Mostrando postagens com marcador captação de água da chuva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador captação de água da chuva. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Empresa brasileira comercializa filtro para captação de água da chuva





Em tempos de crise hídrica, as soluções que facilitam o reaproveitamento de água são sempre bem vindas, já que cada gota vale muito. O ChoveChuva é um equipamento capaz de filtrar a água da chuva para melhorar a captação e qualidade do recurso para reuso.
A tecnologia surgiu a partir da necessidade identificada em escolas públicas de Belo Horizonte, MG, como explicado pela engenheira sanitarista e ambiental, Isabella Cordeiro Cantarelli. Segundo ela, quando a legislação local passou a obrigar a coleta da água de chuva, a Hidrologia, empresa especializada em soluções para o tratamento de água, percebeu que a o sistema podia ser muito mais eficiente. Assim nascia o filtro pluvial, ChoveChuva.
Para garantir a limpeza da água, o coletor conta com quatro etapas de filtragem. Conectado à calha da residência, a água da chuva escoa direto para o captador. A primeira fase é a caixa separadora de folhas, que separa o material grosso. A água segue, então, para o segundo compartimento, onde estão dispostas pedras de calcário, responsáveis por regular os níveis de acidez. Na terceira etapa ocorre a adição do cloro à água para desinfetar e eliminar os micro-organismos, conforme norma do Ministério da Saúde. A fase final consiste na filtragem, onde são retirados os materiais em suspensão.
 
Imagem: Divulgação/Hidrologia
Em entrevista ao CicloVivo, Isabella explicou que a água resultante deste processo de filtragem chega a ser potável, embora não possa ser oficialmente usada para o consumo humano devido às legislações brasileiras. “Existem países, como a Austrália, por exemplo, que já usam a água da chuva para fins potáveis. Em alguns casos, essa água chega a ser melhor do que a entregue pelas companhias de saneamento”, esclareceu a especialista.
Mesmo com estra restrição, as opções para o reuso ainda são muitas. Depois de filtrada, a água pode ser aproveitada em banheiros, para descarga, lavagem de mão e até chuveiro, limpeza de quintal, rega de jardins, lavagem de roupa, entre outras coisas.
O equipamento funciona de maneira muito simples. Não é necessário conectá-lo a nenhuma fonte de energia e ele precisa apenas ser ligado diretamente à calha das residências. Não existem restrições quanto aos tipos de telhados, no entanto, o sistema é ideal para tubulações de cem milímetros, normalmente usadas em telhados que tenham até 120 metros quadrados.

Foto: Divulgação
A eficiência do sistema é alta. Mesmo com todas as etapas de filtragem e limpeza da água, a perda é de 20 a 30%, levando em consideração que o reservatório final não terá mais nenhum tipo de resíduo.
Quanto à manutenção do sistema, a engenheira explica que os cuidados são mínimos, assim como os custos. Os usuários têm apenas três preocupações: elemento filtrante, retirada das folhas e a troca das pastilhas de cloro. Destes itens, o mais caro é o elemento filtrante, que custa, em média, R$ 20 e pode ser adquirido em qualquer loja especializada em filtros ou materiais de construção.
O ChoveChuva é comercializado online através do site da empersa. Ele é ideal para ser usados em residências, mas também existem projetos específicos para o reaproveitamento de água de chuva em prédios.
Veja abaixo o vídeo demonstrativo do filtro pluvial:

CicloVivo/Utopia Sustentável

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Guardar água da chuva é alternativa para driblar crise hídrica





As cisternas têm sido uma das saídas encontradas pelos paulistas para driblar a crise hídrica que ocorre no estado. Mesmo com as fortes chuvas que atingiram muitas cidades nas últimas semanas, as precipitações não foram suficientes para encher os reservatórios. Assim sendo, uma das saídas é captar este manancial e armazená-lo na própria casa.
Foi isso o que fez Terezinha Camargo da Silva. Nascida no Rio Grande do Sul, hoje ela mora na cidade de São Paulo e é mais uma das pessoas que precisaram mudar parte da rotina para se adaptar à escassez. Durante uma feira, ela conheceu o técnico agropecuário Edson Urbano, que disponibilizou a ela um manual para construir uma cisterna doméstica. A ideia virou realidade.
Terezinha explica que os itens necessários para a fabricação do sistema são simples: uma bombona de 220 litros, cano de PVC, torneira, tinta artesanal e cola durepox. Como a prática leva à perfeição, após algumas tentativas, hoje a gaúcha já domina a técnica. Somente em sua residência ela possui quatro cisternas. Mas, o conhecimento não ficou guardado para si e hoje ela dá oficinas em comunidades para ensinar outras pessoas a fazerem seus próprios sistemas de armazenamento de água.
Além de reduzir o desperdício e o consumo dos recursos hídricos, a diferença foi sentida no bolso. “Eu tinha muito medo de ter que acabar com o cantinho da família com a crise da água. Eu gastava muita água com a minha horta vertical. Agora, já resolvi o meu problema. Tenho até um minhocário”, explicou Terezinha. Após a instalação da cisterna, a conta de água que era de R$ 150 passou a ser de R$ 49.

Foto: Arquivo Pessoal
A água armazenada da chuva ganha diversas utilidades. “Eu uso para lavar o quintal, aguar as plantas, jogar no banheiro. Só não é própria para o consumo humano. Ela não é potável”, esclarece a gaúcha, que também preside uma padaria comunitária.
Um dos principais diferenciais da cisterna feita por Terezinha está na estética. A senhora de 59 anos teve o cuidado de pintar à mão cada uma das bombonas usadas em sua casa. “Eu pintei assim para incentivar as famílias a economizarem água e terem um cantinho lindo no quintal”, justificou.

Foto: Arquivo Pessoal
O CicloVivo já deu o passo a passo para fazer uma cisterna caseira. Clique aqui e aprenda como armazenar a água da chuva. CicloVivo