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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Pachauri apoia jovens nos processos decisórios da COP21



Entrevista 2 Pachauri apoia jovens nos processos decisórios da COP21
Na terceira parte da entrevista exclusiva concedida ao final da COP20, o presidente do IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, Rajendra Pachauri, afirmou que vai solicitar ao líder da COP21 a estruturação de um evento específico para garantir a participação dos jovens nos processos decisórios no ano que vem. A demanda formulada pelas coordenadoras da ONG Engajamundo — que entrevistaram Pachauri em nome da Envolverde — dá à juventude brasileira a condição de protagonista da cúpula decisiva em Paris. Ele falou também sobre a posição do IPCC em relação aos conflitos que têm origem nas disputas por recursos naturais e ameaçam a paz em vários países do mundo. Veja no vídeo produzido pela Envolverde em cooperação com Engajamundo, Viração e Urucum​.  Ciclovivo/Utopia Sustentável

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Jovens são parte essencial na luta contra as mudanças climáticas




shutterstockjovens 1024x682 Jovens são parte essencial na luta contra as mudanças climáticas
Foto: Shutterstock

Em dezembro, a cidade de Lima, no Peru, recebe mais uma edição da Conferências das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – a COP20. No encontro, negociadores representantes de 193 países voltam a debater os rumos de um novo tratado com medidas a curto, médio e longo prazo para frear as emissões de gases de efeito estufa – GEE – os causadores do problema do clima.
O Brasil, mais uma vez marca presença com um papel de destaque, já que hoje o país figura entre os 10 maiores emissores do planeta. No entanto, a participação juvenil nesses espaços ainda é pequena, o que faz com que a delegação brasileira seja basicamente compostas por representantes de governos e empresas, preocupados com os impactos diretos que as decisões tomadas na COP podem causar na economia e nos modelos de produção.
Para mudar esse cenário da participação brasileira nas COPs, o Engajamundo tem feito capacitações para acompanhar as conferências internacionais, ficar de olho em tudo o que o governo assina nesses espaços (o que não é pouca coisa) e trabalhar com lobby e advocacy na intenção de cobrar que os governantes coloquem em prática o que assumiram no exterior e levem em conta o ponto de vista da juventude.
Além das capacitações, A ONG está planejando levar sua equipe para Lima para representar a juventude nas negociações. Para isso, criou uma campanha de crowdfunding para alcançar a meta de levar uma delegação de 12 jovens à COP20. Envolverde/Utopia Sustentável

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Papa fez História, mas não falou de sustentabilidade


papa4 300x203 Papa fez História, mas não falou de sustentabilidade
Foto: L’Osservatore Romano
Foi uma visita arrebatadora.
O Papa endereçou mensagens pontuais a diferentes segmentos da sociedade ao longo de toda a Jornada Mundial da Juventude.
Instigou os jovens a irem para as ruas e “fazerem confusão”, em defesa dos espaços que precisam ser ocupados por eles na sociedade.
“Sejam revolucionários. Tenham a coragem de seguir contra a corrente. De serem felizes”.
No dia dos avós, abençoou os mais velhos e criticou a exclusão a que são submetidos.
Na favela de Varginha, lembrou da generosidade de quem é pobre quando se põe “mais água no feijão”.
Em Copacabana, fez uso de outra expressão idiomática tupiniquim ao recomendar que se “bote fé, bote esperança e bote amor!”.
No Theatro Municipal, defendeu a reabilitação da política, considerada por ele uma das formas mais altas de caridade, e o diálogo permanente entre as partes conflitantes: “Entre a indiferença egoísta e o protesto violento, há uma opção sempre possível: o diálogo”.
No Sumaré, criticou o “clericalismo” e convidou o corpo da Igreja a sair da zona de conforto em favor dos necessitados e ir para as ruas.
Em resumo: o Papa disse a que veio e marcou novas e importantes posições em seu recém-inaugurado pontificado.
Revelou-se um pastor antenado com as demandas de seu tempo.
Mas para um Papa chamado “Francisco”, inspirado no poverello de Assis – o padroeiro da Ecologia – esta teria sido uma ótima oportunidade de mencionar em algum momento da Jornada a maior crise ambiental da História da Humanidade.
Não apenas por este ser um assunto de interesse da maioria dos jovens, mas principalmente pelo fato de que esta crise afeta diretamente os mais pobres.
São os pobres, miseráveis e excluídos os que mais sentirão os efeitos da escassez de água doce e limpa, da desertificação do solo, das mudanças climáticas e seus efeitos devastadores (eventos extremos, elevação do nível do mar, mudança do ciclo das chuvas, etc).
De forma indireta, o Papa defendeu questões caras ao ambientalismo quando condenou o consumismo, a cultura do descartável e do perecível, escolheu carros mais simples como meio de transporte, recebeu índios no palco do Theatro Municipal e, num gesto de simpatia, até trocou o solidéu por um cocar.
Mas, para o primeiro Papa Francisco da História da Igreja, é enorme a expectativa de que a sustentabilidade passe a estar presente de forma direta no discurso, fecundando a palavra que orienta e esclarece multidões.
Único país do mundo com nome de árvore, potência megabiodiversa, o Brasil seria o lugar ideal para que em algumas palavras, Francisco relembrasse o quanto a espécie humana depende visceralmente de um meio ambiente saudável e resiliente.
O sistema condenado pelo Papa é aquele que discrimina os mais jovens, os mais velhos e os índios, e exclui os que não têm dinheiro. Trata-se do mesmo sistema que dilapida os recursos naturais como se não houvesse amanhã, arruinando o nosso futuro comum.
Uma coisa está relacionada à outra.
Francisco tem um pontificado inteiro pela frente para a operação-desmonte desse sistema. Que aquele que lhe empresta o nome o abençoe e proteja.
* André Trigueiro