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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Casa sustentável mescla técnicas tradicionais a novas tecnologias





A Soleta ZeroEnergy é uma residência sustentável e tecnológica construída na Romênia. O modelo, desenvolvido pela Fundação Capra Justin para Invenção e Tecnologias Sustentáveis, mostra que é possível mesclar técnicas antigas e novas para reduzir o impacto ambiental de uma construção.
“Acreditamos que as coisas são muito mais simples. Existem soluções tradicionais para quase todos os ‘problemas’ de nossas casas, precisamos apenas reinventá-las nas condições atuais”, diz o site do projeto. A Soleta é uma residência pensada para reduzir ao máximo o consumo de energia, ao mesmo tempo em que é abastecida, na maior parte, por fontes renováveis.
Para alcançar este objetivo, os arquitetos contaram com sistemas de monitoramento energético, que controlam automaticamente o consumo e podem ser gerenciados por smartphones. Além disso, a casa é equipada com placas fotovoltaicas e coletores solares, que aproveitam a energia do sol para produzir eletricidade e aquecer a água.

Foto: Divulgação
Em termos de eficiência energética, a casa ainda conta com sistema de recuperação de calor. A iluminação da casa é feita com lâmpadas de LED e em um formato inteligente, com monitores de presença, que evitam o desperdício.

Foto: Divulgação
Outro diferencial da estrutura é o fato de não possui paredes externas. O próprio telhado cobre toda a casa e se estende até o chão. Segundo o site do projeto, este formato aumenta a iluminação natural, otimiza a proteção contra o vento e barateia a obra.

Foto: Divulgação
A madeira foi um dos principais materiais usados na construção, que também conta com muito vidro, para valorizar a iluminação natural. A matéria-prima foi, em sua maioria, obtida localmente e o projeto foi pensado para ter custos reduzidos.

Foto: Divulgação
A gestão adequada da água também é fator importante nesta residência. A Soleta conta com um sistema de captação da água da chuva e tratamento, para que o recurso seja reaproveitado na estrutura da casa, evitando desperdício e gastos constantes. Além de todas essas soluções, a casa ainda pode ser facilmente ampliada sem que grandes mudanças em sua estrutura sejam feitas. Ciclovivo/Utopia Sustentável

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Residências feitas de concreto inflado custam apenas $ 3.500 dólares





A residência em formato de cúpula é resultado de um tipo de construção nada convencional – apesar de ter sido desenvolvido na década de 60 -, o método construtivo está em análise e poderá ser usado como alternativa para projetos de abrigo para refugiados e habitação de baixo custo.
A técnica batizada de Binishell consiste em inflar balões para servirem como fôrmas, por cima delas é colocado o concreto e o restante dos materiais. O arquiteto Dante Bini foi quem patenteou a ideia e, na época, ajudou a reduzir o tempo e o custo das construções – uma vez que os moldes tradicionais eram bastante caros. Agora, seu filho Nicoló Bini, está propondo novas construções utilizando esse método.

Imagem: Divulgação
"É uma alternativa a habitação de baixo custo que é melhor do ponto de vista ambiental e humanitário. Temos um produto permanente que não é apenas mais verde, mas também mais rápido para construir do que outros sistemas", afirmou ele.

Imagem: Divulgação
Nesse tipo de construção, são integrados sistemas que reduzem o consumo de energia em até 75% em relação aos métodos tradicionais. É necessária uma quantidade menor de materiais, que devem ser comprados na localidade do morador. Há redução de custo tanto ambiental quanto financeira. A empresa avalia que a residência mais simples custaria apenas $ 3.500 dólares.

Imagem: Divulgação
Além disso, é possível criar uma estrutura resistente aos desastres naturais. Em tais situações, o projeto ainda se mostraria eficaz pela rapidez com que as paredes podem ser erguidas – o que seria extremamente importante em casos emergenciais.

