terça-feira, 2 de junho de 2015

Agora, o “Fora Del Nero” passa por uma cobrança dos consumidores


Que tal guardar nossos caraminguás no Banco que sabe, como ninguém, esconder dinheiro sujo;  ou então, ter como operadora de telefonia celular, a mais esperta de todas as empresas do ramo; ou quem sabe, marcar um “Gol” contra comprando o carro da montadora 7 a 1 para fugir da polícia. 

Porém, se nada disso der certo, compre uma passagem de avião com o “Master” de todos os cartões de crédito naquela companhia aérea que amedronta seus passageiros em pleno voo com o peso de sua clientela, TAM, TAM, TAM, TAM !!!  Já a bordo, relaxe vendo o jogo de seu time do coração pelo canal que banca todas essas sacanagens.  Plin, plin, o canal subserviente.


Agora que o “capo dei capi”, Blatter, está fora, está na hora de passarmos o futebol a limpo e começarmos a varrer, de verdade, toda a lama entranhada nas centenas de Confederações e Federações que representam o velho e violento esporte bretão mundo afora.  A oportunidade é ímpar e não pode ser desperdiçada.  Chegou a hora do troco, que tal um pé no traseiro de Valke, no dedo-duro do Marin, Teixeira, Leoz, Del Nero, Rubinhos e Euricos, Brasil afora.

O entulho de legislações autoritárias, atrasadas e protetoras da corrupção também está com os dias contados.   A hora é de bater firme em todos aqueles que sempre protegeram o “status quo” da bandalheira, que sempre aceitaram como normal, estatutos reelegerem, indefinidamente, presidentes inescrupulosos.  Nocautear sem dó!!!

A eleição de Blatter, sexta passada, foi ótima para sabermos, ou confirmarmos, onde agora é necessário atacar.  Aqueles que apostaram todas suas fichas na manutenção da roubalheira, fiquem certos, perderam.

É longo o caminho da renovação, mas ao mesmo tempo estimulante.  Nesse trabalho, nós, consumidores, teremos papel fundamental na sinalização a patrocinadores inescrupulosos daquilo que queremos enquanto compradores do produto “FUTEBOL”.  Que as empresas coloquem suas barbinhas de molho.  Agora, faca e queijo estão em nossas mãos.  Ei, você aí, vamos dar uma forcinha?

Ah, e obrigado Pelé, mais uma vez, você acertou na mosca.

Por um futebol sustentável, que tal em todos os estádios do Brasil, amanhã e domingo, “Fora Del Nero”

Odilon de Barros



As veias abertas da Amazônia


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Pelo menos 43 grandes barragens estão sendo construídas ou planejadas na bacia do rio Tapajós. Localizada próxima a Itaituba, no oeste do Pará, a hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, com 8.040 MW de capacidade instalada, seria a maior delas. Entre os inúmeros impactos previstos, o empreendimento alagaria uma área de rica biodiversidade e inundaria parte da terra indígena Sawré Muybu, do povo Munduruku. (Leia mais aqui).
Essa hidrelétrica faz parte de uma corrida do governo pela construção de barragens na Amazônia, considerada a última fronteira para a expansão de geração de energia hidrelétrica no Brasil.
Para Philip Fearnside, pesquisador do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), a conversão de todos os rios desde o rio Madeira, em Rondônia, – onde foram construídas as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio – para o leste em cadeias de lagos e barragens, como previsto pelo governo a longo prazo, acaba impactando não só a diversidade da fauna e da flora, mas também a população tradicional da Amazônia. “Estamos falando de dois terços da Amazônia onde se está planejando remover toda a população tradicional, ou seja, os ribeirinhos e indígenas que estão há séculos vivendo na beira dos rios e dependem deles para tudo. O impacto humano é enorme e não está sendo levado em conta no momento da tomada de decisão”, afirma ele.
O discurso oficial de que esses novos empreendimentos hidrelétricos levam desenvolvimento econômico e social para suas respectivas regiões caiu por terra depois dos exemplos recentes das usinas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, e da usina de Belo Monte, em fase final de construção no Rio Xingu, no Pará. Quando o rio Madeira teve a maior cheia de sua história em 2014, a força da água que atingiu a cidade de Porto Velho, em Rondônia, foi magnificada pela presença da barragem de Santo Antônio logo a montante da cidade, desalojando milhares de pessoas. Com o rio Madeira bloqueado pelas barragens, os pescadores sofrem com a falta de peixes. A cidade de Altamira, no Pará, também já enfrenta diversos impactos por conta da barragem no rio Xingu, dentre eles o crescimento da violência, prostituição e especulação imobiliária.
Segundo dados do ISA (Instituto Socioambiental), entre 2011 e 2014 o número de assassinatos em Altamira saltou de 48 para 86 casos, enquanto a população cresceu de 100 mil para cerca de 150 mil habitantes. O número de acidentes de trânsito aumentou 144%. A falta de saneamento básico e de condições adequadas de saúde e educação também são uma preocupação para os moradores. Como se não bastasse, pesquisas recentes mostram que as terras indígenas no entorno do empreendimento já estão sofrendo uma explosão de roubo de madeira.
Mesmo diante de tantos problemas, os planos do governo mostram que o aumento da geração de eletricidade no país está baseado principalmente em novas hidrelétricas na região Amazônica. De acordo com o PDE 2023 (Plano Decenal de Energia 2023), quase metade da nova capacidade instalada até 2023 virá de usinas hidrelétricas, sendo que mais de 90% estará na região Norte do país. Trata-se de triplicar a potência instalada dessa região com usinas hidrelétricas em um período de apenas dez anos.
Larissa Rodrigues, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace, explica que concentrar a expansão da geração em uma única fonte implica em tornar a matriz de energia elétrica ainda mais suscetível e aumenta a insegurança energética do País. Hoje, os efeitos de um planejamento baseado na geração centralizada e com pouca diversificação de fontes estão refletidos em risco de desabastecimento e contas de luz mais caras para os brasileiros.“O argumento de que novas hidrelétricas na Amazônia são necessárias para garantir a energia para o País não é consistente. Além disso, essa opção não contribui para a diversificação da matriz elétrica, que continuará suscetível ao regime hidrológico”, diz ela.
Em 2001, o Brasil passou pela crise do apagão, quando os reservatórios das hidrelétricas ficaram com apenas cerca de 20% de armazenagem nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Agora, mais uma vez isso acontece e os reservatórios chegaram a atingir apenas 16% de armazenagem, tanto em 2014 como em 2015. “Mais hidrelétricas na Amazônia não romperiam com essa lógica, além de provocar graves impactos sociais e ambientais. Isso não faz sentido em um país que pode contar com outras fontes de energia limpas e seguras em abundância como a solar, a eólica e a biomassa, que vem registrando preços de contratação cada vez mais competitivos”, completa Rodrigues.
Além das hidrelétricas serem sensíveis aos efeitos das mudanças climáticas, que estão causando cheias e secas sazonais cada vez mais frequentes e graves, Rodrigues aponta ainda outros problemas: “Hoje, quando os reservatórios das hidrelétricas estão baixos, a energia é compensada pela geração de usinas térmicas, poluentes e caras, e seus custos são repassados para a conta de luz. Além disso, as grandes hidrelétricas estão longe dos centros de consumo, o que gera muitas perdas de energia no transporte. Tudo isso poderia ser melhorado com a diversificação de fontes na matriz e com incentivos para a geração distribuída, aquela que ocorre perto do consumidor final”, explica.
Para o professor Célio Bermann, do IEE (Instituto de Energia e Ambiente) da USP (Universidade de São Paulo), a questão é ainda mais complexa. Ele analisou o consumo setorial de energia elétrica do Brasil e mostrou que 25% do total é consumido pelo cidadão brasileiro em suas residências. A maior parte da eletricidade, cerca de 40%, é utilizada pela indústria e é consumida principalmente pelos setores chamados de eletro-intensivos, ou seja, que consomem uma quantidade enorme de energia.
Muitos desses setores são fabricantes de produtos primários, principalmente destinados a exportação, de alto conteúdo energético e baixo valor agregado, isto é, que geram pouco emprego e renda, tais como o aço, alumínio primário, ferroligas e celulose. Segundo Bermann, “primeiro trata-se de decidir se o crescimento econômico que queremos é realmente esse, de país meramente produtor de bens primários. Depois, temos que considerar o enorme potencial de outras fontes renováveis para gerar energia no País”.
Atualmente, a energia eólica já é uma das fontes mais baratas do País. Enquanto isso, a energia solar já começa a alcançar preços competitivos nos leilões. Em outubro de 2014, as usinas de energia solar foram contratadas por um preço médio de R$ 215/MWh, 20% inferior ao de todas as usinas térmicas contratadas no último leilão de abril de 2015. Além disso, a energia solar tem papel central para estimular a geração distribuída. Há três anos foi permitido ao consumidor brasileiro gerar sua própria energia para obter descontos na conta de luz e desde então cerca de 500 sistemas já foram conectados à rede a partir da instalação de painéis fotovoltaicos instalados nos telhados.
“O custo de usinas tão grandes como as do Tapajós poderia ser investido em outras fontes renováveis, como a solar, a eólica e a biomassa. Continuar apostando em grandes hidrelétricas na Amazônia, com tremendos impactos socioambientais, quando o Brasil é riquíssimo em outros recursos, não pode ter outra explicação que não seja a falta de vontade política”, conclui Rodrigues. ( Greenpeace Brasil/ #Envolverde/Utopia Sustentável)


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Pernambuco lança programa de incentivo à micro e mini geração solar





O estado de Pernambuco pretende se tornar referência nacional em produção de energia fotovoltaica. Para marcar o Dia Mundial da Energia, o governador, Paulo Câmara, anunciou o programa PE Solar, que estimula a geração de energia renovável em casas, micro, pequenas e médias empresas.
De acordo com as diretrizes do programa, poderão participar as empresas que pretendem produzir até mil quilowatts de energia elétrica. Os sistemas deverão ser integrados às redes de transmissão, operadas pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). A produção será destinada, primeiramente, ao consumo próprio e o restante é destinado à distribuição.
Para incentivar as instalações, a Celpe oferece aos empresários um sistema de compensação pela energia cedida ao sistema. O crédito é abatido na conta em um prazo de até 36 meses.
O programa faz parte de uma iniciativa criada em 2013, quando Pernambuco realizou o primeiro leilão de energia solar, comercializando 92 megawatts provenientes da produção fotovoltaica. O objetivo do estado é se tornar referência em energia renováveis.
Em abril deste ano, o estado assinou o contrato para a construção da primeira fazenda solar do estado, conectado a um parque eólico, que proporcionará a criação da primeira usina híbrida de energia renovável em todo o território nacional. A previsão é de que quando estiver finalizada e operando na capacidade total, a planta produza eletricidade suficiente para abastecer 90 mil residências.CicloVivo/Utopia Sustentável