareceu.  A sociedade ainda aguarda o indiciamento de todos os envolvidos no assassinato do pedreiro e a conseqüente prisão por muitos e muitos anos.

É o que esperamos que aconteça para servir de exemplo e inibir esta prática tão corriqueira em nossas comunidades. 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O hiperconsumismo do capitalismo global está nos matando

Além de ser uma autora e analista de renomado prestígio, Naomi Klein é, sobretudo, uma repórter. Em uma entrevista concedida a Alternet, a autora se referiu às investigações que realizou durante os últimos anos a respeito dos Big Green, as organizações ecologistas que formam parte do problema que desejam evitar e cujo relatório será dado a conhecer (em forma de filme e de livro) em 2014.
Para Klein, se tratou de uma “progressão natural” o passar de escrever sobre a capitalização do desastre em ‘The Shock Doctrine’ a escrever sobre a mudança climática: “Globalizamos completamente um insustentável modelo econômico de hiperconsumismo. Agora se dissemina exitosamente pelo mundo e está nos matando.”
Acontece que, segundo Klein, os grupos que deveriam servir como um contrapeso ao abuso corporativo e à cegueira governamental em assuntos sobre o meio ambiente estão reproduzindo as mesmas práticas elitistas dos grupos de poder. Além disso, não parece ser que, depois de uma década de vigiar muito de perto a mudança climática, tais grupos tenham conseguido fazer alguma diferença:
“Não só as emissões [de contaminantes] aumentaram, mas temos um montão de estafas para apontar… Acho que é uma questão importante o porquê os ‘grupos verdes’ decidiram desestimar a ciência em suas conclusões lógicas”, pois analistas como Kevin Anderson e Alice Bows “andaram dizendo, ao menos durante uma década, que chegar à redução de emissões que necessitamos no mundo desenvolvido não é compatível com o crescimento econômico.”
As verdadeiras causas da contaminação não se resolvem fazendo que as pessoas comprem somente coisas orgânicas ou “verdes”, mas atendendo ao modelo ao qual o capitalismo global nos marginalizou e a como podemos detê-lo. Parte da solução para Klein é que “se o movimento ambientalista decidiu lutar, deveriam deixar de lado seu status de elite”, coisa que não se permitiram. “Acho que isso é grande parte da razão pela qual as emissões estão como estão.”
Mas nem tudo está perdido. Sem apontar falsas esperanças, Klein valoriza o trabalho de muitos grupos ambientalistas, especialmente na Europa, os quais convocam os Estados Unidos a que não tratem de “ajeitar” seu sistema falido de emissões de carbono, “mas que de fato o abandone e comece a pensar em deter as emissões no país, em lugar de continuar com esta fraude. Penso que é o momento em que nos encontramos agora. Não temos mais tempo a perder com estas fraudes que são muito astutas, mas que não funcionam.”* Tradução: Liborio Júnior.Naomi Klein

Cadê Amarildo?
Hoje faz 73 dias que Amarildo foi levado para dentro da UPP da Rocinha por policiais militares e de lá desapareceu? 
E finalmente, também, depois de muita pressão, o Estado vai indiciar os policiais militares que comandaram a estúpida operação.  Resta saber se o ex-comandante daquela UPP será indiciado.
A mobilização deve continuar até termos certeza da punição dos culpados para que absurdos como esse não voltem a ocorrer.