A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e o Instituto Akatu lançam em parceria mais uma ferramenta para ajudar o brasileiro a economizar os recursos naturais do planeta, trata-se do aplicativo “Nossa Energia”. O aplicativo é gratuito e foi desenvolvido para orientar as pessoas em relação ao consumo eficiente da energia. A ferramenta oferece uma calculadora que identifica os gastos de acordo com os eletrodomésticos e o consumo da residência, tem ainda o jogo “Apagão” e dicas práticas para a economia de energia. A iniciativa faz parte do programa de educação financeira da Febraban, e o portal MeuBolsoemDia.com.br já está disponível para download gratuito no Google Play.
O aplicativo é o segundo de uma série de ferramentas sobre consumo consciente que serão lançadas ainda este ano. “Queremos estimular a população a consumir com responsabilidade os recursos naturais do planeta. O aplicativo mostra que o uso eficiente da energia pode se refletir, também, em uma economia financeira” avalia Fábio Moraes, diretor de educação financeira da Febraban. O usuário irá conhecer diversas dicas sobre o consumo eficiente da energia elétrica, que também está ligado ao uso da água, uma vez que são geradas por usinas que utilizam água. “O aplicativo, além de informar e sensibilizar para o uso eficiente desse recurso, revela ainda como os hábitos do consumo de um produto ou serviço podem ter impactos sobre várias dimensões da nossa vida. Consumo consciente é também entender essas relações e agir para causar menos impactos negativos sobre a sociedade, a economia e o meio ambiente”, afirma Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu. O aplicativo mostra, por exemplo, que se uma pessoa economizar 1 minuto de banho durante 1 ano significa uma economia de 15 dias da usina Itaipu. As dicas elaboradas pelo Akatu são simples e lúdicas e podem ser compartilhadas nas redes sociais, basta que o usuário clique na opção “veja a dica completa” para mais informações. Um ponto alto do aplicativo é a calculadora de energia, que contabiliza em kW (quilowatt) o gasto conforme a quantidade de equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos do usuário. Primeiramente deve se cadastrar a quantidade exata de equipamentos que o usuário possui em sua residência e, depois disso, a ferramenta fará uma conta baseada nos equipamentos contabilizados e mostrará um preço estimado deste consumo energético. Após a análise, é possível verificar os equipamentos que consomem mais energia e, a partir daí, fazer uma reflexão sobre o seu uso. Jornal da Energia/Utopia Sustentável |
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terça-feira, 4 de novembro de 2014
Aplicativo estimula economia de energia
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Com fotos de viagens de Amyr Klink, exposição alerta para o consumo consciente
São Paulo será a primeira cidade do país a receber a exposição “Linha D’Água”, que poderá ser conferida a partir desta segunda-feira (8) no Espaço Cultural Conjunto Nacional. A mostra reúne 30 fotografias do acervo do velejador Amyr Klink, que, além de ter realizado mais de 40 viagens oceânicas, tornou-se referência nacional quando se fala em consumo consciente, especialmente da água.
Quantos litros de água você gasta por dia? A recomendação da Organização Mundial da Saúde é que cada pessoa gaste, somando suas atividades domésticas e de higiene, de 50 a 100 litros diários. O mundialmente respeitado navegador brasileiro passou 100 dias num barco a remo consumindo 2,7 litros de água por dia, e garante que foi suficiente. Estas e outras curiosidades fazem parte da exposição.
“Linha D’Água” é dividida em 03 módulos, que remetem aos três barcos usados por Amyr Klink em algumas de suas principais expedições: barco a remo I.A.T., Paratii e Paratii II. Ao todo são 30 fotos das expedições do velejador, dispostas em painéis que também contém textos sobre as viagens.
Todo o material expositivo é montado em base sustentável, seguindo assim os princípios do projeto de estimular a reflexão sobre consumo consciente. A exposição é gratuita e fica em cartaz em São Paulo até o dia 2 de outubro.

Palestras
Além da exposição fotográfica, o público de São Paulo poderá conferir ao vivo duas palestras com Amyr Klink. A primeira será no dia da abertura da exposição, nesta segunda (8) às 19h. A segunda, no dia 18 de setembro, às 10h. As palestras vão acontecer no Cine Livraria Cultura, no Conjunto Nacional. Amyr Klink fala sobre as estratégias de consumo ligadas ao consumo d'água, mostrando que planejamento, precisão e consciência são fundamentais.
Curiosidades: Por que vale a pena visitar a exposição?

- Em 2014, Amyr Klink comemora 30 anos de sua travessia oceânica pelo Atlântico Sul em barco a remo. A viagem durou 100 dias e, até hoje, Amyr é o único homem do mundo a realizar esta façanha.
