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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Ocupa Curitiba Cabral


Com base na delação da cúpula da Construtora Andrade  Gutierrez, já homologada pela justiça, o ex-governador Sérgio Cabral amealhou verdadeira fortuna com o chamado “legado olímpico”.  É possível que tenha entendido que o legado era próprio.  É que segundo os colaboradores, Cabral cobrava 5% das empreiteiras participantes dos consórcios.

Segundo Rogério de Sá e Clóvis Primo, além das obras do Maracanã, terraplenagem do Complexo do Comperj, Arco Metropolitano e a urbanização de favelas em Manguinhos, Cabral recebia, ainda, como adiantamentos por obras futuras mesada de R$350 mil, nada mal.  Ele se diz indignado.  E nós “PÊ”da vida, governador.

Observando o movimento de ocupação das escolas públicas do Rio de Janeiro, promovido inicialmente pelos estudantes do Colégio Mendes de Moraes, em 21 de março, impossível não ligar o fato à penúria que passa a educação de nosso Estado. 

Hoje, passados cinquenta e seis dias e 83 unidades ocupadas, é forçoso admitir que as várias pautas reivindicativas seriam plenamente alcançáveis e nada absurdas de serem cumpridas caso o dinheiro supostamente surrupiado pelo guloso ex-governador estivesse no caixa daquela Secretaria de Estado.


O lado bom disso tudo é que os jovens, escaldados por junho de 2013, começam a arregaçar as mangas e, democraticamente, atuar de forma decisiva na resolução de seus problemas. Da forma mais primitiva de fazer política, estão indo à luta  sem esperar partidos, entidades de classe, sindicatos, ONGs, ninguém.  O fato pode não parecer, mas é de um simbolismo importante.  O movimento de ocupação de escolas, que está se alastrando além-fronteiras tupiniquins chegando ao Paraguai, pode ser um sinal dos tempos.  Demonstra, também, o cansaço e o esgotamento do sistema atual na resolução de problemas.  E faz o poder colocar as barbas de molho.  Quem dera servisse como ponto de partida para tantas outras reivindicações Brasil afora. 

Por aqui fica a torcida para que um tal juiz Moro, tão atuante até o último dia 17 de maio, reapareça e volte a distribuir convites vip’s para a bela e aconchegante capital paranaense.  Temos a certeza de que, mesmo tendo uma quedinha por Paris, nosso requintado ex-governador ia adorar conhecer Curitiba.


Abraços Sustentáveis

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Cidades mais sustentáveis.  As mudanças na iluminação pública

A administração da iluminação de vários municípios, hoje, normalmente é realizada pela concessionária de energia que presta o serviço na região que atua e o município paga pelo serviço. 
A partir de 2014, cada cidade terá autonomia para escolher o modelo que melhor atende suas necessidades.  Essa mudança abre espaço para uma ampla discussão de como podemos ter cidades mais inteligentes e sustentáveis, abrindo espaço para a possibilidade de prefeituras discutirem novos modelos de gestão inteligentes e melhor qualidade da iluminação para a população, o que se traduz em maior segurança e aumento da atratividade de áreas da cidade durante a noite.


Nova iluminação da Câmara Municipal de Piraí não polui o meio ambiente

A Câmara de Piraí aprovou projeto de lei que dispõe sobre a criação de locais com recipientes para recolhimento e descarte de pilhas, baterias, aparelhos celulares, lâmpadas fluorescentes ou assemelhadas.  Já pensando no processo de ter uma iluminação que não agrida o meio ambiente, o presidente da Câmara, Widen Vieira, autorizou a troca das lâmpadas por tubos Led.  A mudança vai afetar também os cofres da Casa, pois o custo-benefício é muito maior. Folha Vale do Café

Cadê Amarildo?

Hoje faz 62 dias que Amarildo foi levado para dentro da UPP da Rocinha por policiais militares e de lá desapareceu.

Com a palavra o Governador Sérgio Cabral

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Onde está Amarildo?

Hoje faz 28 dias que Amarildo foi levado para a UPP da Rocinha por policiais militares e de lá desapareceu.
Com a palavra o Governador Sérgio Cabral

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Onde está Amarildo

Hoje faz 23 dias que Amarildo foi levado por policiais militares para dentro da UPP da Rocinha e de lá desapareceu.  
Em entrevista, ontem, à rádio Band News FM, seu filho mais velho declarou que em uma operação no dia anterior ao seu desparecimento, policiais entraram em sua casa e não o levaram. Será que era porque as câmaras e GPS's ainda estavam ligados?
COM A PALAVRA O GOVERNADOR SERGIO CABRAL

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Insustentável

Onde está Amarildo?

Há exatos 18 dias, Amarildo, um pedreiro chefe de família, morador da Rocinha(RJ), casado, pai de 6 filhos, está desaparecido.  Foi visto pela última vez sendo levado para averiguação na Unidade de Polícia Pacificadora ali instalada.  E sumiu!!!