Imagem: Divulgação
Os telhados verdes também poderiam ser uma boa solução para melhorar o conforto térmico e acústico das residências, além de reduzir ainda mais o impacto ambiental causado pelas construções. CicloVivo/Utopia Sustentável

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Francês projeta casa pré-fabricada que produz 50% mais energia do que consome





O arquiteto francês Phillippe Starck desenvolveu um modelo de casas pré-fabricadas capazes de gerar 50% mais energia do que consome. O protótipo já está pronto e, mesmo tendo diversas opções tecnológicas, foi desenvolvido para ser acessível e chegar ao maior público possível, conforme informado pelo próprio arquiteto.
A primeira residência foi apelidada de Monffort e faz parte da linha PATH, feita em parceria com a Riko, uma das principais fabricantes europeias de casas de madeira pré-fabricadas. Starck também informa que a coleção possui quatro tipos diferentes de residência, com 34 tipos de plantas diferentes. Além disso, elas foram pensadas para utilizar apenas 1/3 da energia gasta em uma casa tradicional.

Foto: Divulgação
Um dos itens sustentáveis importantes usados pelo francês no projeto é a cobertura de cornija, que vai muito além da estética. A forma aplicada à superfície da casa protege o sistema que produz e distribui a energia, evitando perdas no processo.

Foto: Divulgação
Os clientes que optam por uma casa dessa coleção podem escolher quais tecnologias deseja aplicar para produzir energia. É possível usar painéis fotovoltaicos, turbinas eólicas, acrescentar sistemas de captação da água da chuva, usar energia solar par ao aquecimento da água, bombas de calor, entre outras coisas.

Foto: Divulgação
No exterior, a casa possui grandes vidraças, que ajudam a aproveitar melhor a iluminação natural. Os tamanhos disponíveis variam de 140 a 350 metros quadrados, com opções de até oito quartos, escritório e jardim de inverno. O arquiteto garante que a construção é feita com materiais que geram poucos resíduos e são entregues aos clientes em até seis meses. CicloVivo/Utopia Sustentável

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Aposentado constrói casa sustentável com menos de R$ 600




O professor aposentado Michael Buck juntou diversos materiais reciclados para erguer sua própria casa, uma pequena toca segura e confortável na cidade de Oxfordshire, na Inglaterra. Na construção, o professor gastou apenas 150 libras (o equivalente a 575 reais), apostando seu tempo livre e sua criatividade para erguer a nova residência, localizada em meio a uma área verde do município britânico.

Buck tinha 59 anos quando deu início à construção, baseada numa técnica milenar denominada COB, que utiliza apenas terra, areia e palha para erguer as estruturas. Mesmo com a simplicidade dos materiais, as construções baseadas na antiga técnica são resistentes ao fogo e aos abalos sísmicos. Segundo informou oCatraca Livre, um dos objetivos do britânico era mostrar para as pessoas que, para ter uma moradia, não é necessário gastar muito dinheiro e nem prejudicar o meio ambiente.

Antes de colocar a mão na massa para erguer a estrutura, o professor passou cerca de dois anos coletando resíduos possíveis de serem reaproveitados. Na lista de materiais, constam ripas de madeira, pedaços de ferro, vidros retirados da janela de um caminhão velho e o assoalho de um barco abandonado no quintal de seu vizinho.

Na casinha de Buck, as refeições são preparadas num fogão a lenha, que também serve de aquecedor para os ambientes durante os dias mais frios. Um rio que corre nas proximidades da residência fornece a água utilizada na casa, por meio de um sistema de encanamento convencional. Outro exemplo de arquitetura de baixos custos e com reaproveitamento de materiais é um centro comunitário autossustentável construído com garrafas plásticas, pneus e outros resíduos sólidos, que irá atender à população do Malawi, na África.
CicloVivo/Utopia Sustentável

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Casa sustentável é construída em apenas 6 semanas na Tailândia





O ex-assistente de voo, Steve Areen, decidiu se aposentar das aeronaves e embarcar em uma nova aventura. Após viajar pelo mundo, o norte-americano resolveu construir, com suas próprias mãos, uma residência sustentável na Tailândia.
A inspiração veio a partir de sua paixão pela cultura local e também por incentivo de seu irmão e seu cunhado. Com a ideia em mente, Areen escolheu uma fazenda orgânica de mangas para ser o jardim de sua casa e técnicas simples que deixassem o local atraente, sem a necessidade de gastar muito tempo e dinheiro.

