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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Valência disponibiliza terrenos públicos para a criação de hortas urbanas





As hortas urbanas têm sido cada vez mais comuns na Espanha, em especial na cidade de Valência. Em decorrência de um programa governamental, muitas áreas antes abandonadas passaram a ser usadas para o cultivo de alimentos orgânicos.
A proposta teve início há três anos, quando Sociópolis, um bairro sustentável, foi projetado. O plano já incluía desde o começo a disponibilização de espaços para o plantio, feito e organizado pelos próprios moradores da região. De acordo com a imprensa local, a região já conta com 46 mil metros quadrados de hortas urbanas.
O sucesso do modelo fez com que a prefeita de Valência, Rita Barberá, aprovasse sua replicação em outro distrito. Em entrevista ao jornal local, La Vanguardia, a autoridade explicou que Benimaclet deve ser o local a receber mais seis mil metros quadrados de hortas urbanas.
Por utilizar espaços públicos, o plantio precisa seguir algumas normas. Os interessados em manter uma horta precisam, primeiramente, procurar a Federação das Associações de Moradores de Valência. Depois disso, a pessoa pode alugar um dos lotes disponíveis. A taxa para ter direito a uma área é de 110 euros por ano. Isso inclui ferramentas agrícolas e água, disponibilizados pelo governo.
Para garantir que o espaço esteja realmente sendo usado para o cultivo de alimentos, a prefeitura retira o direito das pessoas que possuem terras, mas não plantam ou abandonaram suas hortas. Outra medida interessante diz respeito ao uso da produção. Os alimentos colhidos nas hortas urbanas do programa municipal não podem ser comercializados. Tudo o que é produzido deve ser consumido pelo produtor, pela comunidade ou doado a instituições de caridade.
O projeto em Sociópolis distribui, anualmente, 15 mil quilos de alimentos. Com a expansão para outros bairros, o potencial pode ser ainda maior.CicloVivo/Utopia Sustentável

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Espanha privatiza o sol: proibido gerar energia para autoconsumo


Foto: El Pais.cr
O sol foi privatizado na Espanha. Quem instalar placas solares para geração de energia doméstica sem a autorização do governo espanhol poderá ser multado em até 30 milhões de euros (cerca de R$ 100 milhões), conforme informa uma matéria do costa-riquenho El País.
Isso aconteceu por pressão das empresas elétricas espanholas. As companhias energéticas temem queda no consumo de energia caso os cidadãos resolvam adotar fontes alternativas de energia como painéis fotovoltaicos ou moinhos para produção de energia eólica (usando a força dos ventos).
O Governo espanhol quer implantar o auto-consumo energético aos poucos, sem mexer no sistema vigente. Para isso, quer implantar "pedágios" para a luz solar. “Vamos implantar um “pedágio” para a energia recebida do sol”, resume Mario Sorinas, da empresa Electrobin.
“De cada 50 chamadas telefônicas recebidas, 35 são de particulares interessados no auto-consumo”, diz Francesc Mateu, gerente da Sol Gironés, empresa especializada em energia renovável. Já a União de Empresas Fotovoltaicas (UNEF), representante das empresas, diz que é mais caro implantar os receptores de luz individualmente. É certo privatizar um recurso natural? Utopia Sustentável

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Espanha planeja ampliar sistema de aluguel de carros elétricos





Colocar à disposição dos espanhóis um serviço de aluguel de veículos menos poluentes foi a ideia implantada em Valência pela Movus, empresa que busca soluções sustentáveis para a mobilidade urbana.
Valência já possui uma frota de 10 veículos elétricos e cinco estações. O objetivo é disponibilizar 40 carros até 2015. O projeto também conta com pontos públicos de recarga de energia.
Chamado de Carsharing, o sistema de aluguel pode variar de 15 minutos a alguns dias. De forma que o usuário paga o equivalente ao tempo de uso. Além de economizar nos custos de manutenção de um carro próprio, ele ainda é menos poluente em comparação aos modelos tradicionais. Esse tipo de serviço pode ser também uma alternativa para reduzir o congestionamento, uma vez que só será utilizado quando necessário.

Fotos: Movusonline/Flickr
A solução tem contagiado as cidades espanholas, há cerca de dois meses, um hospital na comuna Valenciana implantou o sistema de aluguel dispondo oito veículos à população. A frota é composta por três modelos Renault Fluence ZE, um Peugeot iOn e quatro da Think City. A intenção é reduzir os ruídos e a poluição atmosférica no entorno da unidade.
A companhia Movus ainda possui um serviço de bicicletas públicas que está disponível em 12 municípios espanhóis, chamado de Mibisi. No ano passado, a mesma empresa lançou o projeto “RentBike Hotel” em que são alugadas bicicletas em hotéis. Já implantado em cidades como Valência, Sevilha e Mallorca, a iniciativa rende diversos prêmios.
No Brasil, um trio de engenheiros promete lançar um serviço de aluguel de carros elétricos em Porto Alegre ainda esse ano, saiba mais aqui.Redação CicloVivo