Em um estado democrático de direito, é inadmissível que isso ocorra sem que o ato em si provoque uma derrocada, tal qual um dominó, no sistema hierárquico que liga o fato a todos que, direta ou indiretamente, deveriam responder por esse sumiço.  Ou seja, policiais militares que o levaram, seu chefe imediato, o Comandante da UPP, o Comandante Geral da Polícia Militar, o Secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, o Governador do Estado do Rio de Janeiro, e vou mais além, até a Presidência da República.  

Não é possível que continuemos a permitir ou achar normal que a Polícia que deveria nos proteger, seja lá por qual motivo for, resolva por em prática métodos que ocorriam em um passado recente nada saudoso e tudo fique por isso mesmo. 
 
Hoje, primeiro de agosto, a Rocinha vai descer.  E junto com ela, em solidariedade e em respeito ao Estado Democrático de Direito, todos deveríamos estar lá, demonstrando nossa insatisfação e demonstrando nossa indignação.  Verdadeira.  Nessas horas, para sermos imparciais, é sempre bom imaginarmos a dor alheia, sim, e pensar que poderia acontecer com nossos filhos, pais, irmãos.  

Ou exigimos mudanças radicais nessas práticas ou começarei a pensar que vivemos em um ESTADO DE EXCEÇÃO.

Por isso, conclamo blogs, sites, jornais e afins, para uma vigília digital a partir de hoje, com uma contagem diária dos dias do sumiço de AMARILDO.  

Portanto, aí vai...

HOJE FAZ 18 DIAS QUE AMARILDO FOI LEVADO POR POLICIAIS MILITARES PARA DENTRO DA UPP DA ROCINHA E DE LÁ DESAPARECEU

COM A PALAVRA O GOVERNADOR SERGIO CABRAL

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Descaso Insustentável


Por mais que o Prefeito Eduardo Paes venha a público se desculpar e ratificar o coro da falta de preparo dos gestores que cuidam do transporte público no Rio, o que se viu ontem e hoje, 23 e 24 de julho, por conta da JMJ, é inaceitável, inadmissível e, logico, insustentável.  Para uma cidade que sediará o Mundial em 2014 e Olimpíadas em 2016, o caos só não acabou em tragédia porque as manifestações, por obra e graça dos céus, estão dando um tempo. 



Não estamos preparados para eventos dessa natureza, definitivamente, não.   O que vi na saída do trabalho e volta pra casa foi estarrecedor sob todos os pontos de vista.  A começar pelo tempo que levei para chegar em casa: 3 horas e meia.  Saí do trabalho e senti imediatamente um clima  estranho, com pelo menos duas ou três vezes a mais o número de pessoas na rua do que vejo nas ruas, cotidianamente.  Fui para o ponto do ônibus e pensei: hoje teremos mais transporte pois, além do número normal de trabalhadores, têm peregrinos indo para a missa inaugural da Jornada, para o encontro no hospital do Papa com a população.  E o ponto do BR3, na Av. Rio Branco, só enchia e nada.  Ontem e hoje.

Após vinte e cinco minutos, eis que surge o esperado “309”, e uma multidão corre para entrar.  Já saímos do ponto com gente saindo pela janela.  Ligo o rádio e fico sabendo que todas as linhas do Metrô acabavam de ser fechadas (hoje fechou a da São Francisco Xavier).  A essa altura o trânsito já era catastrófico.  Com as entradas de Copacabana fechadas, os únicos acessos para a Barra eram a Lagoa e Botafogo, ou então, Linha Amarela ou Alto da Boa Vista, para quem estava de carro.  A cada ponto mais peregrinos entravam.  O rádio avisava para ninguém ir para as estações de trem. 

Legiões de pessoas com bandeiras, camisas, sotaques, brancos, pretos, amarelos, entravam e saíam do meu coletivo, se revezando como se a cidade fosse uma só festa.  E aí pergunto:  à parte o problema do Metrô, que por si só já tornava a cidade com sua capacidade esgotada, será que nossos secretários de transportes, Prefeito, Governador, todos, não imaginaram que o Rio estaria recebendo cerca de um milhão de pessoas extra nesta semana?  Mais, ao imaginar isso ( se é que eles imaginam alguma coisa), não seria o caso de ordenar a quem de direito para colocar toda a frota de coletivos na rua durante esse período?

Fica a certeza de que, de verdade, não estamos preparados, não estamos passando no  teste do transporte público, pois, além do péssimo cartão de visitas dado quando da chegada do Papa ao Rio, onde, declaradamente, o Sr. Secretário Carlos Osório afirmou não ter conhecimento prévio do caminho tomado pela caravana Papal, agora vimos que o caos está instalado. 

Pra quem acredita em milagre, fica a torcida.

Abraços sustentáveis