Foto: Divulgação
A residência levou apenas seis semanas para ficar pronta, mesmo que o proprietário e construtor contasse com apenas dois ajudantes. A rapidez deve-se ao formato de construção escolhido, mas também às facilidades permitidas pela legislação local.
A edificação teve como base a utilização de materiais simples adquiridos localmente. Além dos tijolos, ele usou bambu e outras plantas comuns em telhados tailandeses. A residência possui uma área de 150 metros quadrados, distribuídos em pequenos e aconchegantes cômodos.

Foto: Divulgação
Conforme informado pelo site Inhabitat, Areen não conseguiu aplicar tecnologias que o libertassem totalmente das redes de transmissão de energia e água. Mesmo assim, foram aplicados elementos para reduzir os gastos energéticos, como as imensas janelas que circundam a casa e as claraboias utilizadas para elevar a quantidade de luz natural que adentra ao ambiente.
A casa do ex-assistente de voo se tornou um exemplo pela rapidez com que foi construída e finalizada e também pelos baixos custos da obra, que saiu por apenas oito mil dólares, pouco menos que R$ 16 mil. A intenção do norte-americano é replicar o projeto em outras construções ao redor do mundo.

Foto: Divulgação
Redação CicloVivo

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Artista transforma carrinho de compras em casa itinerante





Um confortável cômodo para dormir projetado sobre as quatro rodas de um carrinho de compras é a proposta do artista Kevin Cyr. A estranha alternativa de moradia pode ser apreciada, ao menos, pela criatividade.
Foi inspirado no título “A Estrada”, livro de ficção pós-apocalíptica, do escritor norte-americano Cormac McCarthy, que o artista desenvolveu a ideia da casa portátil e itinerante. Para escolher o carrinho como a base para sua unidade móvel, ele levou em consideração que esse objeto é onipresente no ambiente urbano.


Para Cyr, seu trabalho é um projeto artístico, que explora os aspectos de habitação, mobilidade e autonomia. “Sempre fui interessado em motos e veículos e por muitos anos eles têm sido o tema de minhas pinturas. Gosto de documentar veículos estranhos e abandonados, como caminhões de entrega antigos com grafite e ferrugem, riquixás indianos, bicicletas asiáticas”.

Batizado de Camper Kart, o “quarto” foi construído com módulos retráteis para montar a cama apenas na hora de deitar. O projeto tomou forma após conseguir financiamento coletivo da plataforma Kickstarter.
Não é a primeira vez que as invenções de Cyr chamam atenção na mídia. Antes do carrinho,  ele já havia colocado outra ideia interessante na rua: uma residência sobre um triciclo, confira aqui.



Fotos: Kevin Cyr/Divulgação
O vídeo abaixo mostra como ele construiu a Camper Kart:

Redação CicloVivo

Casa italiana é feita com materiais recicláveis e produz 100% de sua energia





A BioCasa_82 foi construída em Treviso, na Itália. O projeto utilizou materiais recicláveis e energia renovável. Além de sua beleza arquitetônica, a construção é mais uma prova de que é possível ter conforto ao mesmo tempo em que se tem uma obra com baixo impacto ambiental.
O escritório Welldom foi o responsável pelo projeto, que contou com a aplicação de um método próprio e exclusivo para maximizar o uso de tecnologias sustentáveis. Todos os sistemas aplicados e o cuidado em todas as fases, da concepção à construção, foram pensadas para a obtenção do selo LEED Platinum, o nível máximo em certificação ambiental.
A casa alcançou 117 dos 136 pontos analisados sobre sustentabilidade pelo Green Building Council. Em termos de inovação e design, o projeto recebeu 10, dos 11 possíveis.

Foto: Divulgação
O “Método de Welldom” possibilitou que a BioCasa_82 fosse construída com 99% de materiais recicláveis. A residência ainda conta com sistema de produção fotovoltaica e aquecimento solar. Isso significa que, por si só, ela é capaz de produzir 14mWh/mq de eletricidade, ao mesmo tempo em que o calor do sol é aproveitado para fornecer água quente e arrefecimento.

Foto: Divulgação
A casa, encomendada por Enrico Moretti, CEO da marca Diadora, emite 60% menos carbono que as construções tradicionais. Para chegar a este nível, a edificação é independente das redes de transmissão de energia e também possui sistema de aproveitamento das águas pluviais. Além disso, a construção foi pensada para aproveitar ao máximos a luminosidade e ventilação naturais.
Redação CicloVivo