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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Valência disponibiliza terrenos públicos para a criação de hortas urbanas





As hortas urbanas têm sido cada vez mais comuns na Espanha, em especial na cidade de Valência. Em decorrência de um programa governamental, muitas áreas antes abandonadas passaram a ser usadas para o cultivo de alimentos orgânicos.
A proposta teve início há três anos, quando Sociópolis, um bairro sustentável, foi projetado. O plano já incluía desde o começo a disponibilização de espaços para o plantio, feito e organizado pelos próprios moradores da região. De acordo com a imprensa local, a região já conta com 46 mil metros quadrados de hortas urbanas.
O sucesso do modelo fez com que a prefeita de Valência, Rita Barberá, aprovasse sua replicação em outro distrito. Em entrevista ao jornal local, La Vanguardia, a autoridade explicou que Benimaclet deve ser o local a receber mais seis mil metros quadrados de hortas urbanas.
Por utilizar espaços públicos, o plantio precisa seguir algumas normas. Os interessados em manter uma horta precisam, primeiramente, procurar a Federação das Associações de Moradores de Valência. Depois disso, a pessoa pode alugar um dos lotes disponíveis. A taxa para ter direito a uma área é de 110 euros por ano. Isso inclui ferramentas agrícolas e água, disponibilizados pelo governo.
Para garantir que o espaço esteja realmente sendo usado para o cultivo de alimentos, a prefeitura retira o direito das pessoas que possuem terras, mas não plantam ou abandonaram suas hortas. Outra medida interessante diz respeito ao uso da produção. Os alimentos colhidos nas hortas urbanas do programa municipal não podem ser comercializados. Tudo o que é produzido deve ser consumido pelo produtor, pela comunidade ou doado a instituições de caridade.
O projeto em Sociópolis distribui, anualmente, 15 mil quilos de alimentos. Com a expansão para outros bairros, o potencial pode ser ainda maior.CicloVivo/Utopia Sustentável

sexta-feira, 13 de março de 2015

Tóquio tem hortas urbanas nas estações de metrô





As hortas urbanas estão cada vez mais populares em todo o mundo. No Japão, o projeto Soradofarm, incentiva a criação de jardins e hortas nos telhados das estações de trem e metrô. A alternativa também funciona como uma válvula de escape para a correria do dia-a-dia.
O aproveitamento de espaços públicos ou telhados para o plantio é uma das poucas alternativas que os moradores de grandes cidades têm para driblar a falta de espaço livre. Tóquio está entre as cidades que sofrem com este problema, por isso a ideia de aproveitar as estações se torna tão importante e genial.

Foto: Divulgação
O projeto conta com o apoio da companhia local de metrô e da Ekipara, uma companhia responsável pelo entretenimento e comércio dentro das estações. O funcionamento é simples, mas ao contrário das hortas comunitárias em que tudo é de todos, no Japão os usuários de tornam “proprietários” de um pedaço específico de terra.

Foto: Divulgação
Cada um dos participantes detém três metros de área verde onde podem ser plantados vegetais ou outras culturas, de acordo com sua própria vontade. Por terem que pagar uma tarifa simbólica anual, os “fazendeiros urbanos” contam com o apoio de especialistas e de todas as ferramentas necessárias para o manuseio da terra.

Foto: Divulgação
Para participar não é necessário ter conhecimento em jardinagem ou agricultura. Além de contar com vegetais frescos, esta também é uma possibilidade de interação entre a comunidade.

Foto: Divulgação
O Soradofarm já possui cinco hortas e jardins em Tóquio, mas a intenção é expandir para que ela esteja presente em todas as estações da cidade. CicloVivo/Utopia Sustentável