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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Bill Gates apresenta máquina que transforma fezes em água potável





Não é de hoje que o norte-americano Bill Gates investe em projetos para melhorar a qualidade de vida de comunidades em países em desenvolvimento. Depois de lançar um concurso para encontrar um modelo ideal de banheiro para locais sem saneamento, ele anunciou o investimento em uma nova máquina, capaz de produzir água potável a partir de dejetos humanos.
O equipamento, chamado de Ominprocessor, foi desenvolvido pela empresa Janicki Bioenergy, localizada em Seattle, EUA. O principal diferencial deste para outros projetos estudados por Gates é a sua simplicidade e eficiência.
Ao contrário de grandes usinas ou estações de tratamento, a máquina não necessita de combustíveis fósseis para funcionar. Todo o material utilizado é retirado dos próprios resíduos. Após passar por uma esteira, os dejetos são separados. O vapor da água vai para um espaço, enquanto o restante segue para um processador e é utilizado como matéria para produzir energia.
A capacidade é tão alta que, segundo Gates, com os resíduos gerados por cem mil pessoas é possível produzir 86 mil litros de água potável por dia e até 250 kW de eletricidade. Segundo o CEO da Janicki Bioenergy, Peter Janicki, a energia produzida é suficiente para manter toda a usina em funcionamento e ainda gerar um excedente que pode ser entregue às redes de transmissão.
O benefício ambiental deste processo também é muito grande. “Hoje, em muitos lugares sem sistemas modernos de esgoto, caminhoneiros retiram os resíduos das latrinas e os despejam em rios próximos ou no oceano. De qualquer maneira, muitas vezes essa poluição acaba chegando ao próprio abastecimento de água. Se ao invés disso, este material fosse levado até o Omniprocessor, os dejetos seriam queimados em segurança”, explica Gates em seu blog.
Outro ponto levantado pelo filantropo é o potencial comercial que o sistema tem. Segundo ele, a sua fundação financia a empresa para o desenvolvimento do sistema, para que cheguem a um modelo barato o suficiente para que empresários de baixa e média renda se interessem por investir na ideia.
O primeiro local a receber o projeto piloto será o Senegal. A partir daí, caso seja bem sucedido, Gates passará a buscar parceiros para implantar o sistema em outros locais. “Eu acho que poderia ser bem útil na Índia, onde existem muitos empresários que poderiam possui e operar os transformadores, bem como as empresas com habilidade necessária para fabricar muitas peças”, opinou o norte-americano.Ciclovivo/Utopia Sustentável

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Máquina que produz água a partir do ar chega ao Brasil





Enquanto a crise da água se torna mais preocupante em todo o mundo, pesquisadores desenvolvem alternativas para minimizar esse problema. A Aozow é uma máquina criada com esse objetivo. Através do processo de condensação, o equipamento é capaz de transformar a umidade da atmosfera em água potável.
A empresa responsável por trazer a tecnologia para o Brasil é a Ecomart, que apresentará a novidade durante a Expo Arquitetura Sustentável, evento que acontece em São Paulo durante os dias 26 e 28 de agosto. De acordo com o diretor da empresa, Marco Franco, a tecnologia tem um uso bem amplo, podendo ser útil em residências ou em locais com maior demanda. Mas, principalmente, o sistema é ideal para áreas que enfrentam problemas com o fornecimento de água.
A máquina necessita apenas de eletricidade para gerar água potável fria ou quente, em temperatura que vai até 80ºC. A produção é automática e feita através de um microcomputador interno. O sistema calcula a umidade do ar, a temperatura e então produz água. Toda a produção é filtrada, para que sejam retiradas todas as impurezas.

Imagem: Divulgação
De acordo com a empresa, a capacidade varia de acordo com os níveis de umidade do ar. Assim sendo, com a umidade relativa em 40%, a Aozow consegue produzir 12 litros de água potável em 24 horas. Quando a umidade sobre para 90%, a máquina chega a produzir diariamente 34 litros.
Redação CicloVivo

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Dispositivo transforma suor em água potável





Em parceria com um engenheiro e uma agência de publicidade, a Unicef criou um dispositivo que converte o suor em água potável. Os criadores afirmam que o objetivo da invenção bizarra é alertar a população sobre a escassez do recurso, gerando uma alternativa de produção de água potável, que pode ser direcionada para as localidades que têm acesso limitado ao recurso básico.
Batizado de Sweat Machine (livremente traduzido para “Máquina de Suor”), o dispositivo foi criado pelo engenheiro Andreas Hammar, que usou um filtro para extrair água potável de roupas usadas depois da prática de esportes. Primeiramente, o equipamento elimina as enzimas das peças de vestuário por meio de uma secadora, que gira e espreme as roupas usadas até concentrar a quantidade desejada do líquido.

Foto: Reprodução
A partir daí, o suor retirado das roupas é aquecido, evapora e passa por filtros especiais, responsáveis por eliminar sais, bactérias e outras propriedades indesejáveis encontradas na excreção corporal. Em sua forma líquida, o resíduo passa por um sistema caseiro – semelhante a um filtro de café – capaz de remover as fibras dos tecidos, e pronto: o suor se converte em água própria para consumo. O vídeo abaixo demonstra a curiosa transformação:

Para comprovar a eficiência do equipamento, a Unicef realizou testes com as roupas das pessoas que praticaram atividades físicas durante um campeonato de futebol na Suécia. Além de contribuir para a produção de água potável, as pessoas que se exercitavam no local também experimentaram amostras do líquido resultante da máquina de suor, comprovando que a água estava própria para consumo. Com informações do Discovery News.
Redação CicloVivo