- Foi essa viagem que deu origem ao livro “100 dias entre céu e mar”, que ficou por 31 semanas consecutivas na lista dos 10 livros mais vendidos de não-ficção no Brasil.
- Os visitantes vão poder conhecer de perto o barco original I.A.T., com o qual a viagem foi feita.
- Algumas das fotos da exposição são de autoria de Marina Klink, esposa de Amyr Klink, que, desde os anos 80, já registrava belas imagens de esportes de aventura como asa-delta e competições de iatismo. Velejadora com mais de uma centena de competições no currículo, tornou-se uma das mais respeitadas fotógrafas de natureza do país. Seus primeiros registros pela Antártica aconteceram em 1995. Após 13 viagens para a região, reuniu 180 imagens no livro ‘Antártica - A Última Fronteira’.

Quantos litros de água você gasta por dia? A recomendação da Organização Mundial da Saúde é que cada pessoa gaste, somando suas atividades domésticas e de higiene, de 50 a 100 litros diários. O mundialmente respeitado navegador brasileiro passou 100 dias num barco a remo consumindo 2,7 litros de água por dia, e garante que foi suficiente. Estas e outras curiosidades fazem parte da exposição.
“Linha D’Água” é dividida em 03 módulos, que remetem aos três barcos usados por Amyr Klink em algumas de suas principais expedições: barco a remo I.A.T., Paratii e Paratii II. Ao todo são 30 fotos das expedições do velejador, dispostas em painéis que também contém textos sobre as viagens.
Todo o material expositivo é montado em base sustentável, seguindo assim os princípios do projeto de estimular a reflexão sobre consumo consciente. A exposição é gratuita e fica em cartaz em São Paulo até o dia 2 de outubro.
Palestras
Além da exposição fotográfica, o público de São Paulo poderá conferir ao vivo duas palestras com Amyr Klink. A primeira será no dia da abertura da exposição, nesta segunda (8) às 19h. A segunda, no dia 18 de setembro, às 10h. As palestras vão acontecer no Cine Livraria Cultura, no Conjunto Nacional. Amyr Klink fala sobre as estratégias de consumo ligadas ao consumo d'água, mostrando que planejamento, precisão e consciência são fundamentais.
Curiosidades: Por que vale a pena visitar a exposição?
- Em 2014, Amyr Klink comemora 30 anos de sua travessia oceânica pelo Atlântico Sul em barco a remo. A viagem durou 100 dias e, até hoje, Amyr é o único homem do mundo a realizar esta façanha.
- Foi essa viagem que deu origem ao livro “100 dias entre céu e mar”, que ficou por 31 semanas consecutivas na lista dos 10 livros mais vendidos de não-ficção no Brasil.
- Os visitantes vão poder conhecer de perto o barco original I.A.T., com o qual a viagem foi feita.
- Algumas das fotos da exposição são de autoria de Marina Klink, esposa de Amyr Klink, que, desde os anos 80, já registrava belas imagens de esportes de aventura como asa-delta e competições de iatismo. Velejadora com mais de uma centena de competições no currículo, tornou-se uma das mais respeitadas fotógrafas de natureza do país. Seus primeiros registros pela Antártica aconteceram em 1995. Após 13 viagens para a região, reuniu 180 imagens no livro ‘Antártica - A Última Fronteira’.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Carro: o cigarro do século 21?
Pesquisas mostram que jovens já não possuem o mesmo desejo por veículos particulares. Foto: Valter Campanato/ABr
Até pouco tempo incontestável, o automóvel já não ocupa mais o mesmo lugar no imaginário das pessoas.
Muita gente talvez não concorde. Pode ser também que exista uma dose de exagero na afirmação. Ou será que não? O certo é que temos observado um inédito questionamento ao império do automóvel.
Soberano ao longo de muitos anos e cercado de toda admiração. Assim foi a trajetória do carro. Agora muitas vozes se levantam contra ele como um grande problema, a perturbar a vida de todos. Aliás, não parece estar ocorrendo um fenômeno semelhante ao ocorrido com o cigarro no século passado? Portanto, guardadas as devidas proporções, será realmente loucura pensar que não assistiremos no século 21 com os veículos de transporte individual o mesmo que ocorreu no passado com o cigarro?
No passado, fumar representava um símbolo de status, charme e elegância. Durante um bom período o consumo de cigarros foi objeto do desejo de inúmeras gerações. Os muitos jovens até arriscavam levar surras paternas se fossem pegos no ato. Celebrizado, entre outros, por Clark Gable, Cary Grant, Rita Hayworth, James Dean e Clint Eastwood, os ícones do cinema entre os anos 40 e 60. Todo mundo que se prezava, naquela época, fumava. E o que aconteceu com o passar do tempo e os mais do que comprovados problemas causados pelo cigarro? Quase a demonização do ato de fumar!
Para as novas gerações fica até difícil explicar que, na maior parte do século 20, fumar em qualquer lugar era a coisa mais comum do mundo. Em bares, restaurantes e até mesmo dentro de claustrofóbicos aviões, os fumantes viviam o auge de seu vício com toda a liberdade. Hoje todos nós sabemos sobre os males causados pelo fumo, inclusive para aqueles expostos a fumaça de cigarros alheios, o chamado fumante involuntário. Cigarro mata e ponto final!
A publicidade ainda tinha o desplante de vincular o fumo à virilidade e à prática de atividades esportivas. Uma barbaridade digna de criminosos!! Não foi por outra razão que, posteriormente, a propaganda de cigarros foi banida dos meios de comunicação.
Bem, não dá para afirmar o mesmo em relação aos carros, ou será que é possível fazer essa relação? Dados divulgados pela ONG Saúde e Sustentabilidade em parceria com vários estudiosos, entre eles, o médico e pesquisador da USP Paulo Saldiva, mostram que a poluição no estado de São Paulo, foi responsável pela morte de quase 100 mil pessoas em seis anos. Só em 2011, a pesquisa revelou que o ar contaminado, boa parte dele vindo de escapamentos de veículos, contribuiu para a morte de mais de 17 mil e 400 pessoas. Esse trabalho é o primeiro de abrangência estadual que fez uma relação direta entre índices de poluição e número de mortes. Portanto, temos aí uma relação carro e saúde semelhante como no passado foi feito entre cigarro e saúde.
Outro interessante ponto de convergência das trajetórias do cigarro e do automóvel está localizado no exercício de sua prática. Como disse antes, fumar era algo exercido com total liberdade até começarem a surgir diversas leis obrigando a exercer o hábito a lugares pré-determinados e o veto total a outros. Hoje em dia, o pobre fumante se vê quase num ato clandestino e de banimento social para poder dar algumas boas tragadas. Isso em prol da saúde coletiva.
Em relação aos carros algo parecido está em processo acelerado de implantação. Recentemente a prefeitura de São Paulo definiu que a velocidade máxima na cidade passou de 60 para 40 quilômetros por hora. A ação visa reduzir as mortes de pedestres e ciclistas vitimados entre outras razões pelo excesso de velocidade. Se somarmos essa a outras medidas em vigor como o rodízio de veículos, a proibição de circular em faixas de ônibus e as restrições para locais de estacionamento, teremos aí mais exemplos de coerção ao livre uso do carro, até pouco tempo praticamente “dono” das ruas e avenidas das cidades contra qualquer planejamento minimamente civilizado de mobilidade urbana que buscasse uma convivência pacífica com outros usuários de transporte público, pedestres e ciclistas.
Sonho da juventude. Quem, como eu, já entrou na casa dos 50 anos de idade sabe bem o que um garoto ou garota de minha época sonhava em ter os 18 anos. Até outras gerações posteriores enxergavam e ainda enxergam no fato de ter um carro o alcance definitivo do mundo adulto e da independência. Isso, claro, ainda não mudou, mas parece ir por um caminho bem diferente.
Uma tendência observada em pesquisas realizadas na Inglaterra e nos Estados Unidos é que os jovens desses países já não possuem o mesmo desejo por veículos particulares. Eles acham mais interessante utilizar transporte público como ônibus e metrô e até mesmo andar de bicicleta. As pesquisas mostram que eles não estão dispostos a gastar boa parte de seus recursos na manutenção de um automóvel. E, além de mais barato, também consideram mais saudável o uso cotidiano de outras modalidades de transporte. Isso significa que a posse do carro próprio está perdendo o encanto? Com o cigarro não se passou algo bastante parecido?
* Reinaldo Canto é jornalista especializado em Sustentabilidade e Consumo Consciente e pós-graduado em Inteligência Empresarial e Gestão do Conhecimento. Passou pelas principais emissoras de televisão e rádio do País. Foi diretor de comunicação do Greenpeace Brasil, coordenador de comunicação do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e colaborador do Instituto Ethos. Atualmente é colaborador e parceiro da Envolverde, professor em Gestão Ambiental na FAPPES e palestrante e consultor na área ambiental.** Publicado originalmente no site Carta Capital.por Reinaldo Canto